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Relatos Ardientes

A nova estudante que queria provar minha submissão

3.1 (50)
Ilustração do conto erótico: A nova estudante que queria provar minha submissão

A reputação, como a fumaça de cigarro em um corredor fechado, acaba se infiltrando por todas as frestas. Na faculdade, as frestas eram as mensagens em grupos de WhatsApp que eu nunca via, os cochichos entre aulas, os olhares trocados quando alguém perguntava algo a outro com discrição demais. Eu estava há três meses dentro desse sistema, e o que tinha começado como algo privado e quase inimaginável agora tinha estrutura, horário e tarifa fixa.

Minha Ama tinha organizado tudo com a precisão de alguém que pensa antes de agir. As duas horas de pausa do almoço eram a moldura. O espaço era a área coberta atrás do poliesportivo, onde as árvores formavam uma tela natural e o fluxo de estudantes era mínimo. Os caras que ela havia designado como responsáveis funcionavam como filtro e garantia de ordem: cobravam antes de qualquer encontro, regulavam os tempos, mantinham a discrição acima de tudo. A tarifa era o que custava o prato do dia na cantina da faculdade. Um valor que qualquer um podia justificar nas despesas sem que ninguém perguntasse.

Minha Ama me explicara desde o começo: não se tratava do dinheiro. O dinheiro era uma convenção, uma forma de formalizar algo que, de outro modo, se tornaria caótico. Do que se tratava era de provar alguma coisa. De ver até onde ia minha obediência e até onde a demanda estava disposta a ir.

Nos primeiros dias, caminhar até aquele lugar me custava. Eu sentia o estômago pesado, as pernas lentas, algo parecido com pânico misturado a uma antecipação que eu não sabia nomear. Com o tempo, isso mudou. Agora era mais parecido com o que imagino que um ator sente antes de entrar em cena: tensão, sim, mas também uma concentração que põe tudo em ordem.

Era quinta-feira. Fazia frio, aquele frio de fim de novembro que já não hesita em ficar. Eu tinha colocado a saia que minha Ama escolhera para aquela semana, sem calcinha, como era de costume. Sem o vibrador que eu usara nas semanas anteriores: minha Ama decidira que aquilo era uma distração para o trabalho, que o trabalho exigia presença total. Caminhei pela lateral do prédio B com a mochila no ombro e os olhos no chão, sem cruzar olhares com ninguém. Sentia o ar gelado entre as coxas a cada passo, me lembrando de que eu estava aberta, disponível, pronta para abrir a boca quando me mandassem.

Meus dois primeiros clientes daquele dia eram alunos do quarto ano, rostos que já me pareciam familiares de um jeito impessoal. A rotina já estava estabelecida: eu me ajoelhei no chão de cimento frio diante do primeiro, um loiro alto que já conhecia minha boca de outras vezes. Ele baixou a calça e a cueca até as coxas sem dizer nada, e o pau dele saltou duro e grosso a um palmo do meu rosto. Eu o peguei com a mão, sentindo o peso, a veia grossa que o percorria de lado, e o enfiei na boca de uma vez só até a ponta encostar na garganta.

Ele soltou um gemido entre os dentes e me agarrou pelos cabelos, marcando o ritmo. Eu abri a boca o máximo que pude e deixei ele foder minha boca como bem entendesse. Chupei rápido e fundo, com a língua pressionada contra o dorso do pênis dele, deixando a saliva escorrer pelo queixo. Os ovos dele batiam no meu queixo a cada investida. Em poucos minutos ele já empurrava com força, segurando minha cabeça com as duas mãos, e então eu senti o pau inchar ainda mais entre meus lábios. Ele gozou na minha boca com três sacudidas longas, enchendo minha língua de porra quente e grossa. Engoli sem erguer o rosto, como tinham me ensinado, até a última gota. Quando tirei o pau da boca, ele ainda gotejava, e passei a língua pela ponta para limpá-lo.

Ele vestiu a calça sem me olhar e foi embora. O segundo já esperava.

Esse era moreno, mais baixo, com um pau mais fino, mas mais comprido. Ele agarrou minha nuca e me meteu até o fundo sem preliminares. Senti a garganta sendo tampada, o ânsia subindo, os olhos se enchendo de lágrimas. Ele não afrouxou. Fodeu minha boca por vários minutos, tirando-o só o suficiente para eu respirar entre engasgos antes de afundá-lo de novo. Quando gozou, fez isso no meu rosto: puxou minha cabeça para o lado no último segundo e disparou jatos grossos sobre minha bochecha, meu nariz, meus lábios entreabertos. A porra quente escorria pelo meu queixo e caía sobre meus peitos ainda cobertos pelo suéter. Eu estiquei a língua e limpei a ponta do pau dele enquanto ele respirava pesado por cima de mim.

Sem palavras desnecessárias. Sem contato visual prolongado. Ele ajeitou a roupa e foi embora. Eu fiquei ajoelhada, com o rosto encharcado, até Tomás me passar um lenço de papel sem me olhar. Limpei-me devagar enquanto esperava.

Era uma transação funcional. O que eu sentia durante e depois era mais complicado de descrever: não era exatamente degradação, porque degradação implica resistência, e eu não resistia. Era algo mais parecido com rendição, com a entrega consciente de algo que, em qualquer outro contexto, eu protegeria com unhas e dentes. Eu sentia a buceta molhada, inchada, pulsando contra o tecido da saia. Isso também fazia parte do sistema.

Quando os dois primeiros foram embora, Tomás se aproximou.

—Tem uma nova — disse, com a economia de palavras que o caracterizava —. Menina. Quer algo diferente dos outros. Diz que é amiga da Carmen, a que esteve na festa de outubro. Valeria já aprovou. Cobra o dobro da tarifa normal.

Assenti devagar. O coração me deu uma virada lenta e pesada.

Uma cliente. Uma garota. E que queria “algo diferente”.

Tomás não se alongou mais. Não era do feitio dele.

***

Cena 2 do conto: A nova estudante que queria provar minha submissão
La nueva chica pone las reglas.

Ela apareceu três minutos depois, caminhando entre as árvores com as mãos nos bolsos da blusa de moletom. Era baixinha, com o cabelo preto-azulado cortado na altura do queixo e dois piercings finos na sobrancelha esquerda. Usava um par de tênis de lona branca bem gastos na ponta e um olhar que não era de desejo, mas de avaliação. Me encarou de cima a baixo com a cabeça levemente inclinada, como se estivesse lendo alguma coisa escrita em letra miúda.

—Então é você — disse com a voz tranquila, quase suave —. A que obedece.

Não respondi. Com os caras eu sabia exatamente o que vinha, a ordem precisa das coisas: me ajoelhar, abrir a boca, engolir. Com ela eu não sabia onde pôr as mãos nem o que esperar.

—Ajoelha — disse.

Não foi um pedido. Tinha o tom de quem acabou de decidir alguma coisa e a comunica sem necessidade de dramatização. Eu me ajoelhei no chão sem pensar duas vezes.

Ela se agachou na minha frente, pegou meu queixo com dois dedos e ergueu meu rosto até o dela. Os olhos dela eram de um castanho claro, quase dourado àquela hora do dia, e me encaravam sem piscar.

—Carmen me contou bastante sobre você — disse baixinho —. Quero ver se ela exagera ou se fala a verdade.

Ela cheirava a sabonete neutro e ar frio. Senti o hálito dela roçar meu rosto quando falou. Ela passou o polegar pelo meu lábio inferior e notou na hora o rastro de porra ainda preso no canto da boca.

—Vejo que você já esteve ocupada — disse, com um meio sorriso que não era nem cruel nem gentil —. Ótimo. Gosto de te encontrar assim.

Ela levou o polegar à própria boca e o chupou devagar, me olhando nos olhos.

—O que eu quero é simples — continuou, se erguendo com calma —. Você vai lamber meus pés. Primeiro os pés. Depois, se eu ficar satisfeita, o interior dos meus tênis. E depois a gente vê.

Levei um segundo para processar a instrução. Não por rejeição, mas porque o corpo às vezes precisa desse instante para organizar o que vem.

—Algum problema? — perguntou. Agora havia, sim, algo cortante por baixo da calma.

—Não, senhora — respondi —. Nenhum.

Ela se sentou no banco de madeira encostado na parede do poliesportivo, desamarrou o tênis direito com movimentos lentos e deliberados e o tirou. Depois a meia. O pé dela era pequeno, com as unhas pintadas de um bordô quase preto. Ela o estendeu para mim sem cerimônia.

Eu me inclinei.

A pele estava fria por causa do ar de novembro e tinha gosto de tecido e de exterior, de algo limpo e concreto. Passei a língua pelo peito do pé devagar, seguindo o arco até a base dos dedos. Ela não fez nenhum som. Tinha o braço apoiado no encosto do banco, me observando de cima com uma calma que me parecia mais difícil de sustentar do que qualquer outra coisa que eu já tivesse enfrentado.

Envolvi o dedão com a língua, coloquei-o inteiro na boca e chupei como se fosse um pau pequeno. Depois o seguinte. Cheguei ao mindinho, onde ela usava um anel de prata bem fino, e senti o metal frio nos lábios. O gosto era real, sem filtros, sem a distância que às vezes coloco entre o que faço e o que processo. Era ela, direto, sem mediação possível.

O calor que começou no estômago desceu devagar até a boceta. Senti os lábios incharem, a umidade começar a escorrer pela parte interna das coxas.

—O outro — disse.

Repeti o processo com o pé esquerdo, dessa vez com mais calma. Passei a língua entre os dedos um por um, chupei todos, deixei a saliva molhar o peito do pé. Senti a respiração dela ficar um pouco mais pausada, embora ela continuasse controlando a expressão do rosto. Ela não queria me dar a satisfação de reagir. Isso também era dominação.

—Bem — disse ela por fim —. Agora os tênis.

Ela me passou o primeiro. Era de lona branca, bem gasto nas laterais, com a palmilha afundada pelo uso e as bordas internas desgastadas por anos de atrito diário. O cheiro foi a primeira coisa: forte, concentrado, uma mistura de suor, tecido e ela. Direto e sem possibilidade de erro.

Olhei para Tomás por um instante. Ele assentiu de leve, sem me encarar.

Levei o tênis ao rosto e enfiei a língua no interior. O tecido áspero raspou meu céu da boca. O gosto era intenso e cru, sem possibilidade de distância. Senti minhas bochechas queimarem. E ao mesmo tempo, e isso era o que me custava mais organizar na cabeça, senti a boceta escorrendo com uma clareza que não admitia interpretação. As coxas ficaram pegajosas. Se eu me levantasse, ia notar molhando até as meias.

A humilhação não me fechava. Me abria.

—Devagar — disse ela —. Quero que fique claro que você está fazendo direito. Tira todo o sabor.

Passei a língua por toda a palmilha lentamente, seguindo cada costura, cada área gasta. Chupei as bordas, as pontas onde a lona já tinha ficado quase cinza de tanto uso, a parte interna onde o suor de meses havia se concentrado. Quando terminei, ela me estendeu o segundo tênis em silêncio. Trabalhei-o da mesma maneira, com a mesma atenção, enquanto ela me observava de braços cruzados e com aquela calma que era a forma mais eficiente de dominação que eu tinha encontrado até então: não a raiva, não o grito, mas a expectativa quieta e sustentada.

Quando acabei, eu tinha a boca pastosa e os lábios inchados. O cheiro dos tênis dela tinha entrado no meu nariz e não saía.

Houve um silêncio longo. O vento mexia os galhos das árvores ao fundo. Alguém passou do outro lado do prédio sem me ver.

—De pé — disse ela por fim.

Eu me ergui. Minhas pernas tremiam levemente, e não era de medo.

Ela deu um passo na minha direção, sem pausa. Enfiou a mão por baixo da minha saia com um gesto direto, sem apalpar, como se soubesse exatamente onde encontrar o que procurava. Os dedos dela roçaram a parte interna da minha coxa, molhada até a metade, e subiram até a boceta. Pararam ali. Senti dois dedos abrirem meus lábios com calma, registrando o quanto estavam inchados, encharcados.

Cena 4 do conto: A nova estudante que queria provar minha submissão
Todo queda bajo control.

—Olha isso — disse baixinho, quase divertida —. Você está pingando. Goza só de lamber o tênis de uma desconhecida.

Não era uma pergunta. Eu não respondi.

Ela enfiou um dedo dentro, devagar, até o fundo. Deixou-o ali um momento, sentindo como eu me apertava ao redor dele, e então acrescentou um segundo. Começou a me foder com os dedos sem pressa, com um ritmo lento e deliberado, me encarando para registrar cada reação. Eu cerrei os dentes para não gemer. Senti o prazer subindo da boceta até a garganta. Minhas pernas se abriram sozinhas, buscando mais profundidade. Ela sorriu com um canto da boca.

—Isso — murmurou —. Abre direito.

Encurvou os dedos para cima e encontrou o ponto exato. Pressionou-o com a ponta dos dedos enquanto o polegar procurava meu clitóris por cima. Começou a esfregá-lo em círculos pequenos, sem acelerar, sem mudar o ritmo, me olhando com aquela calma terrível que ela tinha. Minha respiração saiu do controle em menos de um minuto. Senti o orgasmo subir pelas pernas, acumular-se no baixo ventre, romper numa onda que me fez agarrar o banco para não cair. Gozei na mão dela com um gemido abafado que mal consegui conter entre os dentes, enquanto ela continuava movendo os dedos dentro de mim até extrair a última contração.

Quando retirou a mão, os dedos brilhavam do meu gozo até os nós. Ela os observou um instante com interesse clínico. Depois os levou até o meu rosto.

—Limpa.

Abri a boca e os chupei um por um, saboreando a mim mesma na pele dela. Ela sorriu então, pela primeira vez, com um sorriso genuíno que não tinha nada de cruel.

—A Carmen não exagerou — disse, tirando enfim a mão e sacudindo-a algumas vezes —. Você é um bom investimento.

Ela se virou para Tomás, tirou uma nota dobrada do bolso da blusa e lhe passou. Ele contou e assentiu. Tudo em silêncio, com a eficiência de algo que já tinha protocolo.

—Talvez eu volte — disse a ele, como se eu não estivesse presente —. Depende de como eu me sentir. Da próxima vez quero experimentar outras coisas com ela.

Ela calçou os tênis de novo, amarrou-os sem pressa e sumiu entre as árvores sem olhar para trás.

***

Minha Ama chegou dez minutos depois, quando os responsáveis já estavam guardando o dinheiro do dia. Ela me avaliou com aquele olhar rápido que abrangia tudo em um segundo: o cabelo desalinhado, os lábios inchados, a mancha de umidade que atravessava a parte interna da minha coxa e que a saia não conseguia esconder por completo.

—Como foi?

—Bem — respondi.

Tomás interveio sem que pedissem:

—A melhor gorjeta da semana toda. A menina disse que talvez repita. E fez gozar na minha frente.

Minha Ama assentiu com uma satisfação quase matemática. Pôs a mão na minha nuca por um instante, breve e firme.

—Eu sabia — disse —. Você já era boa. Agora também é completa.

Ela passou dois dedos pelo meu lábio inferior, registrando alguma coisa, e depois os enfiou na minha boca. Eu os chupei sem pensar.

—Boa cadela — murmurou, quase para si mesma.

Recolhi minhas coisas em silêncio. Ainda tinha o gosto dos tênis de Iris na língua, misturado ao da minha própria boceta e ao dos dois caras de antes. As bochechas ardiam. E alguma parte de mim, a parte que minha Ama vinha construindo com paciência desde o início, se sentia estranhamente inteira.

Não era orgulho no sentido habitual da palavra. Era outra coisa mais difícil de nomear: a satisfação de ter agido bem em terreno desconhecido, diante de alguém novo, com um pedido que eu não tinha previsto. De ter respondido como aquilo que minha Ama dizia que eu era: não só obediente por hábito, mas adaptável por algo que ia além da obediência.

Voltei caminhando para o prédio B com a mochila no ombro, entre os grupos de estudantes que retornavam da cantina. Eu sentia a boceta ainda pulsando, sensível, úmida contra o tecido da saia. Ninguém me olhava de outro jeito. Ninguém perguntava nada. O campus seguia seu ritmo habitual, alheio a tudo.

Essa também era uma das regras do sistema que minha Ama construíra: o silêncio era a moeda mais valiosa, mais do que a tarifa e mais do que qualquer gorjeta.

E eu, acima de tudo, sabia guardar silêncio.

Fiquei me perguntando se Iris voltaria. E me perguntei também o que ela pediria se voltasse. Se me foderia com os dedos outra vez, se me obrigaria a lamber sua boceta até fazê-la gozar na minha boca, se me emprestaria para outra como ela para me ver se entregar diante das duas.

Não era medo o que eu sentia ao pensar nisso. Era algo muito parecido com a antecipação com que eu caminhava até o poliesportivo todas as tardes: nervosa, sim. Mas pronta.

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