O que meu colega da obra não me contou naquela noite
Achei que ia só conhecer uma mulher mais velha. Quando entendi o que realmente esperavam de mim, eu já estava nu no quarto dela e não havia volta.
Achei que ia só conhecer uma mulher mais velha. Quando entendi o que realmente esperavam de mim, eu já estava nu no quarto dela e não havia volta.
Por baixo da tanguinha apertada, se marcava um volume que eu não consegui parar de olhar. E ele percebeu. Naquela tarde, descobri algo que eu já não podia fingir ignorar.
Quando desci as escadas nua, minha cunhada ainda não sabia que tipo de surpresa meu sogro tinha preparado para ela naquela noite.
Havíamos recusado três casais. Quando enfim encontramos o casal perfeito, eles impuseram uma condição que nem nos nossos sonhos mais estranhos esperávamos.
Propus que ela dormisse no meu quarto para não ficar sozinha com o medo. Não imaginei o que aconteceria quando ela se deitou na minha cama.
Passamos semanas fugindo do que os dois sabiam que ia acontecer. Nessa noite, quando a ouvi descer a escada, não consegui mais fingir.
Eu estava com o conjunto preto de lingerie da minha sogra quando a porta se abriu. Atrás de Lucía, não vinha só Patricia. Também estava minha mãe.
Eu não sou do tipo que transa com desconhecidos no banheiro de uma boate. Ou não era. Naquela noite em Barcelona, uma saia curta e um erro mudaram tudo.
A primeira era minha professora de física. A segunda, de francês. As duas me chamaram a sós antes de partir de Valência, e descobri que despedidas podem ser muito diferentes.
Cheguei com a camiseta colada ao corpo por causa do calor, e ela abriu a porta com aquele sorriso que fingia não ter há anos.
Eu estava em coma havia um mês quando uma mão quente ergueu o lençol no meio da madrugada. Só ao abrir os olhos descobri quem tinha decidido me despertar.
Quando a guerreira loira se sentou sobre suas costas, ele deixou de ser um homem: era o tamborete vivo onde uma deusa tomava café da manhã com a rainha.
Eu não tinha feito nada errado. Ainda assim, enquanto esfregava o chão de joelhos, senti que meu corpo lhe pertencia mais do que nunca.
Quando a porta de madeira da minha cela rangeu depois da meia-noite, eu soube que era ele. Fechei os olhos. Não vim ao convento fugindo do mundo: vim fugindo do que sentia por esse homem.
Havíamos tentado ter um filho por dois anos, sem resultado. Quando o médico confirmou o que eu suspeitava, tomei uma decisão que ainda me custa explicar.
Cheguei exausta da universidade e me joguei na cama sem nem tirar os sapatos. Não sei quanto dormi. Quando abri os olhos, ele já estava sentado ao meu lado.
Cruzar as pernas no momento certo foi tudo o que precisei para que ele parasse de fingir que não me olhava. O resto foi só questão de tempo.
A Sofía me contou naquela noite que o namorado dela era grande demais para ela. Eu só sorri. Para mim, aquilo não era um problema, e sim um convite.
Toda sexta-feira, Marcos cruzava nossa porta sabendo que não voltaria a ser ele mesmo até o domingo. A coleira, a jaula e o vestido o esperavam.