Eu o vi perder o controle pela primeira vez
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Caminhou a tarde toda entre pés alheios que não podia tocar. Em casa, Laura o esperava com os dela sujos de asfalto e um sorriso que era uma ordem.
Rodrigo empalideceu de repente e tirou o celular. Eu soube exatamente o que tinha acontecido antes mesmo de ele abrir a boca para se explicar.
Eu tinha dezoito anos e nenhuma experiência. Ela tinha marido, uma filha na minha turma e o talento de me tirar o sono desde o primeiro dia.
Passamos a manhã brincando entre os cinco, com aquela tensão que ninguém nomeia. Quando começaram a se tocar, ficou claro que a tarde ia durar muito.
Eu estava sozinha no meu quarto quando ouvi a porta se abrir. Ninguém chamou. Ninguém avisou. E eu estava com muito pouca roupa.
Passei anos enchendo a cabeça dela com a ideia, até que a viagem à praia nos deu o cenário perfeito. O que eu não esperava era o nome que ela ia pronunciar.
Minha esposa queria me ver sendo fodido, não o contrário. O que descobri naquela noite na suíte do hotel ainda me obriga a me perguntar coisas que não ouso responder.
Ao abrir a porta do quarto, o último que eu esperava era ver minha namorada debaixo da amiga dela, com as pernas abertas e um olhar que me proibia de entrar ainda.
Até aquela noite, eu achava que já conhecia todos os meus limites. Bastou um olhar, um gesto dela, e tudo o que eu pensava saber sobre meu desejo ruiu em silêncio.
Ela ergueu a taça do canto como se brindasse comigo. Ele se aproximou e me disse ao ouvido que queriam me levar ao apartamento em Pichincha. Eu não sabia o que viria depois.
Minha esposa me sussurrou ao ouvido que também desejava aquele corpo jovem. Naquela noite, no sofá da sala, tudo o que era proibido deixou de ser.
Cada noite em que Marcos assistia sem poder tocar era mais um degrau na descida. Valeria não o seduzia: ela o possuía. E ele não encontrava saída, nem a procurava.
Entrei no quarto dele e o encontrei com os olhos marejados. Ele ia cancelar a visita da namorada por medo da primeira vez. Não pude deixá-lo assim.
Depois de anos guardando esse segredo, eu disse de uma vez: minha mulher transava com outros homens e eu sabia. O que vi nos olhos do meu tio não foi julgamento, mas algo mais obscuro.
Natalia estava com as pernas abertas na maca e o médico fingia aplicar creme. Eu observava do canto, imóvel, sem querer que ele parasse.
Cheguei ao apartamento dele na hora combinada. Ele abriu a porta de roupão; ela desceu depois, nervosa e excitada. A noite seria longa.
Alguém estava me tocando no escuro, com uma lentidão que não tinha nada de urgente. Abri os olhos e a voz de Valeria me disse: «Tá gostando, amor?».
Ela era a namorada do meu melhor amigo e sabia perfeitamente o efeito que causava em mim. Cada saia, cada decote era uma mensagem que só eu recebia.