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Relatos Ardientes

O barão cativo que a supervisora subjugou

A supervisora Maelvira sorriu ao ver como quatro guardas arrastavam até a entrada do Lodazal aquele que até pouco tempo havia sido o altivo, atraente e poderoso barão Verlandt Kreshan. Naquele momento, ela conversava com um supervisor de patente inferior, e o espetáculo lhe pareceu um presente inesperado. O aspecto do nobre era lamentável: grilhões pesados nos pulsos e nos tornozelos, o corpo nu, a pele cortada pelas marcas do martírio. Corriam rumores de que a própria Deusa Vharassa havia empunhado pessoalmente o chicote de nove caudas, uma honra pouco comum que poucos sobreviveram para relatar.

— Supervisora Maelvira — o guarda, enorme e musculoso, inclinou apenas a cabeça —, trouxemos um novo morador do Lodazal. E, como verás, um convidado de honra. Ha, ha, ha.

— Ora, ora... — ela se aproximou do nobre, que havia se deixado cair de joelhos e a observava com um ódio puro, sem fissuras —. O famoso barão Kreshan. Quiseste desafiar nossa Deusa e achaste que não haveria consequências.

— Cadela escrava... — ele cuspiu com desprezo.

Um guarda lhe deu um chute no estômago. O barão se dobrou sobre si mesmo e caiu de cara no chão.

— Quieto — ordenou Maelvira ao guarda —. Não o bata mais. Não quero que o danifique nem que o impeça de sobreviver por mais tempo do que ele mesmo gostaria aqui. Cadela escrava? Sou. Sou uma orgulhosa cadela escrava da minha Deusa, a quem minha vida pertence. Mas você não vai ser nem isso.

***

Ela fez um sinal para que os guardas o segurassem enquanto as ciclópicas portas de aço enferrujado, gravadas com os símbolos de poder da Deusa, começavam a se abrir gemendo sobre suas dobradiças. Maelvira colocou a máscara com respirador, e sua ajudante a imitou. A rajada de pestilência que se espalhou à medida que as folhas cediam fez os guardas torcerem o rosto e taparem o nariz. O fedor era insuportável: uma mistura de fezes, putrefação e todo tipo de dejeto. Arrastaram o barão através de um salão amplo até duas portas de grades, atrás das quais se adivinhava um mundo de lama, excremento e bestas.

O barão cerrou os dentes. Não, não iria implorar. Não daria essa satisfação à bruxa nem à sua camarilha. Ele só quisera exercer seus direitos como nobre, e a consentida da Deusa, a infame Lirín, o havia denunciado depois de ela mesma aceitar ser usada. Maldita seja. Ele a tinha posto de quatro sobre a cama, com a bunda aberta para ele, gemendo como uma puta enquanto lhe enfiava a rola até o fundo da boceta e depois do cu. A rapariga tinha gozado duas vezes no pau dele antes de ir embora. E depois foi choramingar para a Deusa. Maldita puta traidora. Tiraram-lhe os grilhões e o jogaram na lama. As portas de grade se fecharam atrás dele.

— Apodreça aí — retrucou um guarda, cuspindo entre as grades.

— Não se preocupe — riu Maelvira por trás da máscara —. Ele vai apodrecer, se consumir e, melhor de tudo, acabará se regozijando com isso.

***

O barão se ergueu e avançou com dificuldade por uma lama espessa e fétida até um muro de pedra negra e lisa. Encostou as costas e se deixou cair até ficar sentado. A alguns metros, dois porcos enormes o observavam, maiores que os comuns. Ele não conseguia calcular as dimensões do lugar; de fora parecia grande, mas não tanto. Os muros eram altos demais para escalar, e pelas ameias circulavam guardas e supervisores de máscara e respirador, desfrutando do único prazer que a vida lhes concedia além de adorar a Deusa: contemplar e provocar sofrimento, degradação e indignidade.

— Ei, barão, está confortável no meio da merda? — gritou um lá de cima.

— Desce aqui para conferir, filho da puta, e diz à tua Deusa que eu a maldigo! — respondeu ele, tirando forças de onde não havia, embora as torturas o tivessem deixado quebrado.

— Ha, ha, ha. Nossa Deusa não se ocupa de porcos.

Adormeceu de puro esgotamento, apesar das náuseas que lhe retorciam o estômago. Quando abriu os olhos, deu um solavanco: uma mulher estava de quatro diante dele, observando-o.

— Cheiro... diferente — disse ela com voz áspera —. Uggg... uggg...

Soube que era uma mulher porque os seios balançavam quando ela se movia, embora todo o corpo estivesse coberto de imundície. O que lhe chamou a atenção foram os olhos: limpos em contraste com a sujeira do rosto, e completamente vazios, sem expressão alguma. Os peitos, longos e flácidos, pendiam enlameados, e entre as coxas adivinhava-se uma boceta peluda e suja que a mulher coçava sem pudor. Ele a afastou com um chute, mas então apareceu um homem ao lado dela, com a rola meio ereta pendendo entre as pernas encrostadas.

— Cheiro estranho... novo aqui — resmungou ele, farejando —. Meu... uggg...

O barão se levantou apoiando-se na parede, com a lama cobrindo-lhe acima do tornozelo, e lhe desferiu um chute.

— Fora, lixo. Afastem-se de mim — gritou, desesperado.

Os dois se afastaram, e o barão viu com nojo como eles enfiavam o focinho na lama e devoravam algo que preferiu não identificar. Só então tomou consciência da fome e, acima de tudo, da sede. Tinha a garganta e os lábios secos. Deixou-se escorregar de novo até o chão. Se não o haviam executado, raciocinou, seria porque pretendiam alimentá-lo de algum modo. Ou não? Precisava dormir. Precisava poupar forças.

***

Despertaram-no à força. Três machos o haviam imobilizado de bruços e enfiavam sua cara no barro. Sentiu como mãos calejadas e sujas lhe abriam as nádegas de súbito, e então uma rola dura e grossa se cravava no seu cu em seco, sem aviso, sem piedade. Uivou contra a lama, com a boca cheia de merda líquida, enquanto o pau lhe rasgava o reto numa investida brutal. O macho investia com fúria animal, rosnando sobre sua nuca, e se esporrou dentro dele em poucos minutos, deixando o esperma escorrendo entre as coxas. Não houve pausa: o segundo o montou de imediato, agarrando-o pelo pescoço, e lhe fodeu a bunda já ensanguentada com a mesma gana, cuspindo nas suas costas enquanto se movia. O barão sentiu o ânus ceder, abrir-se contra a própria vontade, sentiu a rola entrar e sair chapinhando na mistura de porra, merda e sangue. Quando o segundo gozou com um rugido, o terceiro já lhe abria as pernas. Este foi o pior: tinha uma verga enorme, quase bestial, e o penetrou até o fundo com uma única estocada que lhe tirou o fôlego. Fodeu-lhe a bunda devagar, como se saboreasse, segurando-lhe os braços contra as costas, enquanto os outros dois, sentados na lama, esfregavam as rolas e o observavam. Quando enfim terminou, encheu o interior dele com um jato quente e espesso, e se retirou com um som úmido que lhe deixou o cu aberto, pingando porra sobre a lama.

Foi sodomizado pelas bestas sem poder fazer nada além de rogar para que terminassem logo. Quando o largaram sobre o lodo, com o cu ardendo e o esperma alheio escorrendo pelas nádegas e pelas coxas, a raiva se misturou às lágrimas. Ouviu passos. Levantou os olhos e viu Maelvira, com suas botas imponentes e um uniforme de couro negro que se ajustava a cada curva.

— Baronzinho... parece que você se tornou uma porquinha muito apetitosa para os machos do lugar, não é? — zombou, olhando com deleite o cu dilatado que ainda expelia porra —. Olha só como deixaram seu buraquinho. Todo cheio de leite. Imagino que você esteja com sede.

Ela lhe mostrou uma tigela com água.

— Eu... vou te matar... — ele conseguiu articular.

A supervisora derramou a água sobre a lama, riu e foi embora. O barão lambeu os lábios olhando a poça. Era simples sobrevivência. Se quisesse viver para se vingar, só precisava pensar em viver. Arrastou-se até a água suja e bebeu. Aquilo o saciou.

Também teve de se alimentar dos restos podres que os guardas jogavam do muro. Pela primeira vez disputou comida com um porco e duas criaturas que em outro tempo haviam sido humanas: sobras fétidas que devorou com a avidez de quem está há dias sem comer, misturadas à lama. Chegou até a morder o porco para afastá-lo. Sobreviver. Só isso importava.

***

Com o passar dos dias, ficou claro para ele que era mais prático se mover de quatro, então deixou de andar ereto. Todas as noites, ou o que ele supunha ser noite, algum macho o montava. Às vezes um, às vezes dois, às vezes a piara inteira. Seu ânus havia se tornado um buraco flácido e sempre úmido, incapaz de se fechar por completo, que pingava porra velha e merda. Aprendeu a erguer a bunda assim que sentia um corpo atrás, a abrir as pernas e deixar fazer. Era mais rápido. Doía menos.

Numa manhã, o aroma de couro o fez levantar a cabeça. Era Maelvira.

— Parece que você está se adaptando. Para começar, os porcos e as outras bestas não te devoraram. Venha comigo, se quiser comer.

Ela se virou e começou a andar. Comer. O barão lambeu os lábios. Nem sequer considerou que aquilo fosse mais um dos jogos dela; só pensou que, se a seguisse, comeria. E foi isso que fez. Engatinhou atrás dela até uma das portas de serviço da muralha. Ao cruzar o limiar, encontrou uma sala iluminada por tochas, onde seis guardas o esperavam.

— Lavem-no e desinfetem-no — ordenou Maelvira.

Jogaram-no num poço de água e o esfregaram com escovas como a uma besta. Abriram-lhe as nádegas e enfiaram uma mangueira no cu dele, lavando-o por dentro; um jato de água suja, porra e merda saiu em jorros quando a retiraram, e os guardas soltaram uma gargalhada. Esfregaram-lhe a rola e os ovos até ficarem vermelhos, lavaram sua boca com uma escova áspera. O barão permaneceu passivo; em sua cabeça só havia espaço para comida. Não sabia quanto tempo levava no Lodazal. Dias? Semanas? Era impossível saber: uma penumbra perpétua envolvia o lugar e impedia contar a passagem dos dias.

Depilaram-lhe o corpo inteiro, até a cabeça, de modo que nunca mais lhe nascesse um único fio de pelo. O púbis liso, os ovos raspados rente, a bunda sem pelos e brilhante. Jogaram-lhe um pedaço de pão mofado, que ele devorou. Quando o julgaram pronto, mandaram-no sair, e ele o fez de quatro. Maelvira o aguardava com um pedaço de carne na mão, sacudindo-o.

— Muito bem, porco — disse, e deixou-o cair no chão.

O barão atirou-se sobre a carne e a devorou. A supervisora afagou seu couro cabeludo, consciente do progresso dele. Ele já não tentava se erguer, já não insultava nem falava: respondia a estímulos básicos.

— A carne está gostosa, porco?

— Sim... sim... — respondeu ele, comendo sem usar as mãos, hábito adquirido.

— E você não deveria me agradecer? — o tom era afiado, sem nenhum vestígio de deboche; parecia exigir algo razoável.

— Gra... obrigado — hesitou um instante, mas sua mente formulou um pensamento brutalmente lógico: se demonstrasse gratidão, talvez comesse e bebesse outra vez —. Obrigado, supervisora.

Maelvira, experiente nesses assuntos, percebeu outra coisa, e o regozijo a invadiu: a rola do barão estava dura, ereta contra o ventre, com a ponta brilhante de líquido pré-ejaculatório pingando devagar no chão. Tinham se passado semanas, mas ela conseguiu. O orgulhoso nobre sentia tanto prazer em ser humilhado que o corpo já não fingia nem respondia apenas ao medo. Ela se agachou, rodeou a verga com a ponta de um dedo enluvado e a percorreu da base ao glande. O barão gemeu como um animal e empurrou os quadris em direção a ela.

— Você está feliz, porco?

— Sim — não disse mais nada; um novo pedaço de carne lhe encheu a boca.

***

A supervisora sorriu. Se ele soubesse que estava comendo a fêmea que vira no primeiro dia. A primeira fase estava concluída. A verdade era que ela perdera a aposta com sua ajudante: esperava mais resistência do barão, mas não houve.

— Muito bem, porco. Hoje você dormirá aqui, fora da lama, e comerá carne. Mas antes terá de me implorar para que os guardas o usem, e deverá ser carinhoso com eles.

O barão pensou por um momento. Devia sobreviver. Devia aceitar. Mas sobreviver para quê? Não tinha clareza. A única coisa certa era que a supervisora estava sendo boa com ele, que ele comia e bebia, e que uma excitação estranha lhe percorria o corpo porque sabia que ela gostava quando o usavam. Ela não o batia com a vara; lhe dava comida e atenção.

— Por favor, supervisora, quero que os guardas me usem — ele se prostrou e beijou as botas sujas de Maelvira —. Que me fodam a bunda, que me ponham a rola na boca, o que eles quiserem. Por favor. Eu imploro.

— Quem é você?

— Sou um porco...

— Os porcos não falam. Não acredito que você seja um porco.

— Oiggggh... oiggggh...

Os guardas se aproveitaram dele com crueldade grosseira; não se podia esperar mais daqueles brutamontes. O primeiro agarrou sua nuca e enfiou a rola até a garganta numa única investida. O barão engasgou, cuspiu, sentiu lágrimas e saliva escorrendo pelo queixo, mas o guarda continuou a investir-lhe a boca com fúria, fodendo sua garganta como se fosse uma boceta, até despejar a porra entre seus lábios. O leite quente lhe encheu o paladar e escorreu pelo queixo, caindo em fios espessos sobre o chão. Não lhe deram trégua. Outro lhe agarrou os quadris e o pôs de quatro, cuspiu no seu cu e enfiou a verga até as bolas. O barão rosnou, com as mãos e os joelhos apoiados no chão, enquanto o guarda o penetrava com brutalidade, dando tapas nas nádegas até deixá-las vermelhas. Um terceiro se pôs à sua frente e lhe ofereceu a rola; o barão, sem precisar que pedissem, a agarrou com a boca e começou a chupá-la com avidez, sugando e lambendo, ouvindo os elogios grosseiros do guarda. Foderam-lhe a bunda em turnos, um após o outro, sem descanso, e cada um esvaziou a porra dentro dele. O quarto, o quinto, o sexto. O esperma escapava do cu dele e escorria entre as coxas, formando poças no chão sob os joelhos. Um o colocou de barriga para cima, levantou-lhe as pernas até quase encostá-las no peito, e lhe fodeu a bunda olhando nos olhos, rindo da maneira como o rosto dele se contorcia entre o nojo e o prazer. O barão tinha começado a masturbar a rola dura como pedra enquanto o montavam, sem perceber, gemendo, rosnando, empurrando-se contra a verga que o atravessava.

Maelvira assistiu à cena acomodada num divã, enquanto um escravo bonito lhe comia o sexo com delicadeza e destreza, um sexo decorado com uma multidão de argolas nos lábios, as mesmas que, tempos antes, haviam sido costuradas com uma corrente para mantê-lo em castidade. O rapaz tinha a língua treinada: lambia as argolas uma a uma, puxava-as com os dentes na suavidade exata e mergulhava a ponta da língua entre as pregas encharcadas da boceta de sua ama. Chupava-lhe o clitóris com a boca inteira, sugando, e voltava a descer para lamber-lhe o cu com a mesma devoção. Maelvira enterrou os dedos no cabelo dele e apertou sua cara contra o sexo enquanto observava os rosnados e os gritos do barão, que a excitavam tanto quanto vê-lo submetido à rudeza dos guardas, aos quais raras vezes se permitia descarregar a excitação. Vê-lo com a boca cheia de rola, com a bunda aberta de par em par, escorrendo porra alheia, enquanto se masturbava... aquilo valia cada gota de suor.

A supervisora atingiu o clímax com um espasmo profundo que lhe contraiu todo o ventre; gozou sobre a boca do escravo com um gemido longo e rouco, e seus gemidos se uniram aos do guarda que terminava dentro do reto castigado do barão, enchendo-o pela enésima vez de leite quente. Suspira fundo e afastou o escravo, que imediatamente se sentou sobre os calcanhares, o olhar baixo e os dedos entrelaçados na nuca, com o rosto encharcado e brilhante de gozo.

— Meu porco... você gozou?

— Sim, mi... — a bota de Maelvira em seu rosto lhe lembrou que os porcos não falam —. Iiiiggh... iggggh...

— Que patético — sorriu diante da ereção notável do barão, que seguia gotejando pré-gozo sobre a poça de porra entre seus joelhos —. E ainda por cima duro. Vejam-no, guardas, a rola dura como pedra depois de ser fodido por seis. É uma porquinha perfeita. Muito bem, guardas, levem-no de volta para a lama.

O barão não protestou. Sabia que era inútil. Arrastaram-no sem resistência, com a bunda aberta e pingando porra por todo o chão até a porta.

***

— Senhora, ele já está subjugado? — perguntou o supervisor ajudante.

— Está perto, mas eu não quero apenas subjugá-lo, Doran. Eu quero mais.

— Minha senhora se supera a cada dia — ele fez uma leve reverência e olhou para o escravo bonito, que continuava junto ao divã com o olhar perdido —. E este?

— Mande-o para a cela dele. Trate-o bem.

— Ele é lindo, minha senhora... poderia...? — pigarreou e ajeitou o volume que crescia sob a calça de couro —. Fiquei excitado vendo-o me chupar você.

— Não, não pode.

E ela foi para seus aposentos, onde desejava se livrar da sensação de sujeira do Lodazal. A sala, funcional e iluminada por lampiões de luz amarelada e mortiça, recebeu-a em silêncio. Dois escravos a ajudaram a despir o traje barroco de couro negro e, a uma ordem sua, retiraram-se apressadamente para a jaula do fundo. Sabiam que sua Dona ia celebrar seus rituais de agradecimento à Deusa.

Ajoelhou-se diante de um espelho de moldura decorada com figuras grotescas que pareciam se mover. Na mão direita empunhava um chicote; suas costas exibiam os traços de antigas flagelações. Com a outra mão, brincou entre as argolas que adornavam seu sexo, puxando-as com dois dedos, sentindo como o metal frio esticava os lábios da boceta até fazê-la gemer.

— Minha Deusa... obrigada por permitir que esta serva te pertença.

Vez, vez, vez. Ela se flagelou com força, e gemeu de dor e prazer enquanto os dedos se enterravam em seu sexo encharcado. Meteu três dedos de uma vez, investindo na própria boceta com a mesma cadência com que chicoteava as costas. O clitóris lhe inchou, vermelho e pulsante, e ela o beliscou entre o polegar e o indicador até arrancar de si um grito.

— Eu te entrego meu prazer com devoção, Deusa sublime. Não sou nada sem você.

Vez, vez, vez. Com uma cadência medida, castigou-se para honrá-la. Sua mão fechou-se num punho que escavou sua gruta: quatro dedos, depois o polegar, e o punho inteiro se afundou na boceta aberta, chapinhando em seu próprio fluido. Prazer e dor, dor e prazer; na verdade, tudo era prazer. Ela se fodeu com o punho, empurrando para dentro, para dentro, até o punho, sentindo o sexo se esticar ao redor dele. As costas lhe se desenharam a chicote e sangue, fios vermelhos escorrendo dos ombros até as nádegas, e ela chorou de emoção quando, no espelho, apareceu a imagem da Deusa com um sorriso antinatural e belo. Como um sussurro, ouviu sua voz doce e poderosa: “Minha escrava fiel e devota, quero que saiba que te amo, amo tua alma porque ela me pertence”. E Maelvira recebeu a graça de um orgasmo brutal que sacudiu todo o seu corpo, jorros de gozo quente escapando ao redor do punho, e ela desabou no chão com a mão ainda enterrada na boceta, feliz por ser escrava de uma deusa tão perfeita.

***

O barão engatinhava pela lama junto com os outros porcos humanóides. Naquele dia, os porcos haviam comido primeiro, e as criaturas remexiam no lodo em busca dos restos que eles haviam deixado. Da muralha, jogaram água que formou poças infectas, bebericadas com avidez. O barão já havia cruzado a linha: agia como mais um da piara. Uma maçã podre, um resto de peixe fétido e, depois de brigar com dois machos, até mesmo um pedaço de carne de procedência que era melhor não imaginar.

Uma fêmea o olhou com avidez. Aproximou-se, apontou para a carne e depois se virou para mostrar-lhe a traseira, abrindo as nádegas com as duas mãos para exibir um cu largo e sujo e uma boceta peluda, ambos oferecidos sem vergonha. O barão entendeu na hora. Sua rola reagiu, inchando entre as pernas até ficar dura e pingando pré-gozo sobre o barro. A fêmea fedia, mas ele também, e ela lhe estava oferecendo os buracos em troca de comida. Com brutalidade animal, emitindo um rosnado sonoro, ele se lançou sobre ela e a penetrou com ansiedade violenta, enfiando a verga na boceta até o fundo numa única investida. A fêmea rosnou e empurrou o cu para trás, buscando-o. Ele a agarrou pelos quadris cobertos de sujeira e a fodeu como um porco, com investidas curtas e rápidas, ouvindo o chapinhar obsceno da rola entrando e saindo da boceta encharcada. Tirou a verga gotejando fluido, cuspiu no cu da fêmea e a enfiou ali, na bunda, sem preâmbulos. Ela soltou um rosnado mais agudo e começou a se mover contra ele, dando-lhe ela mesma as investidas. O barão segurou-lhe o cabelo embaraçado como se fossem rédeas, puxou-o para arqueá-la e continuou a investir com fúria até sentir a porra subir dos ovos. Gozou com um rugido dentro do cu da fêmea, enchendo-a de esperma, sacudindo os quadris contra as nádegas imundas até se esvaziar por completo. Um lampejo de lucidez o fez tomar consciência do que fazia — ele, o barão Kreshan, fodendo uma besta humanóide numa poça de merda, com as risadas dos guardas ecoando lá de cima — mas ele não ligou, assim como não ligou para o olhar da supervisora. Tirou a rola do cu da fêmea com um som úmido, e uma língua espessa de porra a seguiu, escorrendo pelas coxas dela. Não houve prazer, apenas um alívio animal. Jogou à fêmea um pedaço de carne podre, e ela agradeceu com rosnados, comendo-o com a bunda ainda aberta e pingando a porra dele.

***

O dia avançava quando a voz de Maelvira, amplificada por um megafone, ressoou sobre os muros.

— Atenção, escória. Lixo. Bestas inferiores aos porcos que vocês devem honrar. Sua existência miserável não pode continuar sendo improdutiva. Vocês não são mais do que parte da merda sobre a qual se arrastam, mas nossa Deusa ordenou dar a vocês um propósito que cumprirão com dedicação. A partir de hoje, recolherão seus próprios excrementos e os de seus superiores, os porcos, e os depositarão nos cestos que lhes entregaremos. Os campos do reino precisam de adubo, e todos os dias vocês deverão cumprir uma cota. É simples, até para os mais estúpidos: recolhem merda, comem; não recolhem, não comem.

Uns cestos presos a cordas desceram da muralha. O barão ergueu o olhar para a supervisora, imponente em seu traje de couro e sua máscara com respirador, uma figura tão poderosa que suspirou de prazer e sentiu a rola endurecer de novo entre as pernas enlameadas. Tinha um propósito. Talvez, se o cumprisse, ela fosse boa com ele.

De repente, ao lado de Maelvira, içaram um macho do Lodazal amarrado a uma cruz, à vista de toda a piara e dos guardas excitados. Tinham-lhe aberto as pernas e os braços em cruz, e o corpo nu, ensebado, pendia exposto. Ela pegou o chicote e castigou-lhe o peito, o ventre, a rola flácida que logo se ergueu contra a própria vontade, enquanto a besta gritava de dor e, ao mesmo tempo, lançava louvores à Deusa. Cada golpe deixava um sulco vermelho que se abria aos poucos em sangue. Maelvira acariciou-lhe a verga com a ponta do chicote, apertou-lhe os ovos com a mão enluvada, e o macho se esporrou sobre si mesmo com um uivo, disparando jatos de porra que lhe mancharam o ventre e as coxas enquanto ele continuava suplicando por mais golpes.

O barão, por uma razão que já não se dava ao trabalho de explicar, desejou estar no lugar daquele “sortudo”, ser usado pela magnífica supervisora Maelvira, ser açoitado por ela, gozar sob seu chicote, sentir sua bota sobre a boca. Ele se masturbou a rola lentamente com uma das mãos enquanto a olhava, com a outra enterrada na lama. E, sem pensar mais, gozou sobre o lodo com um rosnado gutural, limpou a mão na coxa e começou a recolher os excrementos com as mãos e a depositá-los no cesto mais próximo.

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