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Relatos Ardientes

A vizinha madura que me ofereceu o chuveiro e algo mais

Sou um daqueles homens que sempre gostaram de mulheres mais velhas. Tenho vinte e cinco anos e, desde que me entendo por gente, as que me desmontam são as que já sabem o que querem, as que não perguntam duas vezes. Não tenho nada contra as outras, mas uma mulher madura tem uma calma que me deixa louco, e um jeito de segurar sua pica sem hesitar que as pirralhas ainda não aprenderam.

Eu vinha de um desencontro com Sofía, uma história que prefiro não detalhar aqui. Quando ela se mudou de volta para Mendoza, voltei à minha rotina de sempre: zero relacionamentos, ficar um pouco recluso, deixar o tempo passar. Seis meses depois, as voltas do destino me levaram ao meu primeiro emprego com carteira assinada.

Mandei alguns currículos e fui contratado para um emprego que seria temporário numa pizzaria que tinha aberto pouco mais de um mês antes. A coincidência foi cruel e generosa ao mesmo tempo: o estabelecimento ficava na esquina do apartamento que Sofía ocupava antes e que agora era habitado por Marina, uma amiga dela que tinha ficado com o aluguel.

Marina tinha quarenta e dois anos e um jeito de olhar que parecia estar sempre calculando alguma coisa. Mais cedo ou mais tarde, ela apareceu no estabelecimento e virou cliente assídua. Ela se importava com a cozinha tanto quanto eu me importava com astronomia, ou seja, nada, mas usava a desculpa das promoções para ficar conversando comigo no balcão.

—Qual é a do dia, garoto? —perguntava, apoiando os cotovelos no balcão, sabendo perfeitamente que eu já tinha contado.

Meu horário era das seis da tarde até o fechamento. No verão, eu saía às duas da manhã nos fins de semana; durante a semana, à meia-noite. Como nós dois frequentávamos a mesma boate, era normal nos encontrarmos. Na segunda vez em que coincidimos, fomos tomar alguma coisa antes de cada um seguir com seu grupo.

—Você não pode vir direto do trabalho —disse ela, franzindo o nariz entre risadas—. Por mais que passe perfume, está com um cheiro horrível de comida. Precisa tomar banho.

Ela tinha razão. Quando se trabalha numa cozinha, você pode trocar de roupa e passar todo o perfume do mundo, mas o cheiro de fritura entra na pele.

—E o que você propõe? —respondi—. No estabelecimento ainda não liberaram o chuveiro, só sai água gelada.

—Não seja bobo. A gente se arruma, você passa em casa e toma um banho como gente. Eu não chego à boate antes das duas e meia, então você tem tempo de sobra.

A oferta era tentadora: banho quente, roupa limpa e depois sair. Mas alguma coisa me dizia que aquilo não sairia de graça.

—Aceito. O que você quer em troca?

—É claro que quero alguma coisa —ela riu—. Traga comida do estabelecimento. Empanadas, uma pizza, qualquer coisa. Você sabe que dinheiro não sobra para mim. Você toma banho e eu janto, topa?

—Fechado.

***

Na primeira sexta-feira, passei pela porta dela depois da uma da manhã, com uma caixa de empanadas ainda mornas debaixo do braço. Marina abriu de chinelos, com o cabelo preso às pressas. O apartamento era uma bagunça simpática: a cama desarrumada, roupas espalhadas por todos os lados, copos com restos de alguma coisa sobre a mesa e livros empilhados numa cadeira. Nada a ver com a ordem monástica que Sofía mantinha quando morava ali.

—Organização não é comigo —disse, dando de ombros—. Enquanto arrumo um pouco, tome um banho. Você está com cheiro de milanesa que dá vontade de morder.

—E o que eu visto depois? Só trouxe a roupa que estou usando.

—No banheiro tem um short e uma camiseta sua que você deixou da outra vez. Vá tranquilo.

Entrei no banheiro e a primeira coisa que vi foi uma calcinha minúscula pendurada na torneira: apenas um triângulo de tecido translúcido com as bordas azul-claras e, atrás, um fio fininho. Peguei sem pensar, aproximei do nariz e enchi os pulmões com aquele cheiro de boceta limpa e perfume doce. Meu pau endureceu na mesma hora, contra o jeans. Deixei-a onde estava e entrei sob a água quente, usando o xampu dela, o sabonete perfumado, uma toalha macia demais. Sejamos honestos: aquela peça me fez imaginá-la vestida, e saí do banheiro com a cabeça em qualquer lugar e o caralho ainda meio duro.

Como num passe de mágica, ela tinha arrumado quase tudo. Estava colocando minhas roupas de trabalho na máquina de lavar junto com as dela.

—Vi que deixei uma calcinha pendurada —disse sem se virar—. Espero que você não tenha feito nada estranho com ela. Sei que gosta dessas coisinhas. Eu e Sofía não tínhamos segredos.

—Ah, é? Zero segredos? O que mais você sabe?

—Várias coisas. Mas agora não é o momento. Vamos jantar e depois, se você quiser, conversamos sobre tudo.

Comemos tranquilamente, falando de qualquer coisa e evitando os assuntos quentes. Depois fumamos um cigarro sentados na beirada da cama. Perguntei por Sofía, sobre como a vida dela tinha mudado desde que foi embora, e Marina se ajeitou de lado para ficar de frente para mim.

—Olha, garoto —disse, soltando a fumaça devagar—. Eu sei que você e Sofía tinham um acordo. Nada de sentimentos, apenas se divertir. Mas ela fraquejou. Estava a um passo de se entregar, e isso a assustou. Por isso voltou. Você tirou o chão dela e ela não teve coragem de aceitar.

—Tenho dificuldade para acreditar nisso.

—Acredite. Uma coisa é transar por prazer, outra é quando você começa a se entregar. E ela estava se entregando. Você sabe quantas vezes ela me deixou excitada contando como vocês rolavam na cama? Ela me contou tudo: como você segurava o cabelo dela para fodê-la por trás, como a fazia gozar com a língua até deixá-la tremendo, como enchia a boca dela de leite e ela engolia tudo. Eu nunca teria combinado algo assim.

—Não diga isso, Marina.

—Por que não? Se você me deixar excitada, a gente rola na cama e pronto. A diferença entre Sofía e eu é simples: minha mão não treme. Não há sentimentos envolvidos, apenas tesão. Eu quero um pau que me faça gozar e ponto final.

Ela dizia aquilo sustentando meu olhar, sem um grama de pudor. Era uma mulher sem filtros, daquelas que dizem exatamente o que sentem. Terminamos a cerveja, tirou minhas roupas quase secas do varal e, antes de nos despedirmos, sugeriu uma boate de casais que queria conhecer.

—Mas traga roupa para tomar banho —acrescentou, piscando um olho—, ou eu mordo você, porque aqui tem fome.

Nos despedimos com um beijo curto nos lábios, como se fosse por acaso. O sol já despontava quando cheguei em casa, e minhas inquietações com ela também começavam a despontar.

***

No dia seguinte, passei cedo para deixar minhas roupas e tê-las prontas. Ela só abriu depois de acordar, usando uma camiseta comprida que mal cobria as coxas e sem nada por baixo —dava para perceber de longe.

—Quer um mate? —perguntou—. Vou tomar um banho rápido.

Preparei a térmica enquanto ela entrava no banheiro. Depois de um tempo, pediu lá de dentro que eu lhe alcançasse a toalha e as roupas do varal. Tirei a calcinha de baunilha —a mesma que tinha visto no dia anterior—, uma camiseta clarinha e surradíssima e uma toalha rosa enorme. Quando levei tudo até ela, abriu um pouco a porta e, pelo reflexo do espelho, consegui ver seu corpo nu, molhado, generoso: os peitos grandes com os mamilos escuros e duros por causa da água fria, o ventre macio de mulher madura e aquele triângulo de pelos bem aparados entre as coxas, que me fez engolir em seco.

Ela saiu minutos depois envolta em vapor, os cabelos molhados umedecendo a camiseta que grudava nos seios, a calcinha marcando o triângulo. Os mamilos ficavam transparentes através do tecido molhado, dois círculos escuros que se cravaram na minha retina. Meu corpo reagiu na hora e o pau ficou marcado, duro, contra a calça.

—Epa —disse, olhando para minha virilha com um sorriso torto—. Acordamos de bom humor?

—Não enche, Marina, você está quase pelada.

—Pelada seria o de menos. Acordei excitada. Passei a noite inteira pensando nessa sua boca.

Sentou-se na cama com as pernas cruzadas e um vidrinho de esmalte na mão, disposta a pintar as unhas dos pés. Da minha cadeira, eu tinha uma vista privilegiada: as coxas descobertas, o tecido molhado marcando o púbis com uma linha perfeita entre os lábios, a camiseta grudada na pele, deixando as auréolas transparentes. Quando se inclinou para a frente para alcançar os dedos, a camiseta subiu atrás e me deixou ver a curva da bunda enorme, mal coberta pelo fio da calcinha.

—Você vai ter que aprender a fazer isso —disse, esforçando-se para alcançar o pé direito—. É uma posição desconfortável e me deixa toda exposta. Gosta de me ver assim?

—Quem não gostaria?

—Ainda bem que você se comporta como um cavalheiro. Outro já teria feito o esmalte ir para o inferno.

Aquelas palavras me provocaram algo estranho: uma vontade tremenda de avançar e, ao mesmo tempo, medo de que ela me impedisse. Preparei alguns mates, tentando disfarçar a ereção. Olhei o relógio: era hora de ir trabalhar. Levantei, peguei a mochila e caminhei até a porta. Ela se levantou para me acompanhar, cuidando para não estragar as unhas.

—Você é inacreditável —reclamou—. Eu disse que estava excitada, mostrei tudo, e o que você fez? Preparou mate para mim.

—Se eu tivesse feito alguma coisa, não chegaria ao trabalho.

Ela se aproximou, me abraçou e me deu um beijo que já não tinha nada de tímido. Enfiou a língua até o fundo, chupando a minha, mordendo meu lábio, enquanto esfregava os peitos contra meu peito e apertava meu pau por cima da calça. Empurrou-me contra a porta e me procurou com a cintura, afundando-se contra o meu volume. Retribuí o beijo e agarrei sua bunda com firmeza, cravando os dedos na carne macia, enquanto nossas línguas se procuravam desesperadas.

—Não vá embora —murmurou contra minha boca, sem parar de se esfregar—. Fique um pouco. Olhe como estou, me toque.

Levou minha mão até a virilha. A calcinha estava encharcada, não pela água do banho: era o próprio gozo dela, quente e viscoso, escapando entre os lábios. Afastei-a para o lado e enfiei dois dedos até os nós. A boceta os chupou de uma vez, apertando-me, quente e escorregadia como uma boca.

—Se eu ficar, vamos acabar transando. E preciso ir trabalhar.

—Então não me deixe assim. Faça alguma coisa e vá. Chupe minha boceta, vai, chupe como você fazia com Sofía.

Ergui-a no colo, ajeitei suas pernas ao redor da minha cintura e levei-a até a cama. Deitei-a, arranquei sua camiseta de uma vez e baixei sua calcinha até tirá-la pelos pés. Parei um segundo para olhá-la: os peitos grandes caindo para os lados, os mamilos arrepiados apontando para o teto, o ventre subindo e descendo agitado e, entre as coxas abertas, a boceta inchada, brilhante, pedindo aos gritos. Acomodei-me entre suas pernas, segurei sua bunda com as duas mãos e enfiei a língua de uma vez, de cima a baixo, lambendo-a inteira, do cu até o clitóris.

—Ai, puta que pariu! —gemeu, arqueando-se—. Assim, garoto, não pare.

Abri seus lábios com os dedos e me dediquei ao clitóris. Chupei-o devagar primeiro, colocando a língua para desenhar círculos ao redor; depois o prendi entre os lábios e comecei a mamá-lo como se fosse uma piroquinha. Ela se contorcia, segurava os peitos, beliscava os mamilos, murmurando palavrões enquanto apertava minha cabeça contra a boceta.

—Enfia em mim, enfia os dedos, vai.

Afundei dois dedos e comecei a movê-los depressa, procurando o ponto lá dentro enquanto continuava chupando o clitóris. A boceta dela escorria, enchia minha boca e molhava meu queixo. Senti-a se abrir mais, ficar toda tensa, até explodir com um grito abafado contra o travesseiro, apertando minha cabeça entre as coxas e cravando os calcanhares nas minhas costas. Continuei lambendo-a suavemente, recolhendo cada gota, enquanto ela tremia e respirava entrecortada.

—O que Sofía estava perdendo —disse depois, ofegante, com um sorriso frouxo—. Você tem língua de ouro, filho da puta.

—Preciso ir, Marina. Continuamos depois.

—Vai embora sem nada para você? Que feio. Pelo menos deixe eu chupar rapidinho.

—Eu já disse. Se continuarmos, não vou trabalhar. Esta noite, quando eu vier tomar banho, resolvemos isso. E você vai chupar tudo, com calma.

—Vá embora logo, caralho, antes que eu amarre você na cama.

***

Naquela noite, ela apareceu no estabelecimento perto das onze e pediu meia dúzia de empanadas para levar. Antes de ir embora, piscou para mim e sussurrou: «Espero você mais tarde». As horas até o fechamento pareceram eternas, e precisei ajeitar o pau dentro da calça mais de uma vez, porque só a ideia de enfiá-lo nela me manteve duro a noite inteira. Quando baixamos a porta de enrolar, saí voando, repondo bebidas e arrumando copos. Percorri os cento e cinquenta metros até a porta dela quase flutuando.

Mas ela já me esperava vestida para sair, com minhas roupas estendidas sobre a cama. Naquela noite ainda não haveria ação: íamos à famosa boate de casais que ela tinha reservado. O lugar se chamava Penumbra e fazia jus ao nome. Uma pista mínima, sofás separados por divisórias altas, luz quase inexistente. Os garçons se moviam com lanternas fracas para não bater em ninguém. Tocava música lenta, baixíssima, interrompida de vez em quando por algum gemido vindo dos reservados. Um verdadeiro antro de amantes.

Trouxeram nossas bebidas e um prato de sanduíches. Mal dava para distinguir silhuetas se movimentando na escuridão, e não era preciso ser muito perspicaz para entender o que acontecia ali. Fomos dançar uma lenta bem agarrados: encostei o pau duro contra o ventre dela e ela se moveu devagar, esfregando-se, com as mãos na minha nuca. Quando ela se afastou para ir ao banheiro, na volta vi uma mulher cavalgando o acompanhante num sofá, os peitos nus quicando no rosto do sujeito enquanto ela afundava o pau nele com a cintura; outra, de joelhos diante do parceiro, mamando nele com as bochechas encovadas, engolindo tudo; e um casal inteiro entregue num canto, ele fodendo-a por trás enquanto a mulher se agarrava ao encosto, com o vestido levantado até a cintura e os peitos pendendo livres. Uma orgia na penumbra.

—Não acredito —disse Marina ao voltar, desviando dos corpos—. Aqui eles transam como se a vida dependesse disso, e os garçons nem se incomodam. Vi uma garota no corredor com a mão de um sujeito enfiada na calcinha até o cotovelo.

—Aposto que a maioria são amantes. É um lugar para encontros proibidos.

Ela se aproximou do meu ouvido e sussurrou, enquanto enfiava a mão entre minhas pernas e apertava meu pau por cima da calça:

—Se você não me tirar daqui e me foder na próxima hora, subo naquele sofá ao lado e deixo qualquer um me comer. Estou escorrendo, garoto, não aguento mais.

Uma hora depois, pedimos a conta. Já no carro, ela se sentou de lado e tirou do bolso do casaco uma calcinha vermelha.

—Quando fui ao banheiro, tirei —confessou, rindo—. Pensei que teria coragem de imitar as outras, mas não consegui. Fiquei muito excitada. Quero transar agora.

Ela aproximou o tecido do meu nariz para que eu sentisse aquele perfume de mulher misturado à baunilha que eu já conhecia. A calcinha estava encharcada, endurecida de gozo.

—Você escolhe: um motel ou o apartamento.

—O apartamento —disse, levando a mão direita à virilha dela.

Levantei o vestido e abri as pernas dela ali mesmo, no carro. A boceta estava tão molhada que meus dedos entraram sozinhos, com um ruído úmido que me deixou ainda mais louco. Comecei a movê-los dentro dela enquanto apertava o clitóris com o polegar. Ela se contorceu no banco, arqueando a cintura, segurando meu pulso para que eu não tirasse os dedos.

—Dirija, vai, dirija depressa —gemeu—, ou você me faz gozar aqui e não chegamos.

—Mas hoje você vai dormir comigo. Não vai para a sua cama.

***

Entramos nos beijando, sem acender as luzes, porque conhecíamos o caminho de cor. As roupas foram caindo onde caíam: o vestido dela na entrada, minha camisa no corredor, o sutiã ficou pendurado numa cadeira. Quando chegamos ao quarto, nós dois estávamos completamente pelados. Um reflexo que entrava pela janela nos guiou até a cama. Ela me empurrou e caí de costas; olhou-me de cima a baixo, abaixou-se e segurou meu pau com a mão direita, apertando-o desde a base.

—Olha o que você tem aqui, filho da puta —disse, passando a língua pelos lábios—. Agora é a minha vez.

Ajoelhou-se entre minhas pernas e mamou meu pau de uma vez, engolindo-o até a metade, tirando-o para cuspir na ponta e voltando a descer. Chupava com fome, fazendo barulho, com as bochechas encovadas e uma mão acariciando minhas bolas. Olhava para mim lá de baixo com os olhos brilhantes, desfrutando cada centímetro. Tirava-o da boca e lambia todo o comprimento, depois voltava a enfiá-lo até sentir a ponta bater na garganta.

—Prometa que vai chupar minha boceta de novo —pediu, cuspindo no pau e espalhando a saliva com a mão—. Adorei. Nunca ninguém me fez gozar assim com a boca.

—O que você pedir.

Ela se virou até colocar o sexo diante da minha boca e abriu as pernas, apoiando-se no meu peito para que eu pudesse chegar o mais fundo possível. Ficou de sessenta e nove sobre mim, com a boceta inchada a poucos milímetros do meu rosto e meu pau entrando novamente na boca dela. Não a decepcionei. Segurei sua bunda com as duas mãos, separei suas nádegas e enfiei a língua entre os lábios. Percorri-a inteira, devagar e depois com vontade: chupei seu clitóris, enfiei a língua no buraco, subi até o cu e desci de novo. Ela gemia com o pau dentro da boca, e as vibrações subiam por toda a minha pica.

Afundei dois dedos e procurei o ponto interno enquanto mamava o clitóris. Marina se movia em círculos sobre mim, marcando o ritmo, esfregando a boceta no meu rosto, escorrendo até meu queixo. Go zou uma vez com um tremor longo, apertando minha cabeça entre as coxas, mas não parou; continuou me procurando com a cintura, continuou me mamando com mais vontade, até que a senti tremer de novo e gozar pela segunda vez, deixando meu rosto ensopado.

—Que sensação gostosa —murmurava, com a voz rouca—. Não pare, garoto, me dê mais, coma tudo.

Eu já não aguentava; estava tão duro que doía. Quando finalmente me pediu, virou-se, acomodou-se sobre mim, montada, segurou meu pau com a mão e o enfiou na boceta de cima. Desceu devagar, empalando-se aos poucos, sentindo cada centímetro entrar, até senti-lo tocar seu fundo. Fechou os olhos e soltou um gemido longo.

—Ai, puta que pariu, como você me deixa cheia.

Cavalgou por longos minutos, entregando-se por inteiro, com os peitos quicando no meu rosto enquanto subia e descia. Eu segurava seus quadris e ajudava-a a se mover, olhando os peitos grandes indo e vindo, os mamilos duros como pedras. Segurei um deles com a boca e chupei com força enquanto ela afundava cada vez mais depressa. A cama rangia com o peso dos dois, e o ruído molhado da boceta batendo contra minha pélvis enchia o quarto.

—Dê, dê, assim, não pare —ofegava, cravando as unhas no meu peito.

Segurei-a com força e a fiz parar. Ela estava no limite e eu não queria terminar assim. Levantei-a, coloquei-a de quatro sobre a cama e ajeitei sua bunda bem para cima. Dei um tapa em cada nádega e me acomodei atrás dela. Passei a ponta do pau pela fenda molhada, esfregando-o do clitóris até o cu, e afundei de uma só vez até as bolas.

—Ai, puta que pariu! —gritou, enterrando o rosto no travesseiro—. Assim, me foda com força.

Comecei a fodê-la de verdade, sem piedade, segurando seus quadris para puxá-la contra meu pau a cada estocada. A bunda grande tremia a cada golpe, e os peitos pendiam por baixo, balançando. Inclinei-me sobre suas costas e agarrei seus cabelos, puxando sua cabeça para trás enquanto enterrava o pau ainda mais fundo.

—Quero gozar dentro de você —disse ao ouvido dela, sem parar de investir.

—Coloque uma camisinha e continue —respondeu, ofegante—. Não quero engravidar. Estou menstruada e muito excitada, mas não sou boba. Tire-o, coloque uma camisinha, vai, mas me foda, não pare.

Saí a contragosto, peguei uma camisinha na mesa de cabeceira, coloquei-a em dois segundos com as mãos desajeitadas de tanto tesão e voltei a enterrá-lo na boceta dela. Ela empurrou contra mim, tentando enfiar o pau inteiro. Continuei fodendo-a de quatro por mais um tempo, depois virei-a, coloquei-a de barriga para cima, joguei suas pernas sobre meus ombros e afundei de novo, olhando-a nos olhos enquanto enfiava até o fundo. Ela segurou os peitos, apertou-os, beliscou os mamilos, olhando-me fodê-la como uma louca.

—Venha, goze dentro de mim, quero sentir você —pediu, agarrando minhas costas com as unhas—. Dê tudo, não me deixe vazia.

Fodi-a por mais alguns minutos assim, com ela arqueando-se sob mim, até senti-la gozar novamente, contraindo-se ao redor do meu pau, apertando-me como um punho molhado. Era o que faltava: cerrei os dentes e gozei dentro dela com três estocadas longas, enchendo a camisinha, sentindo minhas bolas se esvaziarem enquanto ela cravava as unhas nas minhas nádegas e puxava minhas costas. Só então relaxou e caiu exausta ao meu lado.

—Se você tivesse colocado sem camisinha, eu engravidaria com certeza —disse, recuperando o fôlego, ainda com a mão entre as pernas—. Estou no meu período mais fértil. Quando fico assim, não consigo parar. Sei disso e mesmo assim corro o risco, mas hoje eu precisava disso.

—É tão intenso assim?

—Você nem imagina. Tudo ferve dentro de mim e, mal me tocam, já abro as pernas. O que você fez esta tarde me deixou louca o dia inteiro. No trabalho, eu não conseguia me sentar sem apertar as coxas.

Descansamos um pouco abraçados e, algumas horas mais tarde, voltamos à carga. Ela me acordou chupando meu pau devagar, tirando-me aos poucos de um sono pesado. Quando abri os olhos, eu já estava duro na boca dela e ela estava montando em mim de novo, dessa vez sem camisinha, segurando meu pau para encaixá-lo e ficar imóvel por um segundo, sentindo-me dentro dela sem nada entre nós.

—Só um pouquinho assim —murmurou—, depois coloque a camisinha. Quero sentir você pele com pele.

Ela se mexeu por alguns minutos sem camisinha, lentamente, apreciando cada centímetro, até me fazer sair, colocar outra camisinha e voltar a montar em mim. Cavalgou devagar, de olhos fechados, tocando o clitóris enquanto se afundava. Depois coloquei-a de lado, de conchinha, e fui enfiando o pau por trás, segurando um seio com uma mão e o clitóris com a outra. Ela gozou de novo, dessa vez por mais tempo, tremendo inteira contra meu peito, e eu a acompanhei, esvaziando-me pela segunda vez dentro da camisinha. Era verdade: ela se acendia sozinha e não diminuía o ritmo. Deixou-me destruído.

***

Na manhã seguinte, ela estava mais calma. Preparamos o café da manhã do jeito que estávamos, os dois sem roupa e sem pressa. Ela caminhava pela cozinha com os peitos à mostra e a bunda marcada pelas horas de sexo, e eu a observava da mesa feito um bobo. Tomamos banho juntos: ensaboei-a inteira, lavei seus cabelos e passei a mão entre suas coxas até que ela se apoiasse nos azulejos e me pedisse para fazê-la gozar mais uma vez com os dedos. Coloquei-a de costas contra a parede, abri suas pernas e trabalhei o clitóris com o polegar enquanto enfiava dois dedos na boceta, até que ela gozou tremendo, mordendo meu ombro para não gritar. Voltamos para a cama para recuperar as energias.

—Se continuarmos nos vendo —disse, brincando com meu cabelo—, na próxima noite de tesão vamos para um motel. Quero o pacote completo: jacuzzi, tempo, sem olhar o relógio, e você chupa minha boceta o quanto quiser. Topa?

—É claro que sim. Se conseguimos numa cama de solteiro, imagine numa de verdade.

—Ainda lhe devo uma coisa —acrescentou com um sorriso—. Hoje eu precisava transar e não lhe dei tudo o que tinha planejado. Você ainda não enfiou no meu cu, por exemplo. Na próxima eu cumpro.

A promessa ficou pairando no ar, mas essa já é outra história. O que posso dizer é que aquele acordo de comida em troca de um banho acabou me custando —e me dando— muito mais do que qualquer um de nós dois tinha calculado.

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