Atravessei uma porta e apareci num mundo de submissas
Quando a porta violeta se fechou sob meus pés, soube que já não estava na minha cidade: aqui, os homens mandavam e elas só esperavam uma ordem.
Quando a porta violeta se fechou sob meus pés, soube que já não estava na minha cidade: aqui, os homens mandavam e elas só esperavam uma ordem.
Dançamos até a casa ficar em silêncio. Quando ela abriu a porta do meu quarto e disse que precisava de um favor, soube que aquele Natal mudaria tudo.
Todos na sala de espera nos olharam quando entramos de mãos dadas. Ninguém imaginava o segredo que eu guardava sob aquela minha tranquilidade.
Quando as luzes se apagaram e ficamos suspensos lá no alto, minha prima deixou de fingir inocência e me disse exatamente o que queria fazer comigo.
Eu sabia que ela estendia a roupa às quintas no mesmo horário. Naquela manhã saí sem nada por cima só para ver a cara que ela faria. Não esperava que ela sorrisse assim.
Disse para ela escolher onde passar o creme depilatório. Jamais imaginei que ela apontaria justamente para o lugar que mais ia me fazer sofrer.
— Hoje à noite você não me serve com as mãos — disse ela, erguendo a saia enquanto eu continuava de joelhos, esperando a única ordem que realmente importava.
Muita gente me pergunta de onde vem meu fetiche por luvas de borracha. Quase ninguém conhece a resposta. Começou numa sexta-feira, no quarto da minha tia, com a porta trancada.
Cada passo fazia o metal escondido sob sua saia soar. Vera aprendeu a viver encharcada, à beira, esperando a próxima agulha que ele cravaria em sua carne.
Ela chegou à pista como uma semiprofissional de modos impecáveis. Três aulas depois, era ela quem me colocava a chibata na mão e me pedia para não pegar leve.
Nuria foi ao consultório para se curar da própria luxúria; saiu tendo ensinado à jovem doutora que algumas fogueiras não se curam, se obedecem.
Apertei o play achando que seria uma despedida carinhosa. Dois minutos depois entendi que ela sabia tudo o que eu escondia, e que naquela noite a voz dela mandava em mim.
Todas as noites desço às masmorras com pão e água. Ontem à noite, a mulher acorrentada à coluna me esperava nua e com uma ordem nos lábios que eu não podia desobedecer.
Entrei por aquela porta convencida de conhecer meus limites. Três horas depois, entendi que eu mal começava a descobri-los, tremendo entre o medo e uma vontade que eu não sabia nomear.
Três dias aguentando seus caprichos foram suficientes: desta vez Renata não pretendia deixar passar nem mais uma, e Daniela estava prestes a descobrir até onde ia sua paciência.
Ele mancava, suava e não ousava me olhar. Quando mandei que tirasse a toalha diante do irmão, eu soube que ele faria tudo o que eu dissesse.
Saí daquela loja tremendo de desejo, sem imaginar que naquela mesma semana terminaria de joelhos, implorando para me usarem sem um pingo de ternura.
Sentei no centro da sala fingindo ser uma paciente inconsciente. Ninguém sabia que, a cada mão que me imobilizava, eu me desfazia por dentro pensando nele.
Chegamos exaustas e adormecemos abraçadas, de lingerie. Três dias depois, o dono do apartamento entrou com o café da manhã e um olhar que mudou tudo.
Juro que é uma história real, daquelas que não se contam em voz alta. Ela surgiu entre os arbustos quase nua, me pediu fogo e o resto veio sozinho.