O que vi na garagem da minha tia naquela tarde
Quando entrei naquela garagem sem avisar, encontrei duas mulheres com as mãos enfaixadas, os seios à mostra e a raiva de anos acumulada entre elas.
Quando entrei naquela garagem sem avisar, encontrei duas mulheres com as mãos enfaixadas, os seios à mostra e a raiva de anos acumulada entre elas.
Saí do estacionamento sem saber para onde íamos. Ela já tinha aberto a calça no banco do passageiro e não parava de respirar forte.
Fui ao aeroporto com um vestido vermelho apertado demais e um segredo entre as pernas. Naquela noite, o vermelho entrou na nossa pele, na nossa boca, em tudo.
Vinte anos de uniforme engomado, e eu nunca tinha tremido num corredor. Naquela noite, com o balde de gelo nas mãos, soube que iria me quebrar.