O vizinho casado que subiu para testar meu projetor
— Quer que a gente teste antes de você decidir? — disse ele, e Mariana entendeu que, naquela tarde, nenhum dos dois falaria só do projetor.
— Quer que a gente teste antes de você decidir? — disse ele, e Mariana entendeu que, naquela tarde, nenhum dos dois falaria só do projetor.
Todas as manhãs eu o espiava pela janela sem admitir. Numa tarde de chuva, ele bateu à minha porta encharcado, e eu soube que não daria mais para fingir.
Ele não me parecia atraente, mas me excitava me sentir desejada. Quando ele subiu no banco para revisar o ventilador, eu soube exatamente como ia retribuir o favor.
Essa noite o desafio era simples e insano ao mesmo tempo: atravessar o terreno nua, de quatro, passando bem em frente à janela de vidro onde qualquer um podia me ver.
Eu sabia que ela estendia a roupa às quintas no mesmo horário. Naquela manhã saí sem nada por cima só para ver a cara que ela faria. Não esperava que ela sorrisse assim.
Quando ela disse «indo», Tino entendeu que essa palavra pesava o mesmo que a dele: anos de lençóis frios. E, no meio da rua, decidiram resolver isso.
Na primeira vez em que entrei no seu apartamento, encontrei uma tanguinha pendurada no chuveiro e soube que aquele acordo de comida por água quente ia me custar bem mais que empanadas.
Éramos duas lésbicas de férias buscando uma última noite juntas; jamais pensei que um simples beijo acabaria com todo mundo enroscado no mesmo sofá.
Uma semana depois da festa, eu ainda pensava neles. Então escrevi para todos, coloquei o vestido mais curto e fui até a casa onde sabia que ninguém nos interromperia.
Eu buscava silêncio e horta. O que encontrei foi uma família inteira disposta a me dividir, um depois do outro, sem que nenhum soubesse dos demais.
Aquelas roupas de banho mal as cobriam, e a cada dia a piscina mostrava um pouco mais de pele. Ninguém imaginava até onde os vizinhos chegariam quando a última peça caísse.
Iván e Lucía eram os novos do prédio, os mais jovens, os que ainda estavam aprendendo. Naquela noite, mostramos que no nosso grupo ninguém ficava na vontade.
Quando ela se mudou para o apartamento em frente, eu não imaginava que uma tarde, enquanto o filho dormia, a mão dela subiria pela minha coxa e eu abriria as pernas sem pensar.
Acabei de me mudar e não conhecia ninguém. Bruna foi a primeira a falar comigo; nunca imaginei que ela e a companheira tinham um plano para mim naquela noite.
Lembro dela na porta da livraria, com o cabelo quase branco e aqueles olhos impossíveis. Demorou dez anos para eu tê-la de novo por perto, e dessa vez eu não ia deixá-la ir.
Renata me chamou para pedir um favor, mas quem me deixou sem fôlego naquela tarde foi a mulher que estava terminando de limpar e me esperou junto ao elevador.
Quando ela desabou no meu ombro e confessou que o marido não a tocava mais, eu soube que aquela massagem terminaria de um jeito bem diferente.
Ela a cumprimentava na portaria há meses, contendo o desejo. Naquela tarde, as sacolas da compra caíram e, enfim, tive uma desculpa para subir.
Eu já adestrava submissas pela internet havia anos, mas nunca imaginei que por trás da máscara da minha nova escrava estaria o rosto da mulher da casa da frente.
Quando ela tirou a blusa diante da janela aberta, eu soube que não ia parar, mesmo com meio bairro olhando. E eu também não queria que parasse.