Uma travesti no armário e a tarde que não acabou
Eu havia filtrado dezenas de perfis até chegar a Marcos. Tudo o que eu pedia, e a paciência que nunca sobra. Mas sempre alguém chega cedo demais.
Eu havia filtrado dezenas de perfis até chegar a Marcos. Tudo o que eu pedia, e a paciência que nunca sobra. Mas sempre alguém chega cedo demais.
Sozinho em casa pela primeira vez em meses, liguei a tela com a vaga intenção de matar o tempo. Ninguém imaginava o que eu estava prestes a descobrir sobre mim mesmo.
Quando a lona se abriu no meio da noite, soubemos que o que tinha começado entre nós ia se transformar em algo muito maior.
Não percebi em que tipo de bairro tinha me enfiado até Valeria parar em frente ao hostel. Quando entendi, já era tarde demais — e mesmo assim entrei.
Eu estava no limite. Sem dinheiro e sem opções, disquei o número de Rodrigo sabendo exatamente o que significava voltar a vê-lo.
Três meses sem nos vermos e, assim que ela desceu do avião, eu soube que algo ia acontecer. O que não calculei foi a testemunha na praia.
Vesti o vestido preto, as sandálias de salto e, pela primeira vez, não senti vergonha do corpo que vi no espelho. Naquela tarde, ele me esperava.
Alguém estava me tocando no escuro, com uma lentidão que não tinha nada de urgente. Abri os olhos e a voz de Valeria me disse: «Tá gostando, amor?».
Eu vinha olhando para minha cunhada há dois anos como não deveria. Nessa noite na boate, ela me perguntou se eu queria que ela contasse ou mostrasse.
Quando ela se aproximou de mim no bar, eu soube que aquela mulher faria o que quisesse comigo. E eu queria exatamente isso.
Passei anos escondendo essa parte de mim, mas com ela era diferente. Quando disse que queria nos ver, soube que não havia como dizer não.
Faziam três semanas que eu tinha sido deixado. Naquela noite entrei no bar sem vontade de nada e saí com a certeza de que não sabia nada sobre prazer.
Tinha quarenta e seis anos, esposa, amantes e uma vida perfeitamente organizada. Então o vi sair do banheiro e não consegui desviar os olhos. Esse foi o começo.
Estávamos nuas quando a campainha tocou. Camila foi abrir e eu me vesti às pressas. O que veio depois mudou tudo entre nós.
Sandra e eu os encontramos no jacuzzi. Pablo estava comendo Lucía, minha garota, sem perceber que tínhamos plateia. A noite ainda nem tinha começado de verdade.
Tinha quarenta e oito anos, esposa, três filhos e nenhuma dúvida sobre quem era. Tudo mudou no dia em que um rapaz jovem me pediu uma carona até o metrô.
Ele se apresentou como o ativo do chat. Mas quando pus as mãos nos ombros dele e vi como relaxou, entendi que naquela tarde as regras iam mudar.
Ela levava semanas sem tirá-lo da cabeça. Aquele rapaz magro do parque, com as mãos manchadas de carvão e um olhar direto que não pedia permissão a ninguém.
Seus pais tinham um casamento aberto e fama de pervertidos. Quando ele pediu ajuda com o trabalho final, jamais imaginou que seria incluído no roteiro.
Motoristas de remis que chegavam como ativos e acabavam me pedindo para eu penetrá-los. Funcionários que beijavam como loucos. Cada ofício era um mundo diferente.