Minha primeira vez de joelhos diante de uma domme trans
Eu tinha escrito que seria minha primeira vez submetido. Não imaginei que o primeiro gesto ao abrir a porta seria uma bofetada e a ordem de me ajoelhar.
Eu tinha escrito que seria minha primeira vez submetido. Não imaginei que o primeiro gesto ao abrir a porta seria uma bofetada e a ordem de me ajoelhar.
Não deixei você levantar a cara até entender que, enquanto estiver atrás de mim, minha boceta e minha boca pertencem a você, e você fará com elas o que eu mandar.
Cada passo fazia o metal escondido sob sua saia soar. Vera aprendeu a viver encharcada, à beira, esperando a próxima agulha que ele cravaria em sua carne.
Ele sabia que ia perder antes de começar. Mas se render de cara não lhe dava nada: o prazer estava em resistir, em obrigar o outro a arrancar a vitória a dentadas sob a lua cheia.
Quando fechamos a porta do quarto, deixamos de ser o casal certinho que todo mundo conhece. Lá dentro não há limites, só os que criamos para quebrá-los.
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
Ele me disse que aquela espera não se pagava com dinheiro. E eu, em vez de descer do táxi, fiquei para descobrir com o que ele queria que eu pagasse.
Cheirou a flor que não deveria existir e seu corpo deixou de obedecer. Entre as árvores, alguém a observava e esperava o instante exato para se aproximar.
Encontrei suas calcinhas dobradas no último degrau, ainda mornas, e soube que não era um esquecimento: era uma ordem que eu devia obedecer de joelhos.
Quando me deu as costas para tirar as fotocópias, a mão dele subiu pelas minhas meias como se tivesse o direito de fazer aquilo. E eu não disse não.
Na noite em que o esperei com a blusa entreaberta, soube que já não era a mesma mulher: eu havia me refeito por inteiro para acender o desejo de um só homem.
Eu estava meio nua no carro de um homem que eu não conhecia, em um estacionamento cheio de gente, e ele me disse para relaxar porque meu exame estava só começando.
A adrenalina subia só de pensar: sair à noite para uma área afastada e deixar que homens que eu não conhecia me usassem como quisessem. Eu sabia dos riscos.
O mar me cuspiu no convés de um iate sem um único homem a bordo. Quando acordei pela segunda vez, já estava usando o vestido delas e não entendia por que estava deixando.
Ela chegou à pista como uma semiprofissional de modos impecáveis. Três aulas depois, era ela quem me colocava a chibata na mão e me pedia para não pegar leve.
Ela as deixou dobradas sobre a pia, ainda com o cheiro dela, e um bilhete: «Hoje você usa elas». Eu soube que a tarde seria longa.
Nuria foi ao consultório para se curar da própria luxúria; saiu tendo ensinado à jovem doutora que algumas fogueiras não se curam, se obedecem.
Quando vi o vídeo no celular dela, soube que não havia mais volta: minha vizinha sabia exatamente o que queria de mim, e eu caí na armadilha.
Quando me sentei diante dele com a lista na mão, já sabia que não tinha ido revisar materiais. Meu chefe me mandou para conseguir o desconto, e eu era a moeda.
Quando ela se ajoelhou no chuveiro e me olhou com aquele sorriso, soube que não havia volta: a fantasia dela e a minha estavam prestes a cruzar uma linha.