A sócia trans da minha madrasta me ensinou a obedecer
Quando desci até a biblioteca naquela tarde, não sabia que minha madrasta e sua sócia imponente já tinham decidido que tipo de homem fariam de mim.
Quando desci até a biblioteca naquela tarde, não sabia que minha madrasta e sua sócia imponente já tinham decidido que tipo de homem fariam de mim.
Encontrei uma foto velha guardada numa gaveta e, de repente, soube exatamente o que queria pedir a cada um deles nessas férias.
Eu quero a Bruna mais do que quase qualquer pessoa. Por isso me custa tanto contar o que dois desconhecidos fizeram com ela naquela noite que nenhum dos dois esquecerá.
Marcos me pediu que eu estivesse lindíssima quando ele voltasse para casa. Enquanto Carla arrumava meu cabelo, lembrei tudo o que fiz para ser dele e o que ainda estava disposto a entregar.
A mão dela subiu pela minha coxa e entrou na minha lingerie. Eu esperava encontrar o que tantas vezes havia imaginado, mas o que toquei me deixou sem ar.
Sempre fui um homem de futebol e conquistas, até que a primeira tanga roçou minha pele depilada e eu entendi que não havia mais volta.
Toquei-o por um instante e a maciez da renda despertou algo adormecido. Nessa noite, sonhei que o vestia — e soube que voltaria por ele.
A primeira vez quase não doeu; desta vez montei nele e marquei o ritmo, decidida a mostrar tudo o que tinha aprendido a sentir.
Todo domingo, quando ela saía, eu abria o armário dela e me transformava em outra pessoa diante do espelho. Naquela tarde, ela esqueceu as chaves e voltou antes da hora.
Quatro homens, um envelope grosso sobre a mesa e eu decidindo quem eu chamava primeiro. Minha regra sempre foi a mesma: eu escolho, eu marco o ritmo e eu vou embora quando bem entendo.
Achei que ninguém tinha me visto naquela tarde na casa do meu avô. Eu estava errada: havia dois olhos atrás da porta, e eles levaram quinze anos para falar.
Baixei o vidro e falei com ela ainda de costas. Quando se virou, entendi que aquela loira sardenta ia mudar meu fim de semana inteiro.
Diante do espelho eu deixava de ser Sebastián. Vestia as meias, a saia, o perfume dela e me transformava na mulher que ninguém sabia que eu trazia dentro.
Dois homens entram na vitrine achando que são intocáveis. Só um sairá como entrou; o outro, o público já decidiu transformar em algo doce, obediente e para sempre diferente.
Cresci entre rezas e proibições, convencida de que o prazer era pecado. Até que a mulher da casa ao lado se sentou ao meu lado no ônibus e tudo começou a mudar.
Ele me conheceu quando eu era um garoto tímido. Anos depois, abri a porta vestida e maquiada, e vi em seus olhos que já não restava nada do amigo que ele pensava conhecer.
Eu disse aos meus pais que passaria o dia com uma amiga. Na verdade, ia à casa de Renata, onde me esperavam uma peruca, uma gaiola rosa e um homem que sabia o que queria de mim.
Nunca me atraíram homens, mas aquela figura na tela despertou algo que eu não soube nomear. E então ela se ofereceu para me pagar.
Na primeira vez que saí à rua vestida de mulher, minhas pernas tremiam. Dez anos depois, não existe nada de que eu goste mais do que sentir os olhares sobre mim.
Sob a calça de moletom eu usava só meia arrastão e calcinha de renda. Eu não procurava um prédio qualquer: procurava o lugar onde iam me tratar como objeto.