Aprendi a obedecer aos pés de Lorena
Na primeira vez em que ela me mandou pintar as unhas dos pés, minhas mãos tremiam. Não de medo: de vontade de obedecê-la.
Na primeira vez em que ela me mandou pintar as unhas dos pés, minhas mãos tremiam. Não de medo: de vontade de obedecê-la.
Eu guardava esse segredo havia anos. Bastou uma garrafa de vodca e uma velha havaiana branca para ela assumir o controle e me pôr de joelhos.
Quando ela me agarrou pelo braço na saída, entendi que não procurava um pedido de desculpas. Procurava um escravo, e eu já estava de joelhos antes mesmo de ela pedir.
Bastou que ela olhasse meus pés nus sobre os azulejos frios para entender, antes de mim, em que tipo de homem eu podia me tornar se ela ordenasse.
Desci ao banheiro com uma urgência simples e a encontrei lá, ensaboada e sorrindo, já sabendo a ordem que eu estava prestes a dar.
Ela tirou o sapato dentro do carro, deslizou o pé até minha virilha e sussurrou: “Sua primeira vez vai ser me obedecendo? Melhor para nós dois”.
Acordei amarrado no banco de couro, nu e amordaçado, e entendi que a sessão não era para me curar: era para elas se divertirem comigo.
À uma da madrugada, ela tirou os saltos para provocar, como sempre. Não sabia que naquela noite alguém transformaria seu capricho em ordem.
Llevaba semanas admirando sus pies desde la última fila. El día que se quitó las sandalias y me clavó la mirada, supe que ya no había vuelta atrás.
Ela chegou do treino ainda com o uniforme, me olhou de cima e eu entendi que aquela tarde mudaria tudo entre nós para sempre.
Eu disse que gostava dos pés dela e ela riu. Não imaginava que, naquela tarde, enquanto cuidava das sobrinhas, eu estaria de joelhos diante da cama dela com os tênis nas mãos.
Passei anos fingindo que não olhava os pés dela. Numa noite, descalça na cama, ela me mandou ajoelhar e eu soube que não havia mais volta.
Virei as costas para a câmera, movi os quadris devagar e esperei. Eu só queria que um estranho me dissesse o que fazer com o meu próprio corpo.
Nos fins de semana, eu não vou ao cinema pelo filme. Vou me sentar lá atrás, esperando que pés desconhecidos se apoiem em mim e decidam quanto eu aguento.
Entrei na pós-graduação sem conhecer ninguém. Bastou ela cruzar as pernas e tirar uma sandália para eu parar de prestar atenção em qualquer outra coisa.
Fazia duas semanas que ninguém me usava como eu precisava, então vesti o vestido mais fácil de tirar e desci ao único lugar onde eu sabia que jamais me diriam não.
Quando ela saiu do quarto vestida naquele látex preto, com o rabo de cavalo esticado e os saltos altos, eu soube que aquela noite não ia terminar cedo.
Naquela tarde, ela atravessou a cortina da despensa sabendo que cumpriria cada ordem, por mais degradante que fosse, sem que ninguém a obrigasse.
Ela sabia que aqueles dois homens a desprezariam assim que ela cruzasse a porta, e era exatamente isso que a fazia voltar de novo e de novo em busca de mais.
Não precisei ler o nome dele para saber que aquelas calças verdes que ele descrevia com tanto detalhe eram as minhas. E soube, naquele instante, que eu o faria implorar.