A primeira vez que me entreguei por inteiro a Tomás
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Me inscrevi em cima da hora para uma festa no campo onde ninguém tinha namorado e valia uma única regra: o que acontecesse naquela noite, ficava ali. Não imaginava até onde eu chegaria.
Passamos semanas nos roçando pelos corredores sem ousar fazer nada. Naquela noite, cansei de esperar, tirei a blusa de moletom diante da porta dele e disse o que eu queria.
Nós dois o desejávamos desde a primeira aula, mas nunca imaginamos que seria ele quem nos pediria para escolher entre esquecê-lo ou nos mudarmos para sua casa.
Saímos dos chuveiros enrolados em toalhas curtas, tremendo de frio. No jacuzzi, dois desconhecidos nos esperavam sorrindo como se tivessem acabado de encontrar o jantar.
Subi as escadas atrás dele sentindo seu perfume, sem saber que os colegas voltariam duas horas antes do previsto.
A chave girou na fechadura às duas da madrugada e eu ainda estava embaixo dele, sem a menor intenção de me cobrir. Quatro pares de olhos me olharam da porta.
Quase nove da noite, o campus vazio e uma mochila esquecida nos banheiros. Abri só para achar o dono. O que havia no fundo mudou tudo.
A cabeceira da cama batia na parede num ritmo constante, e eu, desperto no escuro, já não podia fingir que aquilo não me importava.
Há semanas eu fingia que não notava os olhares dele, as pernas abertas no sofá, os volumes que marcava de propósito. Nessa noite voltei cedo demais e parei de fingir.
Estávamos sozinhos na sala de pesos quando ele tirou a camiseta e me mandou tocar. Eu não imaginava até onde iríamos depois de fechar a porta do vestiário.
Ele lhe ofereceu uma bebida com um sorriso travesso e uma piscadela, e naquele instante o professor soube que a distância entre os dois estava prestes a desaparecer.
Eles foram inseparáveis a vida inteira, mas naquela tarde, sozinhos no sofá, nenhum dos dois quis fingir que aquele beijo tinha sido um acidente.
A mão dele subiu do meu joelho até a coxa sem pressa, como se já soubesse de antemão que eu não ia afastá-la. E eu não afastei.
Passava meses fingindo que não olhava quando ele saía do banheiro de cueca. Nestas férias, sozinho no apartamento, abri a sacola da roupa suja dele.
Dez minutos de pausa, um videogame de futebol e uma aposta absurda bastaram para derrubar tudo o que Bruno achava saber sobre o amigo em uma tarde.
Bastou que ela me encontrasse de joelhos ao lado da cama para que a amizade se rompesse e começasse outra coisa: obedecer a cada um dos seus caprichos sem reclamar.
Quando ela me agarrou pelo braço na saída, entendi que não procurava um pedido de desculpas. Procurava um escravo, e eu já estava de joelhos antes mesmo de ela pedir.
Llevaba semanas admirando sus pies desde la última fila. El día que se quitó las sandalias y me clavó la mirada, supe que ya no había vuelta atrás.
Levei três meses para chegar ao sofá de Mariana, tirar suas sapatilhas devagar e descobrir se ela realmente se importava com eu não conseguir parar de olhar seus pés.