Minha mulher apareceu no escritório depois da meia-noite
Achei que fosse a recepcionista voltando por algo esquecido. Era ela, com aquele sorriso que nunca significava nada de inocente, e a fechadura girando atrás de si.
Achei que fosse a recepcionista voltando por algo esquecido. Era ela, com aquele sorriso que nunca significava nada de inocente, e a fechadura girando atrás de si.
Entramos no chuveiro só para tirar o cansaço do dia. Saímos de lá com uma ideia bem diferente na cabeça e um desafio que nenhum de nós pensava em perder.
Tomás me deu de presente uma massagem, mas não contou que aprenderia a fazê-la junto com a massagista. O que aconteceu naquela sala superou qualquer fantasia.
Confessar quantos parceiros havíamos tido foi apenas o começo. O que ela propôs naquela noite, com meu gosto ainda na boca, não se parecia com nada que já tivéssemos conversado.
Mandei uma foto de uma caixinha e quatro palavras: «esta noite vou brincar com você». Eu não sabia que o brinquedo novo não era para mim, e sim para ele.
Sentado na poltrona, com a chave pendendo entre os seios dela, soube que naquela noite enfim a veria se entregar a outro homem enquanto eu permanecia enclausurado.
Apertei o play achando que seria uma despedida carinhosa. Dois minutos depois entendi que ela sabia tudo o que eu escondia, e que naquela noite a voz dela mandava em mim.
Entrei em casa seguindo uma música solene e a encontrei deitada na cama, acorrentada em ouro e me olhando como se eu fosse o único dono dela.
Fazíamos apenas duas semanas de casados quando descobri do que era capaz o gênio dela, e o primeiro tapa foi só o começo daquela tarde.
“Tira a roupa”, ela disse sem elevar a voz. E ele, depois de quinze anos juntos, soube que o fim de semana inteiro pertencia a ela.
Naquela manhã, decidi levar eu mesma o café até a sala dele, diante de todos, para que entendessem que tipo de mulher eu pretendia ser ao lado dele.
Bastou um comentário no escritório para ele decidir que a mulher passaria pelo centro cirúrgico. Não pelo bebê: para continuar sendo o único dono do corpo dela.
Maite sabia que, quando Andrés baixava a voz até aquele sussurro grave, a decisão já estava tomada e só lhe restava obedecer.
Meu amante me deixou querendo mais, mas meu marido sabia exatamente como me tratar: sem romantismo, sem piedade, como a submissa que eu sou.
Ela passava anos decidindo quem obedecia e quem implorava. Nenhum cliente sabia que, atrás do espelho, alguém estudava o jeito de destroná-la.
Voltei do bar com uma cerveja na mão e a vi dançando com ele. Não aconteceu nada… ou aconteceu? A dúvida me cravou e, para minha vergonha, também me excitou.
Eu levava trinta anos fechando projetos para a empresa. Na minha viagem de despedida, não imaginei que quem viajasse ao meu lado ia me despedir de outro jeito.
Sempre achamos que ninguém nos via. Foi essa mentira que contávamos a nós mesmos o começo de tudo o que veio depois, noite após noite.
Começou como uma brincadeira no parque: «Quer que eu embale para levarmos pra casa?». Meses depois, uma câmera escondida transformaria isso em outra coisa.
Desde a pista já buscávamos as mãos com discrição; o que não terminamos no carro seguimos no meu quarto, sem pressa e sem nada no corpo.