Naquela noite ensinei tudo ao irmão da Laura
Aquela semana tinha sido um desastre completo, e tudo o que eu queria era comer alguma coisa decente, me dar prazer com os próprios dedos e ir para a cama. Laura tinha me prometido que jantaríamos tranquilas, apenas uma noite de garotas sem drama, sem filas nem drinques caros. Mas, quando já estávamos havia dez minutos no táxi, ela mudou o destino sem nem me avisar.
— É que o Sebastián me escreveu dizendo que está lá, e eu não o vejo desde o festival — disse, como se aquilo fosse explicação suficiente.
Olhei para ela com toda a intensidade do meu aborrecimento, e ela simplesmente deu de ombros e continuou olhando o celular.
O lugar era exatamente o tipo de ambiente que eu odeio: escuro, lotado de gente que esbarra sem pedir licença, música num volume que transformava qualquer conversa em puro teatro labial. Fiquei na única esquina da varanda onde o barulho era ligeiramente suportável, com um copo de alguma coisa que não identifiquei na mão, contando os minutos até ter uma desculpa razoável para ir embora.
Estômago vazio, humor de cão, sapatos que já estavam apertando. Era uma daquelas noites em que tudo conspira contra você.
***
Marcos chegou quase às onze.
Eu o conhecia havia anos: o irmão mais novo da Laura. A mãe dele o mandava como acompanhante quando Laura saía para festas, um arranjo que nunca o empolgara muito, mas que ele cumpria com a resignação tranquila de quem aceitou que algumas batalhas não valem a pena. Ele tinha sido nosso motorista de táxi em algumas noites, sempre com a mesma atitude estoica de quem preferia estar em outro lugar.
Eu o vi entrar, localizar Laura no meio da multidão em menos de vinte segundos — essa era sua habilidade especial — e depois virar a cabeça até me encontrar na varanda. Caminhou até onde eu estava sem pressa.
— Você está com cara de quem está sofrendo — disse, aproximando-se do meu ouvido para não precisar gritar.
O ar de sua boca roçou meu lóbulo, e senti a pele se arrepiar de repente. Eu estava a alguns dias da menstruação, e nesses dias meu corpo tem seus próprios planos, independentes da minha vontade. Senti uma pontada quente entre as pernas, e minha boceta se contraiu sozinha, umedecendo o suficiente para incomodar a calcinha.
— Dá para perceber tanto assim, ou a Laura contou alguma coisa? — perguntei.
— Dá para perceber de longe. Fico surpreso, porque normalmente você é a da facilidade para sorrir. É uma das coisas de que gosto em você.
— Há outras coisas que você percebe em mim?
Ele fez um gesto vago com os ombros, evitando a pergunta. Quando o conheci, era um rapaz reservado, quase fechado em si mesmo. Com o tempo, tinha adquirido uma naturalidade que lhe caía bem.
— Tive uma semana horrível, Marcos, e sua irmã me arrastou até aqui quando eu só queria comer e ir para a cama — fiz uma pausa mínima, avaliando — e foder.
Ele arregalou um pouco os olhos, o suficiente para que eu notasse a surpresa, e olhou para o lado, como se procurasse algo em que apoiar a resposta.
— Posso ajudar com isso — disse, ainda sem me olhar.
Sorri pela primeira vez naquela noite. Segurei seu queixo com delicadeza e procurei seu olhar.
— Com qual parte exatamente, Marcos? Com a comida ou com me foder?
Vi como ele tinha dificuldade para sustentar o contato visual, mas não o desviou. Respirou fundo, endireitou um pouco os ombros e cravou em mim os olhos cor de mel, que tinham uma semelhança perturbadora com os da irmã.
— Com as duas, Clara. Possivelmente.
Envolvi sua cintura com um braço, diminuí a distância entre nós e pressionei minhas tetas contra o peito dele. Aproximei os lábios do seu ouvido e baixei a mão até roçar o volume por cima da calça. Já estava duro, e eu o senti pulsar sob o tecido.
— Adoro a ideia. E adoro o que você tem aí embaixo esperando por mim. Mas vamos comer primeiro.
***
Ao sair, vimos Laura dançando com alguém. Fiz sinais vagos de que estávamos indo jantar, e ela respondeu com um polegar para cima sem parar de se mexer. O que ficava implícito no meu gesto, guardei para mim.
Caminhamos até uma lanchonete de hambúrgueres a três quarteirões dali. Pedi que compartilhássemos, porque não gosto de ficar de estômago cheio quando tenho planos desse tipo. A expectativa já fazia sua parte: eu sentia a boceta encharcada, a calcinha grudada nos lábios, e cada vez que cruzava as pernas a pressão me mandava um chicote direto para o clitóris.
Marcos falava pouco. Respondia, mas em frases curtas, e de vez em quando deixava escapar um olhar rápido que não chegava a pousar em lugar nenhum.
— No que você está pensando? — perguntei.
Ele sorriu com uma risadinha discreta e disse que estava tudo bem.
Fiz uma conta rápida: o nervosismo, os silêncios, aquele jeito de se sentar como se ocupar espaço demais fosse falta de educação. Aproximei minha cadeira, coloquei as pernas abertas ladeando o joelho dele e perguntei diretamente se era sua primeira vez.
Ele baixou os olhos para a mesa.
— Sim — disse.
— Como pode ser, se você é um garoto tão bonito?
Assim que falei, ouvi a mim mesma e pensei: estou soando como uma tia. Uma tia muito entusiasmada, mas ainda assim uma tia.
— Nunca sei direito como falar com as garotas que conheço. Sinto que não sou o que elas procuram.
— Comigo você fala sem problema.
— Com você é mais fácil. Como com a Laura, como com a minha mãe.
Ali estava. Status de figura materna confirmado.
— Olha, você não precisa ficar ansioso com isso — eu disse. — Vou ensinar cada coisa a você. Como chupar uma boceta, como enfiar o pau, como fazer uma mulher gozar. Vai ser bom para nós dois. Peça alguma coisa para beber, porque depois vamos precisar.
***
O hotel tinha uma entrada para carros discreta e uma recepcionista de poucas palavras. Marcos se atrapalhou um pouco com os formulários, mas a mulher atrás do balcão era toda eficiência e, quando me viu sorrir, fez o mesmo, com uma expressão que dizia “já vi de tudo”.
O quarto era tranquilo: luz quente, uma cama de casal com roupa limpa, um sofá pequeno junto à janela. Marcos ficou parado no centro, como se estivesse esperando instruções.
Virei-me para ele. Ele tentou dizer alguma coisa. Pus um dedo sobre seus lábios.
— Respire — eu disse.
Aproximei-me devagar, estudando seu rosto, procurando os ângulos que ele compartilhava com Laura — e tinha, definitivamente tinha — e pousei os lábios sobre os dele com calma. Um beijo suave, sem pressão, apenas para que seu corpo entendesse que não havia nada a temer. Depois mordi seu lábio inferior, suguei-o e, quando ele abriu a boca, enfiei a língua devagar, enrolando-a com a dele, ensinando o ritmo.
— Calma — murmurei contra sua boca. — Assim. Beije-me como se estivesse com fome.
Fui guiando-o até o sofá. Naquela noite eu queria ficar por cima, conduzir o ritmo, para que ele não carregasse a responsabilidade de fazer tudo certo logo na primeira tentativa. Sentei de frente para ele, montada em seu colo, envolvi sua cabeça com os braços e senti seu gemido quando o peso dos meus quadris pousou exatamente sobre o volume duro que empurrava dentro da calça. O tecido raspou minha boceta inchada através da calcinha, e nós dois deixamos escapar um gemido ao mesmo tempo.
Comecei a me esfregar sobre ele, para cima e para baixo, roçando minha boceta encharcada no pau vestido. Percebia o membro se sacudindo sob mim, procurando por mim. Ele estava com a cabeça jogada para trás, a boca entreaberta, e toda vez que eu passava sobre a glande ele apertava os olhos, como se doesse de tanto prazer.
— Ajude-me com a blusa — pedi.
Ele segurou o tecido com as pontas dos dedos, beliscando um pouco sem querer, o que me fez rir. Fomos alternando beijos, olhares e contato enquanto a blusa caía no chão.
Quando o sutiã seguiu o mesmo caminho e minhas tetas ficaram livres, suas palmas as seguraram quase por instinto. Senti os mamilos endurecerem imediatamente, tão duros que puxavam por dentro. Ofereci-os a ele, aproximando-me, e ele baixou a boca sem esperar ordem.
— Preste atenção neste beijo — eu disse, capturando seus lábios devagar, percorrendo o canto da boca com a língua, movendo-me com precisão. — Porque quero que você o repita exatamente ali embaixo, sobre o meu clitóris, desse jeito.
Ele assentiu sem dizer nada, os olhos muito abertos.
Quando soltei sua boca, ele foi direto a um mamilo e chupou com bastante entusiasmo, usando mais pressão do que eu gosto. Sugava com força, como se quisesse arrancá-lo.
— Mais suave — corrigi, puxando seu cabelo para que afrouxasse. — Como se fosse algo que você pudesse quebrar. Primeiro com a língua. Circule-o. Agora chupe devagar. Isso, assim.
Ele aprendeu rápido. Em um minuto eu estava com os dois mamilos pulsando, um molhado pela boca dele, o outro beliscado entre seus dedos com a pressão certa. Minha boceta se contraiu com vontade, e senti um novo jorro de umidade encharcando a calcinha.
Fiquei de pé e puxei sua camiseta para que ele se levantasse até ficar sentado na beirada do sofá. Tirei a camiseta dele por cima da cabeça. Enfiei as pernas entre as dele para que as abrisse e ficássemos frente a frente. Baixei o zíper da saia, que caiu com um balanço dos quadris. Fiquei apenas com a calcinha preta encharcada, e vi sua garganta se mover quando engoliu em seco ao notar a mancha escura no centro do tecido.
— Está vendo como estou molhada? — disse, pegando sua mão e levando-a entre minhas pernas. — Toque. Tudo isso é por sua causa.
Deslizei seus dedos por cima da calcinha, para cima e para baixo, e ele soltou um som abafado ao sentir os dedos afundarem na umidade. Fiz com que pressionasse o clitóris com a ponta do dedo, duas, três vezes, até meus quadris começarem a procurar sua mão sozinhos.
— Hora de praticar — eu disse, deslizando o elástico para baixo até a calcinha cair aos meus pés.
Fiquei completamente nua diante dele. Abri as pernas, apoiando um pé no sofá para que ele me visse bem: a boceta depilada, os lábios inchados e brilhantes, o clitóris aparecendo entre as dobras. Um “puta merda” escapou em voz baixa, e eu sorri.
Arqueei o corpo em direção a ele, segurei seu cabelo com delicadeza e guiei seus lábios para onde eu queria. No começo, ele beijou os lábios externos com desajeito, e fui indicando com a mão em sua nuca onde pressionar a língua. Quando encontrou o clitóris, o som que saiu de mim não foi voluntário: foi um gemido longo vindo do estômago.
— Exatamente — sussurrei. — Aí. Não solte. Chupe devagar, como ensinei com a boca. Isso. Agora a língua reta, para cima e para baixo. Perfeito.
Segurei sua mão e enfiei dois de seus dedos na boceta. Eu estava tão molhada que eles entraram sem resistência.
— Mexa-os. Curve um pouco para cima, em direção ao meu umbigo; há um ponto ali. Isso. Exatamente esse.
Ele começou a bombear os dedos enquanto me comia o clitóris com a boca inteira, e precisei me apoiar na parede com uma mão para não perder o equilíbrio. A tensão acumulada durante toda a semana começou a se desfazer em ondas elétricas que subiam pelas minhas pernas. Era a primeira vez dele, mas tinha instinto: quando eu apertava mais seu cabelo, ele acelerava; quando eu afrouxava, diminuía o ritmo.
— Não pare — disse, com a boceta começando a tremer. — Continue assim, não pare, não pare...
O primeiro orgasmo me atingiu de repente, com a língua dele me lambendo sem descanso e os dois dedos enterrados até os nós. Apertei a cabeça dele entre as coxas e gozei sobre sua boca, ensopando seu queixo. Senti as contrações espremerem seus dedos por dentro, e ele continuou me lambendo, aprendendo a ler meus tremores, até que precisei afastar sua cabeça porque o clitóris já não aguentava mais contato.
***
Quando não quis mais esperar, pedi que ele se levantasse. Beijei-o profundamente, saboreando meus próprios líquidos na boca dele e na barba molhada, enquanto minhas mãos procuravam o cinto. Desabotoei a calça com urgência desajeitada e puxei sua cueca de uma vez.
O pau saltou para fora, duro e palpitante, bem grosso, com a glande arroxeada e uma gota de líquido pré-ejaculatório pendurada na ponta. Quando ele tentou se cobrir por instinto, deixei-o fazer isso até que o impedisse com calma, afastando suas mãos sem pressa.
— Não se cubra. É lindo — eu disse, segurando-o com a mão direita. — E é meu esta noite.
Sentei-me novamente no sofá, desta vez diante dele, e fiz com que separasse as pernas. Ajoelhei-me entre elas. Olhei para ele de baixo, segurando o pau com as duas mãos, e passei a língua da base até a glande em uma única linha comprida. O corpo dele inteiro tremeu.
— Relaxe contra o encosto — disse.
Ele se recostou, agarrando a beirada do sofá com os nós dos dedos brancos. Lambi a ponta devagar, dando voltas ao redor da glande, saboreando o líquido salgado que já estava ali. Depois enfiei o pau inteiro na boca, o mais fundo que consegui, até sentir a glande bater na garganta.
— Ai, porra... — foi tudo o que ele conseguiu dizer.
Comecei um vaivém lento, fechando bem os lábios ao redor do tronco, deixando a saliva escorrer por ele para lubrificá-lo inteiro. Com uma mão, acariciava seus ovos, pesando-os suavemente, e com a outra bombeava a base enquanto a boca trabalhava a metade superior. Toda vez que a língua rodeava a glande, ele soltava um gemido entrecortado.
Acelerei o ritmo, chupando com mais força, deixando o pau sair e entrar com um som úmido e obsceno que preenchia o quarto. Deixei que ele visse tudo: tirava o pau da boca, segurava-o diante do rosto e esfregava-o nos lábios e nas bochechas antes de engoli-lo de novo. Ele me olhava de cima, de boca aberta, sem acreditar totalmente no que estava acontecendo.
Eu queria que ele aproveitasse sem chegar cedo demais. Quando senti que ele começava a inchar mais dentro da minha boca e os músculos do abdômen se tensionavam, parei de repente. Soltei o pau com um estalo molhado, soprei ar frio sobre ele, e ele soltou um gemido frustrado que me fez rir.
— Ainda não — eu disse, subindo pelo corpo dele. — Não posso mais esperar. Quero você dentro de mim. Quero sentir esse pau na boceta.
Montei nele. Peguei o pau com a mão, esfreguei-o duas vezes entre os lábios da boceta para cobri-lo bem com minha umidade, passei-o sobre o clitóris até voltar a tremer e depois o apoiei na entrada.
Desci devagar. A cabeça entrou primeiro, abrindo-me, e fiquei um segundo respirando por causa da sensação. Depois continuei descendo, centímetro a centímetro, sentindo a boceta se esticar ao redor dele até acomodá-lo por inteiro. Quando o tive todo dentro, até o fundo, com os quadris dele contra os meus, fiquei imóvel por um instante, apenas respirando.
— Meu Deus — ele murmurou, com as mãos tremendo na minha cintura. — É... é...
— Shhh. Sinta. Sinta como você está dentro de mim.
Contraí a boceta ao redor do pau de propósito, e vi seus olhos revirarem. As ondas subiam da base da pélvis e percorriam todo o meu corpo para cima.
Comecei a me mexer. Primeiro, um balanço para a frente e para trás, esfregando o clitóris contra o púbis dele a cada passagem; depois, subindo e descendo aos poucos, tirando o pau até a metade e voltando a enterrá-lo inteiro. Ele mantinha as mãos nos meus quadris, aprendendo o ritmo, ajudando-me a subir e a cair com cada vez mais peso.
— Assim — eu indicava entre gemidos. — Enfie tudo. Empurre para cima quando eu descer. Isso, assim.
Fui acelerando aos poucos. Os olhos dele observavam minhas tetas quicando diante do rosto, como se estivesse memorizando cada detalhe. Peguei uma das mãos dele e a coloquei sobre um peito, fazendo-o apertá-lo, e com a outra fiz com que procurasse meu clitóris para esfregá-lo enquanto eu cavalgava.
— Com dois dedos, em círculos, não muito forte. Isso. Assim, assim, assim...
O som das minhas nádegas batendo nas coxas dele preenchia o quarto. O pau entrava e saía com um chapinhar molhado a cada vez. Eu o sentia chegar ao fundo, tocar algo profundo em mim, e cada estocada me lançava uma descarga do clitóris até o peito.
Na sétima ou oitava penetração profunda, a sobrecarga chegou sem aviso: fiquei completamente tensa, abracei o pescoço dele, e o orgasmo durou mais do que eu esperava, ondulando em ondas lentas que demoraram a passar. Espremi o pau por dentro a cada contração, sentindo-o cerrar os dentes para não gozar comigo. Gritei contra o ombro dele, mordendo-o um pouco, até minhas pernas fraquejarem e eu ficar colada a ele, respirando em seu pescoço, com o pau ainda enterrado até o fundo.
— Você está bem? — perguntou, preocupado.
— Melhor que bem — respondi contra seu ombro. — Você acabou de fazer uma mulher gozar pela primeira vez. E não foi uma vez, foram duas. Venha, vamos para a cama.
***
Minhas pernas tremiam um pouco quando tentei me levantar. Quando ele saiu de dentro de mim, senti um fio da minha própria umidade escorrer pela coxa. Marcos me segurou. Chegamos à cama, e eu me deixei cair de costas, abrindo as pernas para dar espaço entre elas.
— Estou bem — eu disse. — Sério. Venha. Agora quero sentir você por cima. Foda-me do jeito que quiser.
Ele se acomodou entre minhas coxas. Segurei o pau, ainda brilhante e molhado com meus líquidos, e guiei-o para dentro de mim. Entrou novamente com mais calma que antes, deslizando inteiro em uma única estocada longa. Depois do orgasmo, a sensação é diferente, mais surda, quase no limite entre o prazer e a sensibilidade exagerada, mas eu queria que ele chegasse ao fim por mérito próprio.
Ele não teve pressa. Percorria minhas curvas com as mãos, observava minhas tetas se moverem com o ritmo de suas estocadas, chupava meus mamilos quando se abaixava, mordia meu pescoço sem deixar marca. Começou devagar e foi encontrando o próprio ritmo, apoiando-se nos braços, afundando profundamente a cada vez, com as nádegas se contraindo a cada empurrão.
— Assim, meu amor — eu sussurrava. — Foda-me assim. Enfie até o fundo. Isso, isso. Não pare.
Enlacei as pernas na cintura dele, e ele ganhou outro ângulo, ainda mais profundo. O pau tocou um ponto dentro de mim que me fez arquear as costas. Cravei as unhas nas omoplatas dele.
— Mais rápido. Com força. Arrebenta-me.
Ele acelerou. A cama começou a bater na parede no ritmo de suas estocadas. Apoiou-se em um cotovelo e, com a outra mão, segurou meu queixo para me fazer olhá-lo enquanto me fodia. Seus olhos brilhavam, ele ofegava, a testa estava ensopada. Eu começava a aproveitar de novo, sentindo o terceiro orgasmo se formar longe, mas se aproximando, quando ele me avisou que estava quase lá.
— Clara, eu... eu vou gozar...
Não me preocupei: segundo o aplicativo, minha ovulação tinha passado havia dias.
— Pode gozar — eu disse, segurando suas nádegas com as duas mãos e puxando-o contra mim. — Sem problema. Dentro. Goze dentro de mim, quero sentir tudo.
A respiração dele falhou. Deu três ou quatro estocadas finais, cada vez mais fortes, afundando até a base, e depois me abraçou. Senti o primeiro jorro quente pulsando lá dentro, profundo, misturando-se ao meu. O corpo dele inteiro tremeu. Senti outro jorro, e outro, e mais outro, o pau pulsando dentro de mim enquanto esvaziava tudo o que tinha. Eu apertava a boceta ritmicamente ao redor dele, ordenhando-o até a última gota, vendo seu rosto se contrair a cada pulsação.
Ele ficou com todo o peso sobre mim por um momento, respirando com força contra meu pescoço, o pau ainda dentro, ainda duro, ainda pulsando de vez em quando. Acariciei suas costas molhadas de suor.
Quando finalmente saiu, senti um jorro morno de seu sêmen escorrer pelos meus lábios em direção ao lençol. Fiquei por um momento com as pernas abertas, deixando-o sair, aproveitando aquela sensação tão específica do depois.
***
Ficamos assim por um tempo, conversando em voz baixa enquanto recuperávamos o fôlego e abríamos as bebidas isotônicas que havíamos trazido. Eu sentia aquele calor tranquilo do depois, que gosto mais do que qualquer outra coisa.
Contei a ele que havia momentos, com a luz daquele jeito e os olhos fechados, em que o rosto dele se misturava ao de Laura, e que isso tinha me excitado mais do que me parecia sensato admitir. Ele riu, um pouco constrangido, um pouco lisonjeado.
Confessei que, já alimentada e com aqueles orgasmos, tudo o que eu queria era dormir. Ele agradeceu pela noite com uma seriedade que achei carinhosa.
— Eu levo você — ofereceu. — Espero a Laura estacionado perto de lá.
Combinamos não contar nada a ela, por enquanto. Aquele era um segredo que nós dois podíamos guardar sem esforço.
— Vamos repetir — prometi ao descer do carro. — E, da próxima vez, ensino você a comer meu cu.
Vi sua expressão ao ouvir aquilo e ficou claro para mim que essa também tinha sido a melhor parte da semana dele.
