Aquela noite no quarto do meu filho
Para que se entenda bem como chegamos até aí, tenho que começar do começo.
Matías tem dezoito anos e desde setembro estuda Engenharia na universidade pública do outro lado da cidade. Dá quase duas horas de transporte ida e volta, então ele sai cedo toda manhã e raramente chega antes das sete da noite. Vivemos sozinhos há seis anos, desde que o pai dele foi morar em outra cidade com uma mulher mais jovem do que eu. A verdade é que ficamos só Matías e eu, e isso nos tornou muito próximos. Ou era o que eu pensava.
Porque no fim de outubro alguma coisa mudou nele. Não sei se foi aos poucos e eu não percebi, ou se aconteceu de repente, num dia específico que já nem lembro. O que eu lembro é que, numa tarde, ele chegou do campus, atravessou a sala sem me cumprimentar e subiu direto para o quarto. Sem o beijo no rosto de sempre. Sem o «o que tem pra comer, mãe?» de sempre.
Deixei passar. Pensei que fosse um dia ruim.
Mas no dia seguinte foi igual. E no outro.
Depois de uma semana assim, perguntei diretamente durante o jantar.
— Você tá bem? Aconteceu alguma coisa?
— Tô bem — disse sem me olhar.
— Matías.
— Tô bem, mãe.
Deixei o garfo cair no prato com mais força do que queria e o encarei até ele erguer os olhos.
— Faz dez dias que você não fala comigo como se eu tivesse feito alguma coisa. Se eu errei, me diz.
Ele hesitou. Vi como apertou a mandíbula, como o pai dele fazia quando procurava as palavras certas.
— Você não fez nada — disse por fim—. É coisa minha. Já passa.
Não passou.
***
Numa sexta-feira daquela semana, cheguei em casa antes do habitual. Tinha cancelado uma reunião e aproveitei para sair cedo. A casa estava em silêncio. Subi para o segundo andar para trocar de roupa e, ao passar em frente ao quarto dele, vi a porta entreaberta.
Eu não ia olhar. Não tinha motivo nenhum para olhar.
Mas olhei.
Matías estava sentado na beira da cama com o celular na mão e as calças abaixadas até as coxas. Tinha o pau agarrado com a outra mão e estava batendo devagar, olhando alguma coisa na tela. Quando me inclinei, ouvi perfeitamente o som úmido da mão subindo e descendo pela rola dura. Ele nem olhava mais para a tela. Só estava ali sentado, com os cotovelos sobre os joelhos e as costas curvadas, com a rola tesa apontada para cima, brilhando de saliva ou do que quer que tivesse passado nela.
Então ele ergueu a cabeça e me viu.
Não desviou o olhar. Não se cobriu. Não soltou o pau. Eu também não desviei os olhos. Foi só um segundo, talvez dois, mas o suficiente para eu ver com nitidez o tamanho da rola do meu filho, o quão grossa era, as veias marcadas no tronco, a glande inchada e exposta. E para ele ver que eu tinha visto.
Afastei-me do batente da porta e segui para o meu quarto. Fechei com chave. Troquei de roupa devagar, como se o movimento lento pudesse organizar o que eu tinha embaralhado na cabeça. Sentei na beira da cama e percebi que estava com a calcinha molhada. Encharcada. Levei os dedos ao meu sexo por cima do tecido e quase gozei só de me tocar.
Não foi nada, eu disse a mim mesma. Só um olhar.
Naquela noite não consegui dormir. Me masturbei três vezes seguidas pensando na rola de Matías e gozei mordendo o travesseiro nas três vezes.
***
No domingo seguinte foi ele quem puxou a conversa.
Eu estava na cozinha preparando café quando ouvi os passos dele na escada. Entrou, sentou num dos bancos da bancada e me observou enquanto eu servia. Não disse nada até eu colocar a xícara na frente dele.
— Tenho que te dizer uma coisa — começou.
— Tô ouvindo.
Respirou fundo. Olhei para o rosto dele e vi que estava nervoso de verdade. Tinha os nós dos dedos brancos em volta da xícara de café.
— Faz um tempo que eu tô sentindo uma coisa que eu não deveria sentir — disse—. E não sei o que fazer com isso. Por isso tô estranho nessas semanas. Não é nada que você tenha feito.
Esperei.
— Algo como o quê? — perguntei em voz baixa.
Demorou um instante que pareceu longo demais.
— Que fico duro quando te vejo. Que eu não consigo parar de imaginar você na minha cama. Isso. Atração por você. Uma atração da qual dá pra ver o volume na minha calça toda vez que você entra na cozinha com esse robe curto.
O silêncio que se seguiu durou muito. Ouvi o som da vizinhança lá fora, um carro passando, um cachorro latindo ao longe. Tudo normal do mundo continuando seu curso enquanto o meu parava por completo. E enquanto eu sentia meu sexo começar a umedecer de novo só de ouvi-lo dizer aquilo.
— Sei que é errado — disse ele rápido—. Outro dia você me viu me masturbando pensando em você. Não vou pagar de idiota. Eu tava pensando em você, mãe. Nos seus peitos, na sua bunda. E pela sua cara eu acho que você também percebeu. Não precisa dizer nada. Só queria que soubesse porque eu já não conseguia mais guardar isso.
— Matías...
— Você não precisa fazer nada com isso. De verdade.
Apoiei-me na pia, com as mãos atrás de mim, e o encarei. Ele tinha dezoito anos. Era meu filho. Era o mesmo menino a quem eu tinha ensinado a amarrar os cadarços e a quem levei ao médico quando quebrou o braço aos onze anos e vi crescer no quarto ao lado todos os dias da vida dele.
E, ao mesmo tempo, era um homem. Com os ombros largos e as mãos do pai e aquele pau grosso que eu tinha visto na sexta e que agora mesmo, eu podia jurar, já estava marcando de novo sob a calça do pijama.
— Me dá um tempo — eu disse—. Pra pensar.
Ele assentiu sem dizer mais nada. Levantou-se, deixou a xícara de café intocada e subiu para o quarto. Eu fiquei na cozinha com as coxas apertadas, sentindo meu corpo escorrer por dentro.
***
Fiquei dois dias sem conseguir pensar em outra coisa.
Eu me dizia que era impossível, que estava errado, que havia um motivo muito claro para esse tipo de coisa não ser feita. Dizia a mim mesma que Matías era jovem e confuso e que com o tempo isso se dissolveria sozinho. Dizia que, se eu simplesmente deixasse o tempo passar, tudo voltaria ao normal.
Mas, ao mesmo tempo, pensava naquela rola tesa apontada para o teto. Na forma como ele a segurava. Em como ele me olhou enquanto falava, com uma honestidade que eu não via em ninguém há muito tempo. E me tocava. Meu Deus, eu não conseguia parar de me tocar. No banho, antes de dormir, acordando às quatro da manhã com a mão enfiada entre as pernas. Eu gozava imaginando meu próprio filho me comendo contra a parede da cozinha.
Na terça à noite desci para o quarto dele.
Bati uma vez. Ouvi a voz dele do outro lado dizendo que podia entrar.

Ele estava na escrivaninha com os apontamentos abertos. Virou-se quando entrei e ficou imóvel, esperando. Não perguntei se podia sentar. Fui até a cama dele e me sentei na beirada. Eu vestia uma camisola curta, sem nada por baixo. Ele percebeu. Desceu os olhos pelas minhas coxas e depois os ergueu de novo.
— Você ainda tá pensando no que me disse? — comecei.
— Tô — disse sem hesitar.
Assenti devagar.
— Só uma coisa — falei—. Você tem certeza de que sabe o que está pedindo?
— Nunca tive tanta certeza de nada. Eu quero te comer, mãe. Faz semanas que eu quero isso.
Olhei para ele. E ele olhou para mim. E o que aconteceu depois não foi impulso, nem acidente, nem algo que a gente não soubesse que ia fazer. Foi uma decisão.
Aproximei-me e pus a mão na mandíbula dele. Ele não se mexeu. Levei meu rosto ao dele bem devagar, dando tempo para ele recuar se quisesse. Ele não recuou.
Beijei-o.
Foi um beijo suave no começo, quase experimental. Depois ele pôs a mão na minha nuca e me puxou mais para perto, e já não foi suave. Enfiou a língua na minha boca com uma fome que eu nunca tinha sentido em outro homem. Mordi o lábio inferior dele e ele gemeu contra minha boca. Desci a mão pelo peito dele até a virilha e apertei por cima da calça. Estava duríssimo. Tão duro quanto na sexta.
— Porra, mãe — ele arfou.
— Cala a boca e me deixa — eu disse no ouvido dele.
***
Desci da cama e me ajoelhei entre as pernas dele enquanto ele ainda estava na cadeira da escrivaninha. Desabotoei a calça com dedos firmes e puxei a cueca para baixo de uma vez. A rola saltou para cima, dura, grossa, colada ao ventre. Ainda maior de perto do que tinha me parecido na sexta. Fiquei um segundo olhando para ela, sentindo o calor que exalava a um palmo do meu rosto.
— Olha pra mim — eu disse.
Ele baixou o olhar. Agarrando a rola pela base com a mão, apertei. Tirei a língua e lambi a glande de baixo para cima, devagar, recolhendo a gota de líquido que tinha na ponta. Ouvi-o prender o ar.
— Me diz como você gosta — eu falei.
— Tanto faz. Do jeito que você quiser. Porra.
Enfiei toda na boca. Ou o máximo que consegui. Cheguei até a metade do tronco e senti a glande tocar o fundo da garganta. Agarrando os ovos com a outra mão, pesei-os, macios, quentes. Comecei a mover a cabeça devagar, chupando com a boca fechada e apertada em volta do tronco, deixando a língua esfregar por baixo. Tirei a rola da boca com um som úmido e passei a língua por toda a parte de baixo, dos ovos à glande, e voltei a engolir.
— Puta merda, mãe. Puta merda.
Ergui o olhar sem tirar a rola da boca. Queria que ele visse como a mãe dele chupava o pau. Queria que isso ficasse gravado na cabeça dele. Acelerei o ritmo, chupando com força agora, deixando a boca encher de saliva e escorrer pelo queixo. Coloquei a mão aberta no baixo ventre dele e senti os músculos se contraindo.
Quando o senti ficar tenso demais, quando soube que estava prestes a gozar, tirei e subi.
— Bom? — perguntei com a boca brilhando.
— Ia gozar.
— Eu sei. Por isso parei.
Ele me beijou dessa vez. Com mais confiança do que antes, com mais certeza nos lábios. Provou o próprio gosto na minha boca e isso o deixou pior. Me agarrou pela cintura, me ergueu do chão como se eu não pesasse nada e me jogou de costas na cama dele.
Arrancou minha camisola pela cabeça com um puxão. Fiquei nua sob ele. Vi os olhos dele irem para os meus seios e ele parar por um instante, encarando-os, como se não acreditasse que os tivesse ali na frente.
— Toca — eu disse.
Ele os agarrou com as duas mãos ao mesmo tempo. Apertou. Beliscou meus mamilos entre os dedos e eu arqueei as costas. Baixou a boca e chupou um enquanto amassava o outro. Agarrei a cabeça dele e a pressionei contra meu peito.
— Mais forte. Morde.
Ele mordeu meu mamilo. Arrancou um gemido meu. Passou para o outro e trabalhou igual, e eu me contorcia sob ele sentindo o sexo molhar até a cama.
Desceu pelo meu pescoço, pela clavícula, mais abaixo. Passou pelo umbigo, pelo ventre, e ficou ajoelhado entre minhas pernas, olhando para o meu sexo. Abriu-me com os polegares. Ergui a cabeça para encará-lo e vi como o rosto dele ganhava uma concentração séria, como quando era criança e tentava montar alguma coisa difícil.
— Tá encharcado, mãe.
— Tô assim há dias por sua causa. Lambe.
Baixou o rosto e me lambeu de baixo para cima com a língua plana. Me sacudi inteira. Ele não tinha a técnica de alguém experiente, mas tinha algo que muitos homens experientes não têm: atenção. Ele prestava atenção em tudo, em como meu corpo reagia, no que fazia eu fechar os olhos ou apertar os dedos nos lençóis. Aprendia enquanto fazia. Guiei a cabeça dele com a mão até o clitóris.
— Aí. Chupa aqui.
Ele o prendeu entre os lábios e começou a sugar. Enfiou um dedo. Depois dois. Curvou-os dentro de mim e os moveu contra a parede da vagina enquanto me lambia e eu não demorei a gozar. Forte. Fechei as coxas sobre a cabeça dele, puxei o cabelo e gozei na boca dele apertando os dentes para não gritar alto demais a ponto de ser ouvido da rua.
Subiu até meu rosto com o queixo brilhando. Eu o beijei inteiro.
— Mete — eu disse com a voz quebrada—. Agora.
— Tem certeza?
— Mete, Matías. Mete teu pau em mim.
Guiei-o com a mão. Apoiei a glande na entrada da minha vagina e senti ele empurrar. Entrou devagar, me abrindo, me preenchendo aos poucos. Era grande pra valer. Custou para eu recebê-lo inteiro. Quando enfim estava todo dentro de mim, ouvi a respiração dele mudar por completo.
— Porra, mãe. Você tá muito apertada.
— E você tem um pau muito grosso. Mexe.
Ele ficou imóvel por um instante, como se assimilasse a sensação. Depois começou a se mover. Foi desajeitado no começo, como é sempre da primeira vez, com aquele ritmo irregular de quem ainda não conhece o corpo do outro. Mas encontrou o ritmo sozinho, sem que eu dissesse nada. E, quando encontrou, todo o resto se organizou.
Começou a me penetrar de verdade. A enfiá-la até o fundo e a retirá-la quase toda para voltar a me meter de uma vez. A cama rangia contra a parede. Eu cravava as unhas nas costas dele e abria mais as pernas para ele entrar melhor.
— Assim. Assim. Mais forte.
— Gostou de como seu filho te come, mãe?
— Adoro, porra. Mais forte. Me parte.
Ele agarrou minhas pernas e as pôs sobre os ombros. Inclinou-se para a frente, dobrando-me quase ao meio, e começou a me investir de cima, com o pau entrando até o mais fundo. Eu gemia abertamente agora. Nem me preocupava em disfarçar. Eu olhava para o rosto dele enquanto ele me comia e via como os olhos dele brilhavam, como ele cerrava os dentes, como mordia o lábio inferior para se concentrar.
Em algum momento ele me virou sem sair completamente. Fiquei por cima dele, montada, e assumi o controle. Vi o rosto dele de cima, os olhos semicerrados, a expressão concentrada de quem tenta se manter firme. Apoiei as mãos no peito dele e comecei a me mover. Subia até deixar só a glande dentro e descia de uma vez, sentando inteira. Meus seios quicavam diante do rosto dele. Ele agarrou um com a mão e levou o mamilo do outro à boca.
— Olha pra mim — eu disse.
Ele ergueu os olhos para os meus sem soltar o seio.
— Eu sou sua mãe. E você tá me fodendo.
— Você é minha mãe. E é minha.
Ele me agarrou pelas coxas e me empurrou para baixo a cada movimento, ajudando a enfiá-lo até o fundo. Inclinei-me para a frente e o beijei na boca enquanto continuava me movendo sobre ele. Mordi o lábio dele. Ele me deu um tapa na bunda. Forte. Deu de novo. Eu ri contra a boca dele.
Olhei nos olhos dele quando chegou ao limite. Ele segurou tudo, menos a respiração, que escapou em um longo som vindo de muito fundo.
— Vou gozar, mãe. Vou gozar.
— Dentro. Goza dentro de mim.
— Tem certeza?
— Dentro, Matías. Me enche.
Senti as mãos dele se prenderem às minhas coxas com força pela primeira e única vez antes de descarregar. Senti-o pulsar dentro de mim, jorro após jorro, enchendo minha vagina de sêmen quente. Continuei me movendo devagar sobre ele, ordenhando-o até a última gota, até que ele precisou me pedir para parar porque já não aguentava a sensibilidade.
Desabei sobre o peito dele com o pau ainda dentro de mim. Senti ele amolecer lá dentro e o sêmen começar a escorrer pelas minhas coxas até a cama.
***
Depois ficamos calados por um bom tempo.
Eu apoiei a cabeça no peito dele e ouvi o coração dele voltar ao ritmo normal. Ele me envolveu os ombros com um braço, sem dizer nada. A mão livre percorria minhas costas devagar, do pescoço à bunda, sem parar. Lá fora, o bairro seguia o mesmo de sempre.
— Você tá bem? — perguntei por fim.
— Tô — disse—. Muito bem.
— Era o que você imaginava?
— Foi melhor.
Sorri contra o peito dele. Percebi que ele já estava ficando duro de novo sob minha coxa. Aos dezoito anos, a recuperação é rápida. Baixei a mão e o agarrei.
— De novo? — perguntei.
— Se você quiser.
— A essa hora você não vai estudar mais nada.
— Eu não pensava em estudar.
Pus-me de quatro sobre a cama e virei a cabeça para olhá-lo por cima do ombro. Mostrei a bunda aberta, a vagina ainda escorrendo pelo sêmen dele. Vi como ele endureceu por completo em questão de segundos.
— Então vem aqui e termina o que começou — eu disse.
E ele veio. Ficou atrás de mim e me enfiou com uma única estocada, até o fundo, agarrou meu cabelo e me comeu como se tivesse passado anos querendo fazer aquilo. E talvez fosse verdade.
Não sei o que muda depois de algo assim. Não sei se alguma coisa muda, ou se tudo muda de repente e a gente só percebe muito depois. Sei que naquela noite dormi no quarto dele, com o pau dele ainda dentro de mim. Sei que na manhã seguinte o café foi ele quem preparou, sem que eu pedisse, e deixou na bancada com um gesto calmo. Sei que o bebi nua num dos bancos enquanto ele olhava meus seios do outro lado da bancada e o pau dele se marcava de novo sob a calça do pijama.
Chupei ele ali mesmo, na cozinha, antes de sair para a faculdade. E gozei naquela tarde sozinha pensando em como ele ia me comer quando voltasse.
Não sei explicar de outra forma.
Só sei que entre nós existe alguma coisa que antes não existia. E que nós dois sabemos perfeitamente o que fazer com isso.