A fantasia que reservei a sós no sauna
Fechei os olhos acreditando que estava sozinha. Quando senti a sombra na porta, já era tarde para fingir que eu não estava pensando nele.
Fechei os olhos acreditando que estava sozinha. Quando senti a sombra na porta, já era tarde para fingir que eu não estava pensando nele.
Aceitei a fantasia do meu marido com uma condição: eu escolheria como, onde e com quem. O que ele não sabia é que eu já tinha alguém em mente.
Pedi para ela vestir o short mais curto que tinha. Queria ver como os operários olhariam para ela enquanto passava, e como ela aguentaria o dia inteiro com aquela roupa.
Eu passava anos treinando com os dedos e brinquedos, mas nenhum deles me preparou para a primeira vez em que senti outro homem respirando na minha nuca e empurrando com paciência.
Passei o jantar inteiro sem calcinha, sabendo o que eu fazia com ele. Quando viu o beco vazio, ergueu a saia vermelha de leve e se encostou na parede sem dizer nada.
Aos dez anos minha mãe entendeu antes de mim quem eu era. Vinte anos depois, olho meu corpo no espelho e enfim reconheço a mulher que sempre fui.
Cheguei ao hall sem saber se teria coragem de subir. Me chamo Esteban, tenho 48 anos e lá em cima me esperava um casal que eu só conhecia por mensagens.
No elevador, ele roçou meu braço como se nada fosse e cheirava a perfume caro. Naquela mesma noite, enquanto eu me vestia no escuro, ele já planejava me tirar de Tomás.
Reservei o lugar para nosso aniversário, mas ela se adiantou: a pousada era o quartel-general de um clube privado e, naquela noite, o botão vermelho ficava ao lado da cama.
Vinte e oito anos de casamento tranquilo bastaram para uma foto escondida deixar Carmen obcecada pelo que o irmão mais novo escondia.
Ele voltou do clube com aquele sorriso torto e uma história sobre meu irmão que não devia me contar. Naquela noite, entendi até onde ele era capaz de me empurrar.
Eu recebia mensagens sem conteúdo havia anos, até que um casal jovem me escreveu pedindo algo específico: que eu assumisse o controle dos dois durante uma tarde inteira.
Minha mulher já tinha escolhido sua próxima conquista. O que nenhum dos dois imaginava era que o desfecho começaria comigo, a sós com ele, sob a água quente do vestiário.
Dirigi por duas horas até uma casa de pedra no meio do nada. Não sabia que naquela noite deixaria de ser apenas um convidado para me tornar a fantasia deles.
A mão dela subiu pela minha coxa enquanto eu dirigia. —Dizem que nessas áreas o pessoal não para pra esticar as pernas —sussurrou. E eu soube que dessa vez era sério.
Iván alugou a casa de frente para o mar para surpreender Marina. O que ele não disse foi que naquela noite seu segredo mais bem guardado se sentaria no sofá, entre os dois.
Cheguei com duas garrafas de champanhe para quebrar o gelo, mas foi Marina quem assumiu o controle desde o primeiro beijo e deixou claro que, naquela noite, mandava ela.
O outro lado da cama estava intacto e, sobre o fruteiro, havia um envelope com meu nome e a letra quadrada do meu marido.
Foi ela quem propôs, em sussurros, numa madrugada qualquer: queria que eu segurasse a câmera enquanto outro a tomava. Eu disse sim sem saber em que isso me transformaria.
Ela estava tão nervosa que mal sustentava meu olhar. Ele queria me provar pela primeira vez. Eu só precisava cuidar dos dois até o medo passar.