A submissa que não conhecia limites na despensa
Naquela tarde, ela atravessou a cortina da despensa sabendo que cumpriria cada ordem, por mais degradante que fosse, sem que ninguém a obrigasse.
Naquela tarde, ela atravessou a cortina da despensa sabendo que cumpriria cada ordem, por mais degradante que fosse, sem que ninguém a obrigasse.
Eu tinha escrito que seria minha primeira vez submetido. Não imaginei que o primeiro gesto ao abrir a porta seria uma bofetada e a ordem de me ajoelhar.
Ela entrou no mercado meio em ruínas em busca de provas para uma denúncia e encontrou quatro homens dispostos a usá-la como nunca ninguém tinha usado.
Ela aumentou o aquecimento ao máximo para que nenhum deles parasse de suar. Queria que chegassem cansados, sujos e com fome de fazer tudo o que ninguém ousava lhe pedir.
Desci até a casa dela achando que era um favor qualquer entre vizinhos. Ela me recebeu com um sorriso que não admitia perguntas e uma ordem que eu não soube recusar.
Cheguei à fazenda com minhas camisetas de marca e meu jeito de cidade. Elas tinham mãos calejadas, uma faca afiada e muita vontade de me colocar no meu lugar.
Devolvi as chaves do apartamento e, sem planejar, a semana terminou com a confissão que eu nunca pensei contar a ninguém: dois homens, uma amiga e uma só noite.
Aos dezoito entrei em Medicina com a maior nota do país. Aos vinte e quatro ainda não sabia o que era gozar. Esta é minha história.
Quatro anos atrás, a mãe dela entrou a tempo de evitar o pecado. Desta vez, com todo mundo longe e a banda estrondando lá embaixo, ninguém ia abrir aquela porta.
Cheguei destruída pela morte dos meus pais. Verónica me prometeu que no Brasil eu aprenderia a esquecer, mas nunca imaginei como minha própria irmã ia me consolar.
Servia o jantar como todas as noites, mas desta vez se ajoelhou ao lado do sofá. Naquela casa, depois da falência, o filho havia imposto uma nova lógica.
Trinta e dois graus, o menino dormindo e um único baralho entre os dois. Quando ela perguntou o que ele queria apostar, ele respondeu com a única coisa que vinha guardando a semana inteira sem coragem de dizer.
Cheguei como acompanhante de um colega, sem convite próprio. Três horas depois eu estava trancado no ático com duas estrelas pornô e sem vontade de sair.
Três gin-tônicas, dois colegas que eu mal conhecia e um sofá. O que começou como uma conversa de escritório virou a noite mais inesperada da minha vida.
Ele disse que eu podia ir embora quando pagasse minha dívida. Não havia correntes naquela porta, e ainda assim meus pés não saíram do lugar.
Ela se levantou irritada porque ele assistia ao futebol e nem a notava. Não sabia que a batida na mesa ia incendiar a tarde inteira.
Eu disse que sim porque me excitava mais do que a ela. O que eu não calculei foi pegar no sono justo quando a coisa ficava boa.
Aceitei o trabalho pelo dinheiro. O que eu não esperava era que o silêncio daquela casa acabasse nos empurrando, aos dois, para algo que nenhum de nós conseguia nomear.
Tinha vinte anos e um namorado me esperando em casa. Naquela tarde de calor, junto à piscina, descobri o quanto o corpo pode arder quando alguém decide se deixar levar.
Ajoelhei-me no centro do salão enquanto elas decidiam, frase por frase, como iriam me transformar. E eu só conseguia desejar que começassem logo.