Descalça pelo campus, sabia que todos a observavam
Subiu descalça no ônibus com os tênis na mão e, no fundo, um desconhecido não conseguia tirar os olhos de seus pés nus sobre o banco.
Subiu descalça no ônibus com os tênis na mão e, no fundo, um desconhecido não conseguia tirar os olhos de seus pés nus sobre o banco.
Naquela noite, enquanto dirigia de volta para casa, soube que por trás do sorriso maroto dela havia uma nova ideia. E que eu não conseguiria tirá-la da cabeça.
Toda a minha vida achei que pertencia só a ele. Na tarde em que ele entrou na direção e me encontrou sobre a mesa, descobri o quanto ele gostava de me ver com outro.
Sabia que aquela blusa o deixaria nervoso. O que não imaginei é até onde eu estaria disposta a levá-lo naquela tarde, com o apartamento vazio e a porta fechada.
Saí de casa com um suéter que deixava tudo transparente e sem nada por baixo. Meu namorado caminhava atrás de mim, me olhando, enquanto os olhos dos outros me percorriam inteira.
Ela me tomou pelo braço no meio da rua e sussurrou que, se eu a soltasse, talvez desaparecesse. Eu não imaginava até onde aquela noite iria me levar nem o preço que pagaria por segui-la.
Naquela noite de bruxas ele não esperava companhia. Mas algo frio se materializou aos pés da cama e sussurrou seu nome como se o conhecesse de toda a morte.
Entrou sem ser convidada, com um sorriso que prometia prazer e escondia fome. Naquela noite, todo corpo que tocou deixou de ser seu para sempre.
Ela sempre foi a forte, a que cuidava de todos. Numa tarde chuvosa, um desconhecido mandou que ela entrasse no carro — e ela obedeceu.
Eu disse que naquela noite não saía. Então ele bateu na minha porta com um vestido rosa na mão e aquele sorriso que já sabia de antemão que ia me ganhar.
Saí de casa com a calcinha dobrada no bolso e três frases que eu não escolhi escritas na pele. Cada aula me deixava mais perto do limite, sem permissão para gozar.
Eu achava que só ia me divertir e ganhar algum dinheiro. Não imaginava que naquela noite, entre golpes e carícias, encontraria exatamente o que meu corpo pedia aos gritos.
Antes discutia política e lia os clássicos. Hoje senta no colo dele e espera, sorrindo, o próximo capricho do homem que a transformou.
Sentei naquela cadeira fingindo uma emergência, mas sob o top sem sutiã meu corpo só obedecia a uma voz que não estava na sala: a do meu amo.
Voltei do bar com uma cerveja na mão e a vi dançando com ele. Não aconteceu nada… ou aconteceu? A pergunta me cravou por dentro e, para minha vergonha, também me excitou.
Prometi que só contaria coisas reais, então conto como minha mãe descobriu meu namorado mais velho… e como, sem querer, descobri a verdade sobre ela.
Acabei de sair do banho, me olhei no espelho e entendi que não podia continuar esperando. Peguei um papel e comecei a anotar tudo o que eu desejava havia anos e nunca tive coragem de fazer.
As dominadoras sabem o que fazer com eles; as submissas quase nada. Minha confissão real sobre o que descobri explorando meu Dom.
Aos oitenta e sete anos, ele achava que já tinha ouvido tudo. Então ela se ajoelhou do outro lado da grade e começou a contar o que fazia quando o marido viajava.
Sempre tive nojo de banheiros públicos, mas naquele dia não tive escolha. O que eu não imaginava era o que encontraria ao voltar correndo pelo celular que tinha esquecido sobre a caixa d’água.