Me vesti de mulher e descobri outra forma de prazer
Sozinho em casa, com uma tanga vestida e os lábios pintados de vermelho, me olhei no espelho e não senti vergonha. Senti algo muito mais interessante.
Sozinho em casa, com uma tanga vestida e os lábios pintados de vermelho, me olhei no espelho e não senti vergonha. Senti algo muito mais interessante.
Eu tinha esperado meses por aquele sábado. Saltos altos, lingerie de renda, a chácara só para mim. Ninguém devia me ver. Então Roberto apareceu da chácara da frente.
Três dias sem conseguir ir ao banheiro, um consultório de luxo e uma médica trans que me cobrou a consulta do seu jeito. O que aconteceu ali não se esquece.
Três colegas a convidaram para ficar quando o prédio estava vazio. Sofia topou, mas com condições.
Os saltos me matavam e a peruca me coçava, mas quando aquele homem me olhou do outro lado do salão, entendi que a noite estava só começando.
A peruca, o vestido e os saltos estavam na gaveta da minha mesa. Meu chefe sabia havia meses. E isso mudava tudo entre nós.
O sol queimava nossa pele nua enquanto Damián me abria sem clemência, e na água, a poucos metros, minha mãe descobria que também tinha fome.
Os saltos me matavam quando Andrés se inclinou sobre o balcão e sussurrou que a sala de reuniões estaria livre a noite toda.
Desci ao pátio do bar às duas da manhã porque no meu quarto não dava para respirar. Não imaginava que acabaria seguindo-a até o quartinho dos fundos.
Quarenta e três graus, quatro da tarde, e ela na sacada com a camisola colada ao corpo, sabendo perfeitamente que ia me fazer subir cinco andares.
Carreguei durante anos minha mochila no carro com toda a minha lingerie dentro, por via das dúvidas. Nessa quinta-feira, enfim chegou a hora.
Eu o observava no vestiário havia meses sem coragem de chegar perto. Naquela tarde, quando ele me chamou para subir ao apartamento, eu soube: era agora ou nunca.
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Três colegas de escritório a convidaram para ficar depois das dez. Eles não sabiam que Camila tinha suas próprias regras para esse tipo de noite.
Eu tinha quinze anos quando abri a gaveta da minha mãe. O que encontrei lá dentro não era só lingerie: era a primeira pista de quem eu era de verdade.
Havia alguma coisa naquele homem que dormia debaixo da ponte que me deixava pensando havia semanas. Voltei naquela noite sem saber bem o que esperava encontrar.
Havia algo pendente daquela primeira noite sob a ponte. Meu corpo se lembrava. Uma semana depois, meus pés me levaram sozinhos.
Ele devia ter uns sessenta anos e um olhar que não escondia nada. Quando me chamou para a casa dele, eu soube exatamente o que ia acontecer.
Há anos eu era a fera na cama. Os homens me temiam ou me agradavam. Ninguém tinha me amarrado. Ninguém até eu dar meu e-mail àquele desconhecido do chat.
Vi ele pela primeira vez no vestiário e soube que o queria para mim. Semanas depois, eu estava de joelhos diante dele no próprio apartamento.