O casal do bar me fez realizar uma fantasia proibida
Minhas amigas decidiram mudar de bar. A música devorava as nossas palavras e certos olhares começavam a incomodá-las. A mim, esses mesmos olhares acendiam uma corrente silenciosa que eu não sabia disfarçar, sobretudo os de um casal sentado ao fundo que já fazia um bom tempo que me observava sem se desculpar por isso.
Senti o perigo de ficar, então paguei a minha conta e as segui até a saída. Bem antes de cruzar a porta, presa no meio da multidão, uma mão delicada roçou minha cintura. Suave, quase inocente, mas com uma intenção que me deteve por dentro.
Antes que eu pudesse me virar, uma voz rouca e próxima murmurou ao pé do meu ouvido.
—Por que você vai embora? Isso parece tão chato assim?
—De jeito nenhum —disse com meio sorriso—. Eu adoro vir. Mas minhas amigas já querem ir embora.
Ela me encarou com um brilho que reconheci na hora.
—E por que você não fica mais um pouco, com meu marido e comigo? A gente convida.
Eu sabia perfeitamente o que aquilo implicava. Tentei me fazer de desentendida, mas uma pulsação entre as pernas me atravessou tão rápido que quase me denunciou. Naquele momento, apareceu uma das minhas amigas, apressada.
—Carla, vamos embora já! O que você está esperando?
Por alguns segundos, fiquei presa na dúvida. E então aquela parte de mim que sempre buscou o proibido, aquilo que acende mais do que assusta, levantou a voz dentro do meu peito.
Respirei, me virei para ela e, sem conseguir esconder a faísca nos olhos, respondi com calma.
—Eu fico.
Ela não esperou mais. Pegou minha mão com uma firmeza que me roubou o fôlego e me levou até a mesa deles. O marido se levantou com um sorriso largo, quase agradecido, como se ela tivesse acabado de conseguir exatamente o que ele esperava.
Nos apresentamos entre risos e olhares carregados. A conversa fluiu com uma facilidade surpreendente. Vieram os drinques, mornos e perigosos, deslizando por dentro de mim com um calor lento que se misturava a tudo: o sangue, o pulso, a noite.
Não sei quanto tempo passou. Até que ele falou, cortando a conversa com uma segurança que fez o silêncio ao meu redor.
—Então, Carla, a gente segue com você mais um pouco lá em casa?
Eu fingia compostura, mas já havia um redemoinho dentro de mim, aquela urgência que só precisava que alguém se atrevesse a nomear. Assenti, nervosa, e ele pediu a conta.
***
Saímos entre as pessoas como um segredo recém-formado. Ele ia na frente, abrindo caminho com a segurança de quem já decidiu pelos três. Ela passou o braço pela minha cintura, desta vez sem disfarce, a palma quente e firme. Subimos no carro e, assim que ele arrancou, soube que não havia volta atrás.
Durante o trajeto ele me observava pelo retrovisor, como se confirmasse que eu ainda queria a mesma coisa que eles. E sim. Eu queria.
O prédio tinha um elevador estreito. Quando as portas se fecharam, sem testemunhas nem música, os dois me olharam ao mesmo tempo. Não era um “vamos continuar a festa”; era outra coisa, mais direta, mais nua. Ainda assim, não dei um passo atrás.
O apartamento cheirava a incenso e a algo mais quente. A luz estava baixa, o suficiente para ver tudo e sentir que cada sombra tinha seu próprio pulso. Ele fechou a porta com um clique que soou mais definitivo do que deveria.
—Quer água, vinho ou seguimos com rum? —perguntou ele da entrada, embora a voz dele flutuasse mais como cortesia do que como uma pergunta real.
Abri a boca para responder, mas não consegui dizer nada. Foi ela quem se aproximou primeiro, devagar, com a calma de quem não tem pressa porque sabe o que está fazendo. Ela ajeitou uma mecha atrás da minha orelha, um gesto pequeno e carregado de intenção que me obrigou a prender a respiração.
—Relaxa —sussurrou, com uma suavidade que tinha corte—. Você não precisa decidir nada ainda.
Eu já tinha decidido no bar, pensei. Meu coração batia tão forte que qualquer palavra minha sairia tremendo. Ainda assim, consegui dizer sem enfeite.
—Eu fico.
Ela sorriu primeiro. Ele depois. Ela me levou para além do corredor, até uma sala enorme iluminada só por luminárias baixas e pelo brilho da cidade que entrava pela janela. Ele caminhava atrás, em silêncio, mas eu sentia a atenção dele percorrendo minhas costas.
Me sentou em um sofá amplo diante do vidro. Ele me ofereceu um copo e seus dedos roçaram os meus ao me passar; uma corrente subiu pelo meu braço. Ela se acomodou ao meu lado, me olhando como se lesse tudo o que eu não dizia.
Ela não esperou eu terminar o drink. Mal dei um gole, pôs o copo na mesa e se inclinou para mim com uma decisão que não deixava espaço para dúvidas. Seus dedos envolveram meu pulso, firmes, quentes.
—Vem aqui. Quero fazer de você minha —murmurou.
Não foi um convite. Foi uma ordem doce. A outra mão subiu pelo meu braço até o ombro, onde parou o suficiente para fazer minha respiração falhar. Depois deslizou a ponta dos dedos até os botões da minha blusa e foi soltando um por um, devagar, com a naturalidade de quem sempre tivera o direito de fazer aquilo. O tecido cedeu e o ar morno envolveu meus seios no instante exato em que meus mamilos endureciam.
Ela sustentou meu olhar sem me tocar. A respiração dela ficou mais lenta e pesada, como se se contivesse por pura vontade. Não tentou encurtar a distância; ficou ali, estudando cada tremor que eu não conseguia controlar. Não precisava me tocar para me fazer sentir tomada.
—Senta atrás dela —disse a ele, sem admitir discussão—. Quero ver direito.
Ele obedeceu sem uma palavra. As mãos dele me guiaram para trás até eu ficar entre as pernas dele, minhas costas apoiadas no peito firme, o hálito dele roçando meu pescoço como um pulso contido. O ambiente se fechou ao nosso redor, espesso, inevitável.
Os dedos dela desceram até a minha saia e a foram puxando lentamente, enquanto ele me envolvia com os braços de um jeito que deixava claro que eu já não tinha saída. Fiquei completamente nua entre os dois. Ela me segurou pelos joelhos e abriu levemente minhas pernas, o suficiente para a luz da janela cair sobre mim.
—Então você veio mais preparada do que eu pensei —sussurrou, ao ver a umidade que eu já levava faz tempo e que agora era impossível esconder.
Ele também percebeu. Não disse nada, mas eu senti: a respiração dele ficou mais funda e a ereção reagiu contra minhas costas. As mãos dele subiram até meus seios, contendo algo prestes a transbordar. Ela ergueu o olhar para ele com um sorriso travesso.
—Acho que ela gostou.
Ele inclinou a cabeça até meu ouvido, a voz mais grave do que antes.
—Você tem noção do que está fazendo? Eu nem toquei em você, e olha só você.
Um arrepio subiu do meu ventre até a garganta. Minhas costas se arquearam levemente contra ele. As palavras dele me tocaram mais do que as mãos, e ela viu tudo.
—Você adora quando falam assim com você —disse ela, divertida, segura, como se lesse cada pensamento que eu me recusava a confessar.
Não consegui negar. Nem quis.
Ela se inclinou com uma lentidão calculada, aproximando a boca da altura do meu sexo já pulsante, quase roçando nele.
—Tão pronta, e sem ninguém ter tocado em você ainda. Admita: você fica fascinada por nos ter aqui, presa entre nós dois, sem saída, esperando para ver o que vamos fazer com você.
Ele não dizia nada, mas eu sentia: a respiração dele no meu ouvido, as mãos subindo outra vez até meus seios, apertando meus mamilos o suficiente para me lembrar de quem controlava cada reação.
—Viu, amor? —disse ela para ele—. Basta respirar perto dela.
As mãos dele desceram pelas minhas coxas, até o espaço onde a pele é mais vulnerável, para me abrir mais. Ela se endireitou e apontou minha intimidade com o queixo.
—Quero que você mesma me mostre o quanto está pronta. Não vou te tocar até você fazer isso.
Era um desafio, e atingia a parte de mim que sempre odiou a passividade. Senti a mão dele apertar minha coxa. Respirei fundo, fechei os olhos por um segundo e, quando os abri, a dúvida tinha desaparecido. Minha mão desceu seguindo a linha do desejo, com o olhar fixo nela. Quando encontrei o centro da minha própria umidade, pressionei com a ponta do dedo bem onde o atrito era mais intenso.
Ela arfou, um som pequeno e gutural que eu não esperava. A expressão dela mudou da confiança para o desejo puro. Ele, atrás de mim, me acomodou numa posição ainda mais exposta e o polegar dele se apoiou na borda do meu sexo.
—Isso —murmurou, rouco, em tom de vitória—. Faz por nós.
Minha respiração se partiu em suspiros ritmados. O prazer me percorria como uma descarga. Ela se ajoelhou diante de mim.
—Você gosta de ser observada enquanto goza? —a voz dela estava mais grave, mais excitada.
Meus dedos trabalhavam por mim, a pressão firme dele na coxa, o hálito dela sobre minha pele. A sensação era avassaladora. Quando cheguei lá, minhas costas se arquearam contra o peito dele e um gemido me escapou sem permissão.
***
Enquanto eu recuperava o fôlego, ela começou a se despir devagar, obrigando-me a ver cada centímetro de pele que ia se revelando. A saia dela caiu sem pressa; a blusa subiu pela cabeça e os seios ficaram expostos, exatamente na altura dos meus olhos. Agora éramos duas mulheres nuas: eu, rendida; ela, de joelhos, poderosa e faminta.
—Agora sim, você é nossa —sussurrou, enquanto a língua quente dela me cobria por completo.
O contraste foi violento: a boca dela atacando meus nervos ainda sensíveis. Um grito mudo ficou preso na minha garganta. Ele segurou meu queixo e me fez olhá-lo por cima do ombro.
—Olha só como ela te devora, Carla. Você merece.
Ela me dava prazer, ele me observava aproveitá-lo, e eu estava presa entre dois fogos. A intensidade ficou insuportável. Quando ela atacou com mais força, o orgasmo me atingiu como um trovão silencioso e, por um segundo, perdi a noção de onde estava.
Quando o tremor cedeu, ela se levantou, a boca brilhante, a respiração ofegante.
—Agora é a sua vez —disse.
Ela pegou meu pulso e me obrigou a me ajoelhar sobre o tapete macio, o corpo nu dela à altura dos meus olhos. A humilhação da posição só intensificou o calor no meu ventre. Entendi que não havia mais volta. Com os olhos fixos nos dela, não precisei de uma segunda ordem: me inclinei, e minha língua encontrou o centro dela com a mesma devoção com que ela havia me devorado.
O aroma da excitação dela me incendiou ainda mais. Ela me agarrou pelo cabelo, guiando minha cabeça com uma firmeza que não deixava espaço para dúvidas.
—Me devora —ordenou, com um suspiro que vibrou na garganta dela.
Minha boca obedeceu. Tracei com a língua o caminho até o clitóris já exposto. Ela arqueou as costas e enterrou os dedos no meu cabelo com uma posse que me prendia ao prazer dela. Aumentei o ritmo, sugando com mais força, querendo ser eu o instrumento da entrega dela.
Enquanto isso, a presença dele se tornou incontornável. Eu estava de joelhos, a bunda erguida e exposta. A mão dele deslizou pela curva das minhas nádegas e parou no espaço exato entre elas, pressionando com a palma, um gesto de controle que me fez arfar contra ela.
—Assim, amor —murmurou ele—. Faz ela gozar.
Concentrei-me na textura que se apertava ao redor da minha língua, na respiração dela que se interrompia cada vez mais. Ela arfou com força, as pernas se fechando em volta da minha cabeça, e então se esvaziou na minha boca com um grito longo de puro prazer. As pernas dela cederam e ela se deixou cair, apoiando-se no meu cabelo enquanto o corpo convulsionava.
***
Ele reagiu de imediato. O polegar que pressionava minhas nádegas deslizou até encontrar a entrada mais estreita, não para penetrar ainda, mas para marcar o próximo ponto de controle. Senti uma mistura de surpresa e de um medo delicioso.
—Já está na hora, gatinha. Agora é a minha vez —sussurrou ao pé do meu ouvido.
Ela, ainda ofegante, se afastou para me ver, o rosto marcado por uma expectativa faminta.
—Vai em frente, amor —sussurrou, transformada em diretora da cena.
Ele não esperou. Me segurou pela cintura com uma mão e senti o roçar de algo muito maior e firme procurando seu lugar. A primeira entrada foi um choque: uma queimadura aguda seguida de uma plenitude avassaladora que me arrancou um gemido contido.
—Relaxa. Se entrega —ordenou ele, com voz de aço.
Respirei fundo e, no instante em que meu corpo cedeu o controle, ele avançou devagar até o fundo. O segundo gemido que me escapou já não era de dor, e sim de pura compreensão da entrega total.
—Assim —sibilou—. Você é nossa.
E então começou. O primeiro golpe da mão dele caiu seco sobre minha nádega, o suficiente para a pele arder.
—Isso é por ser tão gostosa —disse ele, e empurrou fundo.
O segundo caiu do outro lado, e a combinação de ardor e prazer me fez ver estrelas.
—E isso por não ter ido embora quando suas amigas pediram.
Ele começou a se mover num ritmo dominante. Cada investida vinha com uma palmada, um castigo ritmado que marcava o tempo da minha submissão. Eu não conseguia responder, só arfava, com o rosto contra o tapete.
Ela se inclinou sobre mim, o hálito quente na minha nuca, a voz como um chicote doce.
—Fala pra ele, Carla. Fala que você adora quando ele usa você.
Ergui a cabeça, buscando o rosto dele por cima do ombro.
—Sim… eu gosto… por favor, não para —consegui dizer, a voz apenas um fio quebrado.
A resposta dele foi uma investida tão forte que me ergueu do tapete. O ritmo virou selvagem, os golpes mais rápidos. Minha bunda ardia sob o ataque, mas a dor só atiçava o fogo no meu ventre. Eu já não era a mulher que saiu de um bar; era um instrumento do prazer deles.
De repente ele parou sem sair de mim. Ela, que observava tudo com olhos de loba, se deitou de barriga para cima diante do meu rosto, a poucos centímetros, as pernas levemente abertas.
—Volta para o teu dever. Quero sentir sua língua —disse, tranquila e satisfeita.
Fiquei presa numa submissão absoluta: ele me penetrando por trás, o sexo dela exposto à minha frente. Minha língua atacou de imediato. Ele aproveitou o movimento para retomar as investidas com uma ferocidade renovada.
—Isso. Ganha o direito de sentir isso —exigiu.
O ritmo frenético empurrava meu rosto contra ela a cada golpe, e eu respondia com uma voracidade animal. Ela começou a tremer, as mãos nos meus ombros.
—Mais forte! Vou gozar no seu rosto, Carla! —ordenou.
O segundo orgasmo já vinha em minha direção, alimentado pela tensão de servir aos dois. Meu clitóris, roçado pelo vai e vem, pulsava sem controle.
—Vou gozar! —gritou ele, me apertando contra ela com uma última investida.
No mesmo instante senti o orgasmo dela na minha boca. Um grito dilacerante escapou da minha garganta quando o meu me atingiu com a força de um terremoto. Meu corpo se convulsionou, meu rosto mergulhado nela, e os três caímos sobre o tapete como náufragos depois da tempestade.
***
Ficamos assim por um bom tempo, ouvindo nossas respirações e o pulsar da cidade através do vidro. Um silêncio denso, carregado de cheiro de sexo e rendição. Ela acariciava meu cabelo úmido com uma suavidade inesperada.
—Você precisa de um banho —disse ele por fim, a voz mais suave, mas ainda mandando.
Me levaram até um chuveiro amplo. A água quente arrastou os vestígios da noite enquanto eles se posicionavam dos dois lados de mim. Não era um banho casual, e sim um ritual de posse: ela lavava meu peito com uma delicadeza que contrastava com a ferocidade de minutos antes; ele esfregava minhas costas e minhas nádegas ainda ardendo.
—Isso é para você se lembrar de quem manda —murmurou ele, e a água fez a pele golpeada arder ainda mais.
Senti-me completamente exposta e cuidada ao mesmo tempo. Quando terminaram, ela segurou meu queixo.
—Agora você está limpa, Carla. Pronta para se sujar de novo.
Me enxugaram os dois e me levaram até a janela. O ar fresco da varanda me recebeu quando ele me apoiou contra a grade de vidro, de frente para a cidade. Meus cotovelos sobre o frio do vidro, meus seios oferecidos às luzes de milhares de desconhecidos. Estar nua e exposta diante da cidade inteira era um afrodisíaco puro.
Ele se colocou atrás, as mãos subindo até meus seios.
—Você é um espetáculo e tanto, não é? —sussurrou—. Sei que você adora ser vista assim.
Apertou meus mamilos e a descarga chegou até meu sexo. Então a vi no reflexo do vidro: ela tinha voltado, desta vez com um arnês preso à cintura e um consolo grosso balançando a cada passo.
—Sua outra dona já chegou —anunciou ele.
Ela se aproximou por trás. A ponta roçou minha entrada, procurando lugar, e entrou devagar, forçando meu interior com uma amplitude que me arrancou um grito agudo. A plenitude era avassaladora; eu continuava ancorada pela visão da cidade e pelas mãos dele no meu queixo, me obrigando a olhar para baixo.
—Receba sua dona. Você sabe de quem é —sibilou ele, enquanto ela se movia dentro de mim com uma cadência firme e dominante.
Quando sentiu o tremor que anunciava meu limite, ela se retirou de repente. O vazio foi uma fisgada de necessidade.
—Por enquanto, basta —ofegou—. Quero ver sua cara quando você me pedir.
E eu soube, com a cidade pulsando lá embaixo, que aquela noite mal tinha começado e que eu não queria que ela terminasse.





