Eu queria vê-la gozar sozinha e enfim confessei isso a ela
Peguei a primeira saída da rodovia sem pensar. O que ela acabara de me contar não me deixava dirigir, e eu ainda não tinha confessado o que realmente queria.
Peguei a primeira saída da rodovia sem pensar. O que ela acabara de me contar não me deixava dirigir, e eu ainda não tinha confessado o que realmente queria.
Quando voltamos ao quarto, já não aguentávamos esperar. Então a porta tocou: o presente que eu tinha preparado acabava de chegar, e você não sabia de nada.
Fechei os olhos por um segundo e, quando os abri, uma sombra enorme tapava o sol. O que aconteceu depois só existia na minha imaginação… até aquela tarde.
Você olhava para os lados, certa de que estava sozinha, quando ergueu o vestido no meio da garagem. Não viu que, duas vagas adiante, alguém vinha te observando havia tempo.
Ele me deixou sentada no sofá com uma venda e as mãos suando. Quando uma mão subiu pela minha perna e a música começou, eu soube que não esqueceria aquela noite.
Vi-o me olhar pelo reflexo no espelho do elevador e algo se acendeu. Nessa noite soube que eu não queria só que ele me olhasse: queria que ele visse absolutamente tudo.
Ela chega às dez e meia, se encosta no ponto e cruza as pernas. Ela não sabe, mas na minha cabeça já fizemos tudo o que jamais teríamos coragem de fazer.
Antes eu escondia tudo. Naquela noite entrei na sala sem roupa íntima, com a saia curta e a certeza de que alguém ia olhar. E eu queria que olhasse.
Três horas sob o sol, encharcado de suor, e da sombra da árvore ele viu algo na varanda que o deixou sem fôlego: eles sabiam que ele os observava.
Ela se levantou da mesa, virou-se e me olhou de um jeito que não deixava dúvidas. Fui atrás sem pensar, com o coração batendo forte no peito.
Estávamos sozinhos na montanha, ou eu achava, até sentir uns olhos cravados em nós da cabana ao lado e não querer que parasse.
Ela me tomou pelo braço no meio da rua e sussurrou que, se eu a soltasse, talvez desaparecesse. Eu não imaginava até onde aquela noite iria me levar nem o preço que pagaria por segui-la.
Diego se tocava pensando em Nadia quando seu desejo abriu uma porta fechada havia mil e oitocentos anos. O que cruzou tinha fome, e a cidade seria seu banquete.
Sentado na poltrona, com a chave pendendo entre os seios dela, soube que naquela noite enfim a veria se entregar a outro homem enquanto eu permanecia enclausurado.
Tranquei a porta do meu escritório, abri o vídeo do dia e vi minha mulher mordendo os lábios enquanto ele a abraçava por trás na cozinha.
Abri os olhos e não reconheci o quarto: só o peso de umas mãos sobre minha pele e a certeza de que aquela manhã pertencia a outros.
Naquela noite a vi pela janela, sozinha e desesperada com o brinquedo. E soube exatamente o que fazer com ela... e com o filho dela, que observava ao meu lado na escuridão.
A cama da frente rangia toda madrugada no ritmo de um desconhecido, e ela fingia dormir enquanto calculava o quanto estava disposta a perder.
Entrei em casa sem fazer barulho para buscar um papel e encontrei minha mulher com o chinelo na mão e a amiga sobre o colo, esperando o castigo.
Ele mancava, suava e não ousava me olhar. Quando mandei tirar a toalha diante do irmão dele, soube que faria tudo o que eu dissesse.