Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

A festa em que finalmente alguém me estreou

Antes de contar o que aconteceu naquela noite, tenho que me apresentar. Meu nome de mulher é Vanesa, embora durante anos eu tenha sido uma travesti de armário, daquelas que se arrumam a portas fechadas e nunca se atrevem a sair. Desde muito pequeno eu me fascinava com as roupas da minha irmã mais velha: roubava as meias dela, os vestidos, qualquer coisa que cheirasse a perfume e a outra vida possível.

Com o tempo comecei a trabalhar e a ter meu próprio dinheiro, então parei de pedir emprestado. Comprava o que era meu. Tenho vinte e oito anos e um corpo que, com um pouco de jeito, passa: cintura marcada, pernas longas, ombros que um bom corte de blusa disfarça. Com peruca e maquiagem eu me olhava no espelho e custava a me reconhecer. Eu gostava do que via. Gostava demais.

O problema era que tudo terminava ali, na frente daquele espelho. Eu me vestia como uma mulher pronta para ser desejada e depois me desmaquiava sozinha, em silêncio, sentindo que essa Vanesa só existia dentro de quatro paredes. Eu não tinha coragem de sair. Não tinha coragem de nada.

Tudo mudou quando abri uma conta numa rede social com meu perfil de mulher. Ali eu podia me mostrar como era de verdade. Postava fotos, às vezes um vídeo, e pela primeira vez senti que alguém do outro lado me via. Em poucas semanas eu tinha centenas de seguidores que comentavam, que me escreviam no privado, que me diziam coisas que faziam minhas mãos tremerem.

Eu respondia a todos. Flertava, mandava alguma foto pensada, alimentava o jogo. Mas continuava sendo isso: um jogo de tela. Conversas quentes que apagavam quando eu fechava o aplicativo.

Até que uma conta comentou uma das minhas fotos com algo diferente.

—Você está linda, Vanesa. Quando vai se animar a vir a um dos nossos encontros?

Entrei no perfil. Era de um grupo que organizava festas privadas para garotas trans e admiradores. Um lugar onde a gente podia ir vestida de mulher, sem se esconder, e deixar que a noite decidisse o resto. Respondi quase sem pensar que sim, que eu adoraria. Me escreveram no privado e me convidaram para o evento seguinte.

***

O dia chegou mais rápido do que eu esperava. O encontro era num hotel discreto, daqueles com recepção sonolenta e corredores longos. Fui recebida pela organizadora, uma mulher calorosa que me levou a um quarto reservado para eu me trocar.

—Tome o seu tempo, mas não demore — me disse com um sorriso —. Os admiradores já estão chegando.

Fiquei sozinha diante do espelho do banheiro e respirei fundo. Ninguém nunca tinha me visto arrumada de mulher. Ninguém de carne e osso. Tirei a roupa da mala como quem abre um altar: meias finas, um conjunto que marcava meu corpo, uma blusa ajustada e uma saia reta que ia até a metade da perna. Coloquei a peruca castanha, delineei os olhos, terminei com um batom vermelho intenso. Os saltos me deixavam ainda mais esguia.

Me olhei pela última vez. Eu não era a Vanesa do espelho do meu quarto. Era uma mulher de verdade, prestes a sair para um mundo que eu imaginava havia anos.

Subi para o salão com o coração na garganta. Havia uma dezena de homens e várias garotas trans espalhadas entre os sofás e o bar. Saber que eu não era a única me relaxou de imediato. A anfitriã me viu entrar e veio me buscar.

—Você está linda, Vane. Vem, vou te apresentar às meninas.

Ela me levou pelo braço até um grupo.

—Ela é a Vanesa. É a primeira festa dela, então tratem bem.

As garotas me receberam como se nos conhecêssemos havia uma vida inteira. Começamos a conversar, a rir, e logo apareceram os shots de tequila. Tenho que confessar uma coisa: quando eu bebo, me solto. A timidez vai embora e só fica o desejo.

Todas estavam gostosas, mas eu sentia que naquela noite eu brilhava um pouco mais que o resto. Os homens não tiravam os olhos de mim. Me chamavam para dançar o tempo todo e, embora eu mal soubesse me mexer, eles me guiavam. Aproveitavam cada volta para se colarem, para roçar a mão na minha cintura, para deixar uma mão um segundo a mais na minha anca. Um deles me apertou contra o volume duro da calça enquanto falava no meu ouvido, e eu senti meu coração pulsar na buceta falsa que eu imaginava ter há anos. Eu deixava. Pela primeira vez na vida eu me sentia desejada de verdade.

A noite avançava e, no entanto, nenhum deles acabava me agradando o suficiente. Eu estava feliz, mas faltava alguma coisa. Ou alguém.

***

Devia ser por volta da meia-noite quando ele entrou. Um sujeito de gestos lentos e olhar afiado, daqueles que parecem ter todo o tempo do mundo. Havia algo na maneira como ele parecia não dever satisfação a ninguém que me fisgou de imediato. Eu não conseguia parar de olhar para ele. Vi quando trocou algumas palavras com a anfitriã e depois se afastou, como se estivesse medindo o terreno.

Demorou um pouco até ele se aproximar. Direto, sem rodeios.

—Oi, linda. Você está de comer. Dança comigo?

Tocava reggaeton, então eu arrumei uma desculpa só por brincadeira.

—Essa música se dança bem juntinho — eu disse, fingindo dúvida.

—É por isso mesmo — ele respondeu, com meio sorriso —. É para ficar bem grudados. Vem.

Ele tinha um jeito tosco de falar que em qualquer outro me faria passar vergonha alheia, e que nele, não sei por quê, me acendia.

—Tá bom, mas não me chama de linda. Meu nome é Vane.

—Eu sou Darío. Prazer, gata. Agora sim, vamos dançar.

Ele pegou uma cerveja com uma mão e com a outra me levou para a pista. Dançei devagar, deixando que ele me segurasse pela cintura enquanto ele dava um gole na garrafa sem tirar os olhos de mim. Depois começou a falar comigo, a me fazer rir. Era bruto, sim, mas engraçado, e tinha aquela segurança que deixa qualquer um atraente.

Quando a música acabou, ele me chamou para o bar. Pediu o que eu quisesse e continuamos conversando, cada vez mais perto. Quando a música voltava a tocar, eu dançava para ele, e já não de frente: apoiava as costas nele, esfregava a bunda na sua virilha, e ele me segurava com as duas mãos, percorria minhas pernas, roçava os peitos por cima da blusa. Em poucos minutos senti o pau dele endurecer contra minha bunda, duro como pedra, marcando o vão entre minhas nádegas através do tecido. Mordi o lábio e continuei me mexendo, me esfregando contra aquele volume até ele soltar um gemido baixo, junto ao meu ouvido. A música abafava o que acontecia entre nós, embora ninguém ao redor perdesse um detalhe.

Em algum momento ele me virou para ele e me beijou. Enfiou a língua até o fundo, faminto, e eu chupei a dele como se já estivéssemos na cama. Não consegui detê-lo, nem quis. As mãos dele entraram por baixo da saia, apertaram minha bunda por cima da meia, me procuraram entre as pernas e me encontraram duro, apertado contra a calcinha. Ele sorriu contra minha boca ao perceber.

—Olha como você está, puta — sussurrou, apertando meu pau por cima do tecido —. Toda molhada já.

Eu mal conseguia responder ao beijo, com os joelhos bambos. O que mais me excitava era saber que metade do salão estava nos olhando: a novata, aquela que tantas vezes tinha sonhado com ser desejada assim, se esfregando em público com o homem mais intenso da festa, deixando que apalpassem sua bunda diante de todos.

—Tenho um quarto neste mesmo hotel — me disse ao ouvido, com a voz rouca —. Vamos. Quero te comer a sós.

—Sério? — perguntei, brincando de fazer charme por mais um segundo.

—Sério. Vem, antes que eu te pegue aqui mesmo.

Ele me tomou pela mão e fomos embora.

***

O quarto dele ficava a poucos metros do salão. Mal ele fechou a porta, o ar mudou. Me empurrou contra a parede e me beijou com força, mordendo meu lábio, enquanto arrancava minha blusa botão por botão. Quando fiquei de sutiã, ele se abaixou e chupou meus mamilos por cima da renda, puxando com os dentes, até escapar o primeiro gemido da noite. Depois me levou até a cama entre beijos e me deixou cair sobre a colcha. As mãos dele não me davam trégua: ergueram minha saia até a cintura, percorreram minhas meias com os dedos abertos, apertaram minhas coxas como se quisessem memorizar cada centímetro.

Ele arrancou minha tanguinha num puxão. Meu pau saltou duro, escorrendo da ponta um fio de líquido transparente. Ele sorriu ao vê-lo, lambeu os lábios e o agarrou com a mão direita, apertando desde a base.

—Olha que pauzinho gostoso você tem, Vane — me disse, balançando-o devagar —. Todo pra mim.

Eu estava tremendo, mas não de medo. Era pura expectativa. Eu passava anos imaginando um momento assim e não conseguia acreditar que estivesse acontecendo de verdade. Ele se abaixou e enfiou o pau inteiro na minha boca, chupando com vontade, tirando com um estalo e voltando a engolir até o fundo. Lambia meus ovos, passava a língua pelo períneo e, quando encostou a ponta da língua no buraco do cu, eu gritei e arqueei sobre a colcha.

—Espera — eu disse, sentando na beirada da cama, com a voz embargada —. Quero fazer eu primeiro.

Ele entendeu na hora. Deitou-se, desabotoou a calça e a abaixou junto com a cueca. O pau saltou para fora, grosso, escuro de sangue, com a glande brilhante e a veia pulsando ao longo do corpo. Minha boca encheu d’água só de olhar. Ajoelhei entre suas pernas, agarrei-o com as duas mãos e passei a língua dos ovos até a ponta, devagar, olhando nos olhos dele de vez em quando, gostando da forma como a mandíbula dele se contraía.

Depois coloquei inteiro na boca. Bom, o máximo que consegui, porque era grande e me engasgava na garganta. Chupei com fome, subindo e descendo, deixando a saliva escorrer pelo queixo, apertando seus ovos com uma mão enquanto com a outra eu acariciava o meu pau. Eu fazia coisas que passei anos vendo em vídeos, sozinha no meu quarto: tirava tudo para lamber só a ponta com a língua rápida, depois enfiava de novo até o fundo e ficava quieta ali, sentindo-o pulsar contra o céu da boca. Não havia pressa. Pela primeira vez eu tinha o controle de alguma coisa, e saboreava isso.

—Assim, puta, mama tudo — rosnou ele, agarrando meu cabelo —. Que delícia como você chupa, vadia.

Ele me deixou conduzir por um bom tempo, até que a respiração dele ficou pesada e ele começou a marcar o ritmo com as mãos sobre a minha cabeça. Me empurrava contra a pélvis dele e depois me soltava, me fazia engasgar e depois me deixava respirar, brincava com o limite, e essa alternância me deixava louca. Eu babava nos ovos dele, passava a língua por baixo, chupava a ponta com os lábios apertados, e sentia ele inchar ainda mais na minha boca.

—Fica de quatro — ele pediu num sussurro rouco, puxando meu cabelo para cima —. Quero ver essa bunda.

Obedeci sem hesitar. Subi na cama, apoiei o peito no colchão e ergui a bunda bem alto, com a saia ainda arregaçada na cintura. Mostrei tudo, vulnerável e entregue como nunca tinha estado. Ouvi quando ele pegou alguma coisa da gaveta da mesa de cabeceira e depois senti o jato frio do lubrificante escorrendo entre minhas nádegas. Ele tomou o tempo dele. Primeiro um dedo, girando devagar na entrada, depois entrando até os nós dos dedos. Mordi o travesseiro.

—Que apertadinha — murmurou, mexendo-o dentro —. Vai ter que relaxar para mim, Vane.

Enfiou um segundo dedo, depois um terceiro, me abrindo com paciência enquanto com a outra mão dava tapinhas numa nádega e a apertava, até não haver mais volta. Senti a ponta do pau dele se apoiar na minha entrada, escorregadia de lubrificante, e prendi a respiração.

—Devagar — pedi quando o senti empurrar —. É minha primeira vez.

—Calma, gordinha — disse ele, parando só um pouco, com as mãos firmes nas minhas ancas —. No começo custa. Depois você não vai querer que eu pare.

Foi entrando aos poucos, ganhando terreno a cada empurrão. A cabeça passou primeiro e me arrancou um gemido comprido; depois o resto foi entrando, centímetro por centímetro, até eu sentir os ovos baterem nas minhas coxas e saber que ele estava todo dentro. Ficou assim por um momento, parado, me deixando acostumar, enquanto eu respirava contra o lençol de boca aberta.

Ele tinha razão. O que começou como uma fisgada foi se transformando em outra coisa, uma onda lenta que subia de baixo e me fazia morder o travesseiro. Ele começou a se mexer devagar, com investidas longas, quase me tirando inteiro e depois me enfiando de novo até o fundo. Meus gemidos mudaram de tom, de dor para puro prazer. Ele percebeu e ajustou o ritmo, atento a cada reação minha, como se lesse meu corpo melhor do que eu mesmo. Agarrou minhas ancas e começou a me comer mais rápido, com golpes secos que faziam o choque de pele contra pele ecoar pelo quarto todo.

—Viu, Vane? — ele dizia contra minha nuca, sem parar de me estocar —. Eu te falei que você ia gostar. Olha como você chupa a minha rola, puta.

—Sim — consegui responder entre arfadas —. Eu gosto. Não para. Me come forte.

Ele riu baixinho e puxou meu cabelo, arqueando minhas costas, e começou a enfiar mais fundo ainda. Eu me agarrava no meu pau, escorrendo entre as pernas, e o masturbava no mesmo ritmo com que ele me cravava o dele no cu. Cada empurrão me arrancava um gemido mais agudo. A cama rangia. A cabeceira batia na parede. Eu não estava nem aí para nada, só para aquele pau entrando e saindo, aquela mão apertando minha nuca, aquela voz rouca me dizendo coisas sujas no ouvido.

—Vira de frente — ordenou de repente, tirando-o com um puxão que me fez gemer de vazio —. Quero ver sua cara quando você gozar.

Ele me virou de barriga para cima, abriu minhas pernas e colocou-as sobre os ombros dele. Enfiou o pau de novo, de uma estocada só, e me olhou nos olhos enquanto me comia. Eu via a boca aberta dele, a testa suada, os peitorais tensos pelo esforço. Agarrei os braços dele, cravei as unhas, e ele devolveu cada arranhão com uma investida mais funda.

—Olha pra mim — ele disse, e agarrou meu pau com a mão direita —. Goza pra mim, puta. Goza com o pau na minha mão.

Ele me masturbou forte, no ritmo das estocadas, e eu senti que tudo vinha abaixo. A onda subiu do cu, escalou minha barriga e explodiu entre minhas pernas. Gozei em jatos sobre minha própria barriga e sobre o punho dele, sem parar de gemer, sem parar de sentir aquele pau lá dentro me cravando até o fundo. Com as contrações, apertei ainda mais a bunda em volta dele, e ouvi ele rosnar como um animal.

—Você vai me matar, vadia — ele arfou, se enterrando por inteiro —. Aí vem, aí vem.

Ele me cravou mais três, quatro vezes, cada vez mais rápido, e senti ele inchar dentro de mim antes que soltasse o primeiro jato. Ele gozou fundo, me enchendo, com o peito colado ao meu e a boca no meu pescoço, mordendo minha pele enquanto se esvaziava. Cada pulsação do pau dele disparava outra onda de sêmen quente dentro de mim, e eu recebia tudo com a bunda apertada, tremendo debaixo dele.

O único mundo que existia naquele quarto éramos nós e o calor que subia sem freio. Ele me segurava pelas ancas, falava baixinho, e eu me deixava levar sem pensar em nada do lado de fora. Eu não era a travesti de armário que se arrumava sozinha diante do espelho. Eu era a Vanesa inteira, desejada, viva, com o pau de um desconhecido ainda enterrado no cu.

Quando terminou, ficou um momento sobre mim, recuperando o fôlego, com a testa apoiada no meu peito. Tirou-o devagar, e eu senti o fio morno da porra dele escorrendo para fora de mim, deslizando entre as nádegas até o lençol. Depois rolou para o lado e me puxou contra o peito. Fiquei ali, exausta, com meu pau ainda duro e pegajoso, sentindo o coração dos dois bater em descompasso.

—Você é um perigo — murmurou ele, rindo baixinho, enquanto passava um dedo preguiçoso no sêmen que me escorria da barriga.

Eu não respondi. Só sorri contra o ombro dele, ainda incrédula com o que tinha acabado de acontecer.

***

Ficamos um tempo assim, em silêncio, enquanto a música continuava pulsando abafada do outro lado da parede. Em algum momento, levantei para ajeitar o cabelo e a maquiagem, que entre tanto movimento tinham ficado pela metade borrados. Olhei para ele pelo reflexo do espelho: estava esticado na cama, o pau ainda pesado contra a coxa, me observando com um sorriso torto.

—Vai se arrumar tão rápido assim? — disse ele —. A noite ainda não acabou. Ainda tem mais uma transa adentro pra você.

Ri, sentindo uma nova pulsação entre as pernas só de ouvi-lo. Tudo me doía de um jeito novo, um incômodo doce no cu que no fundo eu gostava, porque era a prova de que tinha sido real. Caminhei até ele, dei um beijo lento, mordi o lábio inferior e me deixei abraçar outra vez.

Quando voltamos ao salão, vários viraram a cabeça para nos olhar. Cheguei até o grupo das meninas e me sentei com cuidado, exagerando o gesto de propósito.

—Desculpem, preciso me sentar — disse com um sorriso —. Me deixaram o cu bem arrebentado.

Elas riram, fizeram brincadeiras, me fizeram perguntas safadas que respondi com falsa modéstia e algum detalhe preciso. Eu adorei ser a protagonista, a garota nova que tinha chegado tímida e agora era o assunto da noite. Pela primeira vez eu não me sentia de fora. Eu estava dentro, no centro, bem onde sempre tinha querido estar.

Dario se aproximava de vez em quando, roubava um beijo, conversava com as meninas como se nada tivesse acontecido e voltava a se perder entre as pessoas. Antes de irmos embora, ele me pediu o número e combinamos que a coisa talvez se repetisse.

Quem sabe. Mas naquela noite aprendi uma coisa que o espelho do meu quarto nunca tinha conseguido me mostrar: a gente só se torna quem realmente é quando alguém mais olha, deseja e come a gente sem pedir permissão. O resto, o que veio depois com Dario, já é outra história.

Ver todos os contos de Trans

Avalie este conto

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.