A massagista que minha amante me recomendou naquela noite
Subi até o sétimo andar buscando relaxar por uma hora. Não imaginei que a massagista, e depois minha amante, tinham outros planos para mim naquela noite.
Subi até o sétimo andar buscando relaxar por uma hora. Não imaginei que a massagista, e depois minha amante, tinham outros planos para mim naquela noite.
Nunca confessei que gostava de mulheres nem que ela tirava meu sono. Mas naquela madrugada, sozinhas na piscina, fui eu quem teve coragem de dizer o que sentia.
Bastou que ela inclinasse a cabeça em direção à porta do fundo para que eu deixasse minha taça no balcão e a seguisse sem pensar duas vezes.
Oito anos de carreira e nenhum paciente tinha me olhado assim. Naquela tarde ela subiu os pés no sofá, sustentou meu olhar e tudo o que eu achava firme começou a tremer.
Carla não conseguia tirar os olhos dela enquanto treinava. Cada gota de suor nas costas de Daniela acendia algo que ela nunca tinha sentido por outra mulher.
Quando Renata abriu a porta do quarto com o arnês vestido e perguntou se havia lugar para mais uma, eu soube que aquele Natal nenhuma de nós ia esquecer.
Cheguei solteira e entediada, pronta para ir embora cedo. Então a lambada começou e umas mãos firmes me puxaram pela cintura por trás.
Ela estava há cinco anos com o namorado e nunca tinha duvidado. Até que aquela mulher de olhos negros a encarou na plataforma e algo se quebrou por dentro.
Ouvi-a fechar as malas do outro lado da parede e soube que ela partiria ao amanhecer. Descalça e trêmula, atravessei o corredor até a porta entreaberta do quarto dela.
Ela chegou vinte minutos atrasada de propósito, para não dar tempo de irmos ao teatro. Só então entendi que ela já tinha decidido como a noite terminaria.
Eu a segui nas redes para me vingar da minha ex, mas acabei desejando ela. Meses depois a vi no meio do público e soube que dessa vez não a deixaria ir.
Ela marcou uma depilação de rotina antes das férias. O que não esperava era a forma como aquela mulher a olharia ao fechar a porta do privativo.
Faltavam seis dias para o meu casamento quando a vi sair da cafeteria. Eu não a via havia anos, mas meu corpo a reconheceu antes de mim.
Ela levava uma pistola escondida na meia e uma missão impossível: se aproximar da mulher mais perigosa do salão sem que o desejo a denunciasse antes da hora.
Quando ela se sentou no balcão e sorriu para mim, achei que dividiríamos apenas um gole. Não imaginei que, horas depois, estaria nua, esperando sua próxima ordem.
Ela conduzia o retiro com a devoção de quem nunca quebra uma regra. Eu só queria uma massagem a sós, longe das rezas e dos olhares alheios.
Íamos nos odiando no escritório, mas naquela noite, com a quarta margarita na mão, o polegar dela roçou minha coxa nua e tudo mudou.
Quando lhe ofereci o trabalho, ela sorriu e disse que agora era a vez dela de perguntar. A primeira foi se eu a levaria para a cama depois do jantar.
Eu só servia as bebidas. Ela me olhava do outro lado do balcão como se já soubesse, antes de mim, como aquela noite ia terminar.
Quando cheguei ao bar, minha esposa já não estava sozinha: uma desconhecida acariciava sua cintura, e tudo o que eu não queria era que parassem.