Instalei câmeras na obra e vi minha mulher com outro
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.
—Marina, você não vai acreditar: entrei para arrumar o quarto e tinha um casal na cama. E eu fiquei olhando da porta, sem conseguir me mexer.
Você não nos conhecia de nada, mas passou a tarde toda com a mão dentro da sunga, nos vendo brincar. E nós sabíamos disso desde o começo.
Quando senti o olhar dele cravado nas minhas costas da janela da frente, soube que naquela tarde eu não ia comprar pão: ia dar a ele algo muito melhor.
Nunca pensei que ver outro homem olhando para minha namorada nua, com as pernas abertas sobre a areia, seria a coisa mais excitante que eu sentiria na vida.
Fazia meses que fantasiávamos com a ideia. Naquela noite, enquanto ela subia a escada atrás da garçonete, soube que eu veria tudo do quarto ao lado.
Eu vinha imaginando aquilo havia semanas. Naquela madrugada, abri o portão, dei um passo no asfalto e soube que não ia parar até alguém me ver.
Achei que o balneário estivesse vazio até ouvir as risadas. Cinco vozes jovens, cinco olhares que não se desviaram do biquíni branco molhado contra minha pele.
Afastei a cortina com medo, pensando que eram ladrões. O que vi no quintal me deixou sem fôlego e com a mão tremendo entre as pernas.
Quando ele baixou a cueca sem me pedir para sair do quarto, eu soube que a tarde tinha deixado de ser sobre roupa esportiva.
Desci no meio da madrugada para pegar um copo d'água. A porta do quarto do fundo estava entreaberta, e de dentro saíam uma luz fraca e duas risadas cúmplices.
Eu tinha contado a ela minha fixação por travestis, mas nunca pensei que ela aceitaria se sentar naquele sofá para ver outra mulher me pôr de joelhos.
Naquele fim de tarde, girei o telescópio sem esperar nada novo e a vi: ajoelhada sobre a cadeira, alheia ao fato de que um desconhecido a trinta metros a observava em silêncio.
Toda vez que meu amigo entrava, ela trocava de roupa. Uma tarde inventei uma desculpa, dei a volta no quarteirão e entrei pelo quintal em silêncio.
Desci ao jardim para procurá-la e a encontrei atrás do vidro, sentada na cadeira, com seu assistente beijando suas pálpebras como se eu não existisse.
Descemos à cozinha seguindo uns gemidos e os encontramos. Nessa noite, aprendi olhando o que no dia seguinte me atreveria a tentar.
Bati na porta uma e mil vezes e ninguém abriu. Quando a recepção me deixou entrar, encontrei malas que não eram minhas debaixo da cama e um cheiro inconfundível.
Saí para tomar ar enquanto ele dormia. As luzes do apartamento da frente continuavam acesas, e então ouvi um gemido que não era o meu e soube que ia ficar para olhar.
Na primeira vez em que apontei o velho telescópio dos meus filhos para a janela da frente, soube que tinha me tornado algo que meu marido jamais imaginaria.
Ele passou anos colando o ouvido em paredes de motéis baratos. Numa noite, encontrou um fórum que prometia algo maior: cabines com vista para o prazer alheio.