O pendrive que minha mulher deixou junto à pia
Um post-it amarelo na caixinha dizia uma única palavra: «Coloca». Eram duas da madrugada e a curiosidade venceu o cansaço acumulado da noite.
Um post-it amarelo na caixinha dizia uma única palavra: «Coloca». Eram duas da madrugada e a curiosidade venceu o cansaço acumulado da noite.
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.
Lá de baixo, enquanto ela empurrava a guia no alto da escada, a camiseta se afastou do corpo e Adrián descobriu que aquele verão não seria como os outros.
Quando senti o olhar dele cravado nas minhas costas da janela da frente, soube que naquela tarde eu não ia comprar pão: ia dar a ele algo muito melhor.
Ele tinha uma reunião e me deixou sozinha a tarde toda. Entediada, abri uma pasta no computador dele que eu não deveria abrir... e não consegui parar de olhar.
A caixa estava no fundo do armário havia anos. Coloquei o primeiro disco sem imaginar que o que veria naquela tarde ficaria comigo para sempre.
Crescemos dormindo em quartos vizinhos, até que uma noite um som do outro lado da parede me fez entender que eu já não a via como irmã.
Nunca os vi. Só ouvi cada palavra, cada batida da cabeceira na parede, e de repente o prazer deles também virou o meu.
Pedi ao meu amigo que me acompanhasse para realizar algo que eu vinha imaginando havia anos: deixar que desconhecidos me vissem. Não esperava o quanto isso me faria gostar.
Nunca tinha tirado a blusa ao ar livre. Eu estava com o coração disparado e as mãos tremendo, mas algo em mim precisava saber como era ser vista por um desconhecido.
Ele me pediu pela tela e eu obedeci: abrir a janela, deixar a roupa cair e deixar que aqueles homens me olhassem sem pudor.
Guardei na bolsa por falta de tempo, mas naquela tarde tirei por outro motivo: eu estava sozinha, entediada e quente demais para aguentar.
Nunca tinha me tocado. Naquela tarde, atrás de uma porta mal fechada, entendi por que meu corpo vinha me pedindo há anos algo que eu não ousava lhe dar.
Nora sempre admirou a irmã mais velha mais do que devia. O que ela não sabia era que essa mulher por quem desejava em segredo era, na verdade, sua própria mãe.
Nunca quis fazer câmera. Até que uma noite apostei na curiosidade e um usuário sem rosto me pediu para ficar a sós comigo.
Eu procurava algo diferente naquela tarde, algo que me tirasse do tédio. Encontrei um desconhecido disposto a me olhar enquanto eu me deixava ser vista.
Não havia ninguém em casa, nem plano, nem desculpa. Só eu, o sofá diante da janela e a ideia perigosa de deixar tudo à vista.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
Marina desligou a televisão para dormir. Então começaram os sons sobre sua cabeça, e ela soube que naquela noite não ia pregar o olho por um motivo bem diferente do cansaço.
Achavam que eu estava dormindo. Do corredor, ouvi cada palavra, cada risada baixa, cada coisa que disseram sobre mim. E, em vez de me indignar, fiquei quieta, ouvindo.