O que o velho da oficina me pediu pelo vídeo
Só precisava usar um banheiro naquela tarde de calor. O que aquele velho da oficina fez com o celular me deixou presa e à mercê dele por dias.
Só precisava usar um banheiro naquela tarde de calor. O que aquele velho da oficina fez com o celular me deixou presa e à mercê dele por dias.
Da janela, ele a observava há semanas; na noite em que pulou a cerca, entendeu que seria ela quem decidiria tudo o que aconteceria entre os dois.
Tinha vinte anos e nunca tinha visto um homem nu quando Mariela me levou até o muro do fundo e sussurrou para eu olhar pela fresta.
Quando vendou os olhos dela, não esperava ver o velho da varanda nos observando. E, em vez de fechar a cortina, ofereci minha namorada a ele.
Durante uma semana inteira, eu a observei de trás de uma duna, convencido de que jamais me aproximaria. Até que ela perdeu as chaves de casa numa tarde de sábado.
Estávamos casados havia doze anos e eu jamais a tinha visto tão dona de si quanto naquela tarde, se deixando olhar em pé na água por homens que não conhecíamos.
Abri as cortinas meio dormindo e não percebi que ele estava do outro lado do vidro, me observando. E havia algo naquele olhar que me fez querer deixá-lo continuar.
Subi no último vagão pensando que faria uma viagem tranquila. Nunca imaginei que a mulher do vestido verde me convidaria a assistir ao que seu parceiro faria com ela.
Disse a ela que o limite era ela quem mandava. O que eu não esperava era o quanto eu ia gostar de ficar de lado, olhando, enquanto outros a descobriam.
A primeira vez foi um reflexo no vidro: uma silhueta imóvel do outro lado do pátio, olhando-a tomar café da manhã de robe. Ela não afastou a cortina. Também não a fechou.
Achei que chegar na hora morta me protegeria dos olhares. Não contei com elas entrando para limpar justo quando eu saía do banho.
Ela ficou imóvel entre as árvores, vermelha de vergonha, com as mãos cruzadas atrás das costas. —Só me deixa olhar — sussurrou —. Nunca vi um homem se tocar.
Eu estava com a janela aberta e a mão onde não devia quando ouvi sua voz a três metros. Ao abrir os olhos, ela já estava me olhando.
Eu só queria conectar as câmeras ao celular. Em vez disso, encontrei gravado e datado o que minha mãe fazia toda vez que meu pai saía para trabalhar.
Eu achava que vivíamos cinco anos perfeitos, até ela entrar naquela loja e escolher algo que deixava claro que meu corpo já não bastava.
Sentei na penumbra, decidida a não tocar em ninguém e apenas observar. Mas meus dedos tinham outros planos enquanto eu a via se entregar a dois homens a um metro de mim.
Estava há cinco anos em seca e meu marido acabava de me propor um ménage em que ele participaria vestido de mulher. O mais louco: eu já sabia quem convidar.
Encontrei-o escondido na garagem, morrendo de frio. Nunca imaginei que, um ano depois, seria eu quem o convidaria a entrar na minha cama e no meu casamento.
Ela cruzou as pernas, me olhou por cima do livro e eu soube que aquela mulher estava há anos sem pedir permissão para nada. A hora morta do metrô virou outra coisa.
Ela levantou o vestido, me lançou um sorriso e começou a se tocar para o caminhoneiro que seguia ao nosso lado. Era só o começo de uma viagem inesquecível.