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Relatos Ardientes

A surpresa que minha colega escondia sob o vestido

Meu nome é Adrián, e quero contar uma experiência que me obrigou a derrubar quase tudo o que eu achava que sabia sobre mim mesmo e sobre o desejo. Se conto isso é porque ainda me surpreende o quanto era pesada a mochila de preconceitos que carreguei durante anos sem perceber.

Cresci em uma família muito conservadora. Na minha casa, falar de sexo era tabu, algo que simplesmente não existia nas conversas. Pelo jeito como meus pais se comportavam em público, e até em privado, qualquer um juraria que eu tinha vindo ao mundo por geração espontânea. As demonstrações de carinho também não eram muitas, embora, para ser justo, nunca tenha me faltado nada material.

Como era de se esperar, saí parecido com eles. Meus relacionamentos sempre foram longos, com cortejos de meses antes de passar para a parte séria. Meus encontros sexuais completos não chegavam a uma dúzia, e todos com apenas três mulheres diferentes.

A maioria desses encontros tinha sido com minha última namorada. Se sou sincero, acho que eu ainda continuava com ela só porque ela me dava sexo. Não gostava particularmente dela, nem fisicamente nem pelo jeito de ser, e me parecia bastante entediante. Eu estava estagnado e não tinha coragem de admitir isso.

Há alguns meses surgiu uma oferta de trabalho em outra cidade, onde moravam uns tios meus que podiam me hospedar. Aceitei sem pensar demais. O cargo consistia em administrar a rede de uma empresa nova, o que na prática significava passar horas trancado em uma sala pequena e mal iluminada, olhando monitores e executando tarefas em horários fixos.

Era enfadonho demais. Não tinha contato com ninguém além de um supervisor que aparecia de vez em quando. Pela pouca clareza das perguntas dele, logo deduzi que ele não fazia a menor ideia do que eu fazia ali.

Depois de duas semanas de tédio, o supervisor apareceu com uma novidade: eu teria companhia. Uma colega, na verdade, que entraria no dia seguinte.

E no dia seguinte, poucos minutos antes de começar meu turno, apareceu o supervisor com uma moça jovem ao lado.

—Adrián, apresento a você a Nadia. Ela será sua colega a partir de hoje. Confio que você a colocará em dia rapidamente, porque vocês vão se revezar nos feriados: queremos ampliar os horários de atividade — disse.

—Claro, pode contar com isso — respondi.

Dei um passo à frente e ofereci a mão. Ela apertou com um sorriso franco.

A imagem me impressionou: maquiagem cuidada, mas discreta, morena, com o cabelo preso em rabo de cavalo. O tailleur marcava uma cintura fina e uns peitos generosos que empurravam a blusa, e uns óculos emolduravam uns olhos azul-claro que cortavam a respiração.

Fiquei em silêncio por um instante e só escapei de parecer idiota porque me lembrei de um filme em que um personagem dizia em voz alta o que pensava. Quase soltei “boas tetas… quer dizer, bom dia”, mas me contive.

—Bem-vinda ao meu domínio — falei por fim —. Senta nessa cadeira, que agora mesmo começo a te explicar. São muitas tarefas, mas nenhuma complicada.

—Obrigada — respondeu Nadia, alongando o primeiro “a” de um jeito que me pareceu endemoniadamente sexy.

Ela foi até a cadeira, sentou com as pernas muito juntas e depois girou sobre o próprio traseiro — redondo, proeminente — para encostar as costas no encosto. O supervisor se despediu cordialmente e nos deixou sozinhos.

Comecei a explicar as tarefas enquanto ela tomava notas em um caderninho. Ela me olhava com tanta atenção, com os olhos tão abertos, que perdi o fio da meada algumas vezes.

***

Ao terminar o expediente, saímos para tomar alguma coisa, e a conversa se estendeu entre risadas e brincadeiras. Nadia se virava muito bem com programação, então em poucos dias desenvolveu pequenos programas que automatizavam quase todas as nossas rotinas. De repente, tínhamos o dia livre dentro do trabalho, salvo algum problema pontual.

Tudo às escondidas do supervisor, claro. Quando ele aparecia, fingíamos estar concentradíssimos. Nadia brincava que poderíamos ficar martelando o teclado sem sentido, como nos filmes, e ele nem perceberia que não estávamos fazendo nada.

Aproveitávamos aquelas horas mortas para conversar. Às vezes ela encostava a cabeça no meu ombro quando eu apontava alguma coisa em um monitor e estava de pé atrás de mim. Toda noite, ao sair, combinávamos de tomar uma bebida. Aos poucos, os comentários dela foram ficando mais carregados: que estava solteira, que todos os caras que conhecia lhe pareciam entediantes. Eu confessei que mantinha um relacionamento à distância no qual já não acreditava mais.

Um mês depois da chegada dela, recebi uma ligação em pleno turno. Era minha namorada. Disse que tinha conhecido outro, que eu a entendesse, que o nosso tinha acabado. Desliguei e, para minha surpresa, me senti aliviado. Sempre fui um covarde, e agradeci ela ter tido a coragem de fazer o que eu também queria.

Nadia me perguntou o que havia acontecido e eu contei. Depois de dizer que sentia muito, e de me ouvir responder que não havia nada a lamentar, sorriu e, com os olhos cravados no monitor, murmurou:

—Bom… então estamos os dois livres.

***

Naquela noite ela se mostrou muito mais atrevida. Passava a mão no meu peito quando ríamos, segurava meu pulso ao me perguntar se eu tinha certeza de que estava bem. Eu costumava levá-la para casa de carro, porque ela ia de transporte público. No meio do caminho, me disse:

—Olha, Adrián, já faz um tempo que trabalhamos juntos e nos divertimos muito.

—Sim, é divertido, não é?

—Queria te dizer que me sinto muito confortável com você. Acho você engraçado, fácil de lidar… e bastante atraente.

—Uh. Bom… obrigado.

—Queria saber se, agora que você está livre, a gente poderia…

Não deixei ela terminar. Pisei no freio, olhei para ela e me lancei para beijá-la. Ela correspondeu com a língua e os braços em volta do meu pescoço. Alguns minutos depois, se afastou:

—Estaciona naquele terreno baldio.

Dirigi até lá às pressas. Quando parei, ela me segurou com a mão no peito.

—Não quero te passar uma impressão errada — disse —. Hoje eu não posso transar.

Imaginei que ela estivesse menstruada.

—Mas posso fazer uma punheta caprichada em você. Sou muito boa nisso, você vai pirar. Se quiser, claro.

—Não se preocupe. Claro que quero.

Ela sorriu de orelha a orelha, esfregou as mãos e exclamou:

—Pois então, vamos lá, baixa essa calça!

Me recostei no banco, desapertei o cinto, desci a calça e a cueca até os tornozelos e joguei o assento o mais para trás que consegui. Meu pau já estava duro, apontando para o teto, e uma gota espessa brilhava na ponta. Nadia lambeu os lábios ao vê-lo, inclinou-se sobre mim sorrindo e o agarrou com uma mão firme na base.

—Caralho, você é bem grosso — murmurou —. Você vai ver. Vai te deixar tão satisfeito quanto uma transa.

Começou devagar, subindo e descendo o punho cerrado pelo comprimento, mudando o ritmo, roçando a glande com o polegar a cada passada. Quando me ouvia ofegar demais, parava de repente e apertava a base com dois dedos, como se estrangulasse a gozada antes que subisse. Depois cuspia na palma e recomeçava, dessa vez com a mão escorregadia, torcendo o pulso em torno da cabeça do pau. Eu disse a ela, quase babando, que as mãos dela eram muito experientes, e ela assentiu, orgulhosa, mordendo o lábio.

—É que eu adoro bater punheta. Ver a cara de bobos que vocês fazem.

Dez minutos depois, com meus ovos já tensos e doloridos de tanto segurar, soltou:

—Já está bem quente. Alguma vez você já gozou com um dedo dentro do cu? É muito melhor.

A pergunta me surpreendeu.

—Não sei. Não sou de experimentar.

—Anda, não seja tão certinho.

—E se doer?

—Não vai doer, eu sei o que estou fazendo. Estamos os dois sozinhos, ninguém vai saber, e te garanto que vale a pena. Confia em mim. Vaaai…

—Ufa, tá bom. Agora mesmo eu aceitaria qualquer coisa.

E era verdade. Uma semana antes aquilo me pareceria impensável, e agora eu diria sim a quase tudo.

Ela abriu o porta-luvas, pegou uma camisinha, cuspiu em dois dedos e começou a massagear a entrada do meu cu com delicadeza, fazendo círculos bem lentos em torno do meu ânus enquanto com a outra mão continuava me masturbando. A ponta do dedo deslizava, pressionava um pouco, se retirava, voltava. Eu sentia o esfíncter se abrindo sozinho, buscando aquele dedo. Um pouco depois, ela rasgou a embalagem com os dentes, vestiu o dedo médio com o látex e disse:

—Calma, eu não vou meter muito. Só quero chegar na próstata.

—Como você quiser, mas eu não aguento muito mais.

Ela riu e foi entrando devagar, empurrando com pressão constante.

—Mais um pouco… já está a ponta… mais um pouco… até aí.

Não saberia dizer onde ela tocou, mas de repente senti como se um cabo de alta tensão me atravessasse do cu até a ponta do pau. Cada movimento do dedo, cada pequena curvatura para dentro, arrancava de mim um gemido, e a outra mão dela, que agora bombeava mais rápido, me fazia flutuar. Mal tive tempo de pegar um lenço do porta-luvas antes que ela acelerasse as duas mãos ao mesmo tempo, o punho subindo e descendo no meu pau e o dedo entrando e saindo do cu no mesmo compasso.

—Já vou gozar…

Ela me olhou com meio sorriso, com os olhos brilhando, e acelerou ainda mais, apertando forte logo abaixo da glande.

—Vai, goza para mim. Solta tudo.

Não durou nem dez segundos. O primeiro jato saiu com tanta força que atingiu minha bochecha antes que eu pudesse me cobrir, quente e espesso. O segundo caiu no meu peito, e depois vieram vários outros menores que escorreram pelos meus nós dos dedos e pelo pulso dela. Ela ria, afrouxando o ritmo aos poucos, me ordenhando até a última gota, e depois enxugou meu rosto com um lenço.

—Eu te avisei.

—É… eu não esperava.

—Você gostou?

—Muito. Não sabia que uma punheta podia ser tão intensa.

Ficamos um tempo conversando e rindo antes que eu a deixasse em casa.

***

No dia seguinte ela me recebeu com uma piscadinha e um “bom dia” cúmplice. No meio da manhã, sem trabalho à vista, ela se aproximou:

—Pensei em como melhorar o que fizemos ontem. E que seja aqui.

—Você está falando sério? — perguntei com a voz meio entre o susto e a euforia.

—Sim. Na sala do servidor. Se o supervisor aparecer, temos desculpa para estar lá dentro, e daria tempo de disfarçar ao ouvir a porta.

Levei vários segundos para assimilar, e menos ainda para ficar de pau duro. Fui atrás dela, fechamos a porta e ela tirou três camisinhas do bolso.

—Nem fudendo que você vai me enfiar três dedos.

—Três não, mas dois sim. O outro é para você não deixar tudo sujo de novo. Você deixa? Por favor, por favor… — disse, fazendo cara de cordeirinho abatido.

Bufei olhando para o teto.

—Tá bom. Ontem valeu a pena.

Dessa vez eu estava em pé, com a calça na altura dos joelhos e o pau já duríssimo aparecendo por fora da camisa. Ela se ajoelhou na minha frente e, antes de qualquer coisa, o enfiou inteiro na boca de uma vez, até o fundo. Senti o calor da língua envolvendo o meu pau, a garganta se contraindo em volta da glande, e soltei um rosnado que rebateu nos servidores. Sugou por alguns segundos, tirando-o com um som úmido, e depois me fez virar, apoiando a testa nos armários metálicos.

—Afasta as pernas e empurra o cu para trás.

Obedeci. Ela trabalhou a entrada desde o começo, primeiro com a língua — uma surpresa elétrica — e depois com a ponta do dedo, já com a camisinha. Ficou muito tempo com um único dedo, até a junta, girando dentro, enquanto me sussurrava obscenidades no ouvido sobre o quanto eu estava apertado e o quanto queria me abrir. Depois acrescentou o segundo com cuidado, empurrando bem devagar, e quando os teve os dois dentro começou um movimento alternado, como se imitasse as pernas de alguém andando, tocando minha próstata a cada passo. Com a outra mão ela agarrou meu pau por fora e me fez uma punheta lenta, sincronizada com os dedos. Depois de um tempo, eu estava mordendo o antebraço para não gritar. O orgasmo me sacudiu de cima a baixo; gozei em jatos contra o interior da camisinha com a qual ela tinha coberto minha glande, com as pernas tremendo tanto que precisei me apoiar com as duas mãos para não cair.

Durante aquela semana repetimos mais algumas vezes. Em uma delas o supervisor nos interrompeu, mas deu tempo de nos recompor antes de ele abrir. A cada dia eu me sentia mais solto, mais livre daquela rigidez com que eu tinha crescido.

***

No fim de semana saímos juntos e, na volta, ela pediu de novo o terreno baldio. Eu morava com meus tios, mas ela morava sozinha, e eu não entendia por que nunca subíamos ao apartamento dela. Não quis pressioná-la.

—Hoje já podemos transar de verdade, não? — falei do jeito mais casual que consegui.

—Ainda não posso.

—Poxa, esse período está durando bastante.

—Não é menstruação, Adrián. Eu gosto muito de você. Há um motivo pelo qual ainda não posso, e prometo que vou te explicar logo. Por favor, tenha paciência.

—Isso não é nenhum grande sacrifício. Já esperei por mulheres muito piores que você.

Ela sorriu e me deu um beijo longo e profundo.

Seguimos com a mesma rotina. Ela chegou até a me convencer a entrar com três dedos. Na quarta semana do nosso jogo, numa segunda-feira, ela me disse muito séria:

—No sábado eu te explico tudo, num jantar na minha casa. Esta semana não vai ter brincadeira. E te peço uma coisa, embora custe: não se masturbe. Vou tentar compensar isso no sábado. Promete?

Eu estava morrendo de curiosidade, mas no sábado acabaria o suspense. Prometi, e cumpri.

***

Cheguei à casa dela e fui recebido com um vestido de noite justo, que realçava suas formas. Ela me deu dois beijos e disse que me contaria tudo depois do jantar. Terminamos a sobremesa, ela limpou os cantos da boca com o guardanapo e se levantou.

—Vem, me acompanha até o sofá.

Sentamos.

—Adrián, eu vou mudar de trabalho.

—E era só isso? Achei que você ia me contar outra coisa.

—Não vou sair da cidade. E gostaria de continuar te vendo, se você ainda quiser, depois do que vou te dizer.

—Pode falar.

Ela olhou para o chão por alguns segundos, depois me olhou mordendo o lábio inferior e se lançou a me beijar. Eu estava havia uma semana sem gozar, então aquele beijo me deixou duríssimo na hora. Nadia se afastou, baixou o olhar para o meu meio das pernas e sorriu.

—Nossa, montou uma barraca aí, hein?

—Pois é.

O rosto dela ficou sério.

—O que eu queria te contar é isso.

Ela pegou minha mão direita, levou até sua entreperna e… senti o volume. Um volume duro, inquestionável, apertado sob o tecido do vestido. Fiquei mudo, de olhos arregalados, demorando uma eternidade para reagir. Quando reagi, me encolhi, com as mãos no rosto.

—Ai, Deus. Ai, meu Deus.

—Adrián, por favor, não fica assim. Você me agradou desde o primeiro dia. Não é algo que eu saia contando, e quando a ocasião apareceu eu não soube como te dizer. Sei que você também gostou de mim desde o começo.

—Você devia ter me contado!

—Nós teríamos tido essa relação se eu tivesse te contado?

—Não — respondi com sinceridade.

Respirei fundo.

—Posso ver, pelo menos para ter certeza de que não é uma brincadeira cruel?

Ela sustentou meu olhar, se levantou e tirou o vestido pela cabeça, ficando de lingerie. Baixou a calcinha e lá estava: um pau, não muito grande, cortado, meio ereto entre umas coxas depiladas e macias, sem um único pelo ao redor.

—Por favor, Adrián, não é para tanto, e serve para o que tem que servir.

—Caralho…

—Você não precisa ter medo. Sou a mesma pessoa com quem você esteve nesses meses. Só… tenho isso. Vou sair do trabalho, nem tínhamos contato com ninguém além daquele babaca. Ninguém vai ficar sabendo. Isso importa tanto assim? Isso realmente muda todos os bons momentos que tivemos?

Olhei para ela. Para cima, via uma mulher linda, com aqueles peitos enormes que me deixavam obcecado desde o primeiro dia; para baixo, via “aquilo”. Mas nem assim a primeira impressão saía da minha cabeça.

—Você deveria ser sincero consigo mesmo — acrescentou —. Apesar do susto, olha a sua entreperna.

Baixei os olhos. Minha calça continuava erguida por causa de uma ereção que não cedia, marcando o volume na braguilha. Fiquei pensativo, disse para mim mesmo “vai tudo para o inferno” e me lancei para beijá-la. Ficamos nos devorando por vários minutos, até que ela se afastou com um sorriso.

—Vem, vamos para a cama.

***

Ela me levou pela mão até o quarto. Lá, desabotoou o sutiã e me mostrou um par de tetas magníficas — operadas ou não, para mim já tanto fazia —, com os mamilos duros, escuros, apontando para cima. Depois começou a me despir, puxando meu cinto com dedos ansiosos.

—Você vai notar alguma diferença do que está acostumado. É um buraco menor, afinal. Mas será tão satisfatório quanto. Dá para fazer sem camisinha, eu me limpei bem com um enema. Eu esperava que você aceitasse.

Quando me deixou nu, olhou para o meu pau duro pingando pringue e sorriu. Ajoelhou-se na minha frente, agarrou-o e o colocou na boca lentamente, fechando os olhos como se estivesse esperando isso havia meses. Chupou devagar, com a língua enroscando no freio, com as bochechas fundas pela sucção. Acariciou meus ovos com uma mão e, com a outra, segurou a própria e começou a se masturbar no chão, com a boca cheia. Vê-la assim, ajoelhada, me chupando enquanto se masturbava, acabou de derreter qualquer resto de dúvida.

—Para ou eu vou gozar agora — falei, puxando o cabelo dela para trás.

Entre beijos, ela se sentou na cama, me passou um pote de vaselina e ergueu as pernas, segurando as coxas com as mãos. O cu, cor-de-rosa e perfeitamente depilado, ficou na minha altura, com o pau dela apoiado contra a barriga e o ânus apertado, esperando.

—Pode ir.

Eu não queria pensar demais no que estava fazendo. Quase no automático, peguei vaselina com dois dedos e apliquei com cuidado, espalhando pela borda e colocando um pouco dentro. Ela gemeu baixinho quando o dedo entrou.

—Não seja bruto, tá? Com cuidado.

Me lambuzei bem com vaselina, agarrei meu pau pela base e levei a glande até a entrada. Empurrei aos poucos, sentindo o esfíncter ceder, sentindo a glande abrir caminho por aquele anel apertado. Ela bufava, com a cabeça jogada para trás e os olhos fechados, enquanto eu avançava devagar, centímetro por centímetro, até sentir meus ovos contra as nádegas dela. Eu a tinha inteira dentro.

—Espera um instante — disse, respirando como em um parto.

Fiquei parado, sentindo o cu dela pulsar em volta do meu tronco, me apertando em ondas. Era muito mais apertado que qualquer buceta em que eu tivesse estado antes. Um calor apertado, úmido pela vaselina, que ameaçava me fazer gozar sem eu me mexer.

Alguns minutos depois:

—Pronto. Pode ir.

Comecei a me mover com suavidade, segurando as pernas dela erguidas, apoiando-as contra meu peito. Eu tirava o pau quase até a ponta e voltava a enfiar inteiro, vendo o ânus se abrir ao redor do meu tronco toda vez que eu entrava. Ela se masturbava enquanto isso, agarrando o próprio pau e balançando-o no ritmo das minhas investidas. A visão — uma mulher linda, com aqueles peitos pulando, se batendo embaixo enquanto eu a penetrava — fez explodir pelos ares tudo o que restava da minha educação conservadora.

—Quando for gozar, para. Acredite, vai valer a pena.

Fiz isso cinco ou seis vezes. Cada vez que sentia o gozo subindo, tirava o pau e ficava quieto por alguns segundos, com o coração martelando nas têmporas, até a sensação passar. Ela ria e lambia os dedos, se divertindo com a minha tortura.

—Não aguento. Faz uma semana que estou me segurando.

—Tudo bem, para. Tenho uma proposta. Quer provar o outro lado? Você foi abrindo aos poucos, está preparado, e vai ser ainda melhor que as punhetas que eu te fiz.

Fiquei paralisado, com o pau dentro e sem coragem de me mover. Parecia um salto enorme. Uma voz dentro de mim dizia “essa linha você não cruza, essa não é a educação que você recebeu”. Outra respondia “essa pessoa já te bateu punheta, enfiou os dedos em você, e agora você está com o pau enfiado no cu dela. Pouco salto resta. Seja o que for, você já é. Isso importa?”. A segunda voz venceu por nocaute.

Assenti.

—Confio em você.

Saí devagar, com um som úmido, e ela me deitou na beirada da cama de barriga para cima e levantou minhas pernas até os ombros, deixando meu cu exposto e suspenso no ar. Vestiu uma camisinha, besuntou o pau com uma generosa camada de vaselina e aplicou também em mim, enfiando primeiro um dedo, depois dois, girando-os, abrindo-os em tesoura. Eu cerrava os dentes, olhando para o teto, me sentindo mais vulnerável do que nunca na vida e, ao mesmo tempo, mais excitado.

—Está pronto?

—Tanto quanto vou estar — respondi, inseguro.

Ela levou a ponta até a entrada e começou a pressionar, alternando o olhar entre o que fazia e meu rosto, que devia estar com a expressão de quem recebe farpas sob as unhas. Senti a cabeça apertando contra o esfíncter, empurrando com insistência constante, buscando abrir caminho.

—Calma… você precisa relaxar.

Eu bufava com os dentes cerrados, soltando o ar pelos espaços. De repente senti ceder, uma ardência aguda, e a glande entrou de uma vez. Gritei entre os dentes.

—Já entrou a ponta. O mais difícil já passou. Vou devagar… a… pouco.

—Ah, ah.

Continuou empurrando, milímetro por milímetro, até a metade. A ardência era brutal, mas misturada com outra coisa, uma pressão profunda que me percorria por dentro. Meu pau, contra todas as expectativas, continuava duro contra a barriga, com um fio pegajoso me conectando ao umbigo.

—Estamos na metade. Já já a dor passa.

—Nadia, dói muito… ufa.

—Calmaaa. Já entrou tudo.

Ela ficou imóvel, com os quadris colados às minhas nádegas, inclinou-se sobre mim dobrando-me quase ao meio e me beijou na boca com fome. Permanecemos assim por dois ou três minutos, com a língua enroscada na minha e o pau dela cravado dentro de mim, pulsando.

—Melhor?

—S… sim. Já está passando.

—Ótimo, vou me mexer devagar. Se doer muito, você fala e eu paro.

—Vai… vai em frente.

Ela começou bem devagar, tirando só alguns centímetros e voltando a enfiar, durante um bom tempo. Toda vez que empurrava, algo lá no fundo me atingia e mandava uma descarga até a glande. Minha ereção não baixava nem nos momentos de maior dor; ao contrário, ficava cada vez mais dura, mais grossa, pingando como uma torneira mal fechada, deixando uma poça brilhante sobre minha própria barriga. A ardência foi se transformando em uma espécie de prazer surdo, estranho, que me obrigava a arquear as costas e gemer sem filtro.

—Meu Deus… meu Deus, Nadia, não para.

—Viu como você gosta, porco? — sussurrou, sorrindo—. Olha você. Vê como está curtindo tê-la dentro de você.

Depois acelerou, empurrando já com o quadril inteiro, fazendo a pelve bater contra minhas nádegas, e agarrou meu pau com uma mão cheia de vaselina para me masturbar no mesmo ritmo. Cada estocada dela coincidia com um puxão da mão no meu pau. Eu já não sabia se o prazer vinha por diante ou por trás; era tudo um único circuito elétrico que estava queimando meus fusíveis.

—Não vou aguentar muito.

—Eu também não. Também estou há uma semana em abstinência.

—Então vamos juntos.

—Sim… já estou chegando. Vou gozar dentro de você, Adrián. Vou encher o seu cu inteiro.

—E… eu também!

Enquanto eu gozava, sentia as contrações dela dentro de mim, os puxões fortes do pau dela se esvaziando contra minhas paredes, até através do látex. Minha própria gozada saiu em borbotões, um jato chegou até meu queixo e os seguintes caíram no peito e nos abdominais, enquanto meu cu se contraía convulsivamente em torno do pau dela, apertando-o e ordenhando-o. Foi o orgasmo mais intenso, mais longo e mais profundo da minha vida. Ela desabou sobre meu peito, sem se importar em se sujar com meu sêmen, entre beijos ofegantes. Quando nos olhamos, acabamos os dois na gargalhada.

—Não foi tão ruim, né?

—Digamos que não — falei, e voltamos a rir.

Ficamos abraçados em silêncio, com ela ainda dentro, amolecendo bem aos poucos. Não preciso contar o final: seguimos juntos, felizes e sem complexos. Naquela noite entendi que o peso mais pesado que eu já carreguei nunca esteve entre as pernas de ninguém, mas na minha cabeça. E quem se importa com o resto?

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