A tempestade me deixou sozinha com o tio da minha amiga
Corri sob o temporal até a minha porta achando que já estava segura. Não percebi que ele tinha entrado atrás de mim até sentir a mão dele nas minhas costas.
Corri sob o temporal até a minha porta achando que já estava segura. Não percebi que ele tinha entrado atrás de mim até sentir a mão dele nas minhas costas.
Faltava pouco para fechar quando o sininho tocou. Entraram ele e ela, pediram renda preta e, sem saber, me ofereceram a tarde com que eu vinha fantasiando sozinha havia meses.
«Moro dentro do lago», disse ela sem pestanejar. Damián a tomou por excêntrica e foi mesmo assim. O que encontrou no fundo não era nenhum céu.
Toda a minha vida achei que pertencia só a ele. Na tarde em que ele entrou na direção e me encontrou sobre a mesa, descobri o quanto ele gostava de me ver com outro.
Quando chegou meu último desafio da noite, eu sabia que podia dizer não. O que ninguém esperava era que eu dissesse sim com esse sorriso nos lábios.
Sentei entre um homem mais velho e um rapaz que estava um pecado. Então o trem freou em seco, as luzes se apagaram e uma mão procurou a minha.
Ela não buscava amor nem companhia. Buscava ser olhada, desejada, imaginada nua sob o vestido. Naquela noite, decidiu ser puro fogo.
Ela foi ao claro em busca de silêncio e encontrou tochas, corpos nus e dezenas de máscaras de cervo que a esperavam como se sempre soubessem que naquela noite ela voltaria.
Disseram que a noite estava começando e que o apartamento deles ficava a duas quadras. Nenhum dos dois disse não, e isso mudou tudo entre nós.
Três horas sob o sol, encharcado de suor, e da sombra da árvore ele viu algo na varanda que o deixou sem fôlego: eles sabiam que ele os observava.
A amiga da mulher abriu as pernas diante dele, sorrindo, só para mostrar aquilo que naquela noite ele jamais iria tocar.
Passamos anos roçando as mãos sem dizer nada. Naquela madrugada, na minha sala em meia-luz, os olhares deixaram de bastar e ninguém quis fingir mais.
Estávamos juntos havia quinze anos e eu achava que sabia tudo sobre ele. Então, numa noite qualquer, ele sussurrou algo no meu ouvido que mudou tudo.
Entrou sem ser convidada, com um sorriso que prometia prazer e escondia fome. Naquela noite, todo corpo que tocou deixou de ser seu para sempre.
Tomás me presenteou com uma massagem, mas não me contou que aprenderia a fazê-la junto com a massagista. O que aconteceu naquela sala superou qualquer fantasia.
Uma mão desconhecida roçou minha cintura bem antes de eu sair do bar. Bastou uma pergunta ao pé do ouvido para eu esquecer minhas amigas e seguir aquele casal até a casa deles.
Eu estava grávida, sozinha e mais quente do que nunca; quando aqueles dois homens se ofereceram para me acompanhar até em casa, eu já sabia o que ia deixar acontecer entre nós três.
Ele tinha vinte e poucos anos, uma esposa magra nadando lá embaixo e uns olhos famintos que me imploravam sem saber. Naquela tarde, eu lhe ensinei quem manda.
Podiam ter pedido um táxi e voltado para casa. Em vez disso, Raquel ajeitou a camiseta da oficina e esperou, descalça, que o dono voltasse para reivindicá-las.
Ela tinha todas as provas sobre a mesa. Podia me destruir com uma única ligação. Em vez disso, trancou a porta e mandou que eu me ajoelhasse.