O caminhoneiro voltou para a sua travesti
Disquei o número que ele me deu na estrada sem saber seu nome. Em duas horas ele estaria na minha porta, e eu já tinha colocado a peruca loira e os saltos mais altos.
Disquei o número que ele me deu na estrada sem saber seu nome. Em duas horas ele estaria na minha porta, e eu já tinha colocado a peruca loira e os saltos mais altos.
Pensei que tudo tinha acabado quando o diretor me pagou e me dispensou. Eu não imaginava que a verdadeira dona do meu corpo era ela, a mulher da mesa ao lado.
Aceitei o encontro vestida de mulher, sem saber que naquela tarde no carro dele eu decidiria tudo o que viria depois. Ele só me olhou e disse: «Você vai ter clientes».
Lorena me vestiu como a mulher mais desejada da noite, disse ao meu ouvido que oito homens esperavam e, pela primeira vez, não quis fugir do que sentia.
Um desconhecido prometeu me encontrar na última fila, mas acabei nas mãos de todos os outros, oferecida de novo e de novo na escuridão.
Durante quatro dias, o papelzinho com seu número queimou no meu bolso. Toda noite eu lembrava daquela umidade escorrendo e soube que ia ligar.
Ele levava a bandeja tremendo, a saia subindo pelas coxas, enquanto elas brindavam e riam. Aquela noite não era de um convidado: era do brinquedo da festa.
Eu a observava de soslaio havia semanas na escada. Na tarde em que cheguei em casa e a encontrei no meu sofá, descobri que o desejo não entende de rótulos.
Fechei os olhos, ergui a bunda e esperei ouvir sua voz. Eu não queria lingerie nem flerte: só me encontrar nua e pronta para que ele cumprisse sua promessa.
Olhei-me no espelho, mordi o lábio e soube que aquela foto traria consequências. Não demorou nem três minutos para a chave girar na minha fechadura.
Tem manhãs em que acordo molhada, com os mamilos duros e um único pensamento fixo. Começou mais uma das minhas semanas de cio e ninguém em casa imagina o que escondo.
Ela subiu ao palco com um vestido vermelho e uma voz impossível. Não imaginava que cantar tão bem seria a armadilha com que seu produtor a prenderia para sempre.
Eu usava sua calcinha preta por baixo da calça justa, caminhando pela avenida mais escura da cidade, esperando que alguém tivesse coragem de parar ao meu lado.
Bêbada e arrasada depois de perder o emprego, eu disse sim aos flertes dela. «Só cinco minutos no banheiro», ela prometeu. Não imaginava até onde ela ia chegar.
Viúvo, fora de moda e sozinho, Rodrigo só queria sair um sábado. Não esperava que o desconhecido do balcão lhe propusesse algo que ele nunca tinha imaginado.
Ela ria das minhas piadas, tocava meu braço, e eu achava que já a tinha no papo. Não imaginei que seria ela quem tomaria o controle naquela noite no hotel.
A carioca se sentou entre eles como se a noite fosse dela. «Suaves ou dos que quebram?», perguntou. Nenhum dos dois imaginava o que ainda havia para descobrir.
“E não te importa que ela tenha pau?”, soltou o primo antes de nos apresentar. Respondi que primeiro queria conhecê-la. Na mesma noite, terminei de joelhos aos pés dela.
Pratiquei diante do espelho durante semanas. Na noite em que coloquei o vestido na mochila, soube que não havia mais volta: daquela vez seria de verdade.
A gente se reunia há seis anos para a mesma coisa: conversar e nos tocar sem pudor. Numa noite, Camila prometeu uma surpresa e abriu a porta do quarto ao lado.