O filho do mecânico não me deixou ir embora naquela tarde
Aconteceu há alguns anos, mas ainda me lembro como se tivesse sido na semana passada. Eu tinha dezenove anos e cursava o segundo ano da faculdade. Era a última semana antes da viagem de fim de curso; não tínhamos aulas e, em casa, pairava aquele ar estranho dos dias que não são exatamente férias. Levantei cedo, desci para tomar café e meu pai me parou na cozinha, com a torrada pela metade.
—Preciso que você me faça um favor —disse ele—. Leve dinheiro para o Raúl, na oficina. Hoje ele tem que começar o carro, custe o que custar.
Mamãe estava viajando a trabalho em Mendoza e ele precisava partir no dia seguinte rumo a Salta para atender um cliente importante. Perguntei se podia ir ao meio-dia. Ele disse que dava na mesma, mas que eu não esquecesse. Deixou dois envelopes sobre a mesa, presos com um elástico, e saiu para trabalhar.
Estava calor. Escolhi uma saia curta e uma regata de algodão; nada que grudasse no corpo. Não coloquei sutiã. Meus mamilos apareciam, mas eu gostava de como a regata levantava meus seios. Eles são redondos e não muito grandes, mas, com um pouco de impulso, parecem maiores. Estreei uma calcinha fio-dental de algodão que tinha comprado na semana anterior; minha pele inteira se arrepiou quando a senti se acomodar entre as nádegas e apertar esticada contra a boceta. Sapatilhas nos pés, uma salada rápida ao meio-dia, o pacote de dinheiro numa mochila justa e os óculos escuros. Pronto.
Saí e senti algo diferente. Não eram as roupas, era eu. Eu caminhava de outro jeito. Tinha muito dinheiro comigo, estava fazendo uma tarefa num dia de semana e me sentia adulta, quebrando uma regra que ninguém havia imposto. Nunca tinham olhado tanto para mim. Às minhas costas, os homens viravam a cabeça. Meu quadril assumia uma cadência que eu não tinha pedido; eu sorria e quebrava ainda mais a cintura, serpenteando. Numa esquina, o vento levantou minha saia. Baixei-a depressa, mas alguém gritou de dentro de um carro: «Que bunda, meu amor!» e eu ri de cabeça baixa. Senti um formigamento entre as pernas por saber que estava sendo observada, e o tecido fino da calcinha começou a umedecer.
Reconheci a oficina de longe. Fazia anos que não ia lá. Quando entrei, a escuridão, o calor e o cheiro de graxa e metal me atingiram de uma vez. Um dos mecânicos, um rapaz de macacão amarrado na cintura, largou a ferramenta e caminhou até mim.
—Sim? Em que posso ajudar?
—Estou procurando o Raúl. Trouxe uma coisa que meu pai me deu.
—O Raúl não está —respondeu, olhando para as minhas pernas—. Mas o Damián está. O filho dele. Está lá em cima.
Ele subiu uma escada metálica que levava a um escritório com uma grande janela e persianas. Enquanto eu esperava embaixo, os outros três mecânicos largaram o que estavam fazendo para me olhar descaradamente. De vez em quando uma ferramenta caía, e o barulho me fazia pular. Tirei os óculos e guardei-os na mochila. Lá em cima, uma silhueta apareceu entre as persianas e depois o rapaz desceu como um cachorrinho.
—Ele mandou você subir.
A escada era alta, feita de grades; os degraus formavam losangos através dos quais se enxergava perfeitamente para baixo. Segurei a saia e colei-a à bunda com a mão livre, mas era impossível cobrir tudo. Subi devagar, olhando para a frente, sentindo quatro pares de olhos tentando se enfiar entre minhas pernas para ver minha calcinha. Quando cheguei ao alto, bati no vidro da porta.
—Entra —disse uma voz, em movimento.
Quando entrei, ele estava tirando um pôster da parede. Ainda consegui ver o rosto de uma modelo loira antes que ele o enrolasse.
—Ha, estou tirando para ela não ficar com ciúmes de você.
Ri por educação. Damián era muito mais jovem que o pai, magro, alto, com uma camisa arregaçada até o cotovelo e uma tatuagem tribal descendo pelo antebraço. Um sorriso branco, cheio de dentes. Seus olhos brilhavam de um jeito que me deixou desconfortável e excitada ao mesmo tempo.
—Venho da parte de Darko Jurić —disse, tentando pronunciar direito o sobrenome do meu pai.
—O croata. Já sei. Então você é uma croatinha, veja só. Não poderia ser mais branca e loira. Você não se lembra de mim?
Eu me lembrava da oficina, de quando tinha dez ou onze anos. Dele, não.
—Você era muito pequenininha. Vinha com seu pai, e eu trazia você aqui para cima para desenhar. Dava para ver que você seria linda. O cabelo escureceu um pouco, mas essa pele de porcelana continua igual. Você era magrinha. Agora tem mais curvas que o circuito de Suzuka.
—Não conheço Suzuka —ri.
—Melhor assim. Deixe a bolsinha ali, no sofá.
Coloquei a mochila no fundo do escritório e, quando voltei, ele me convidou a sentar. Ficamos conversando. Contei sobre a viagem de fim de curso, o ônibus que pegaríamos, os dias na praia. Ele ria. «A farra que você vai fazer», repetia. Disse que todos os mecânicos iam comer lá embaixo e que ele pediria alguma coisa; se eu quisesse ficar para comer com ele, ele pagava. Hesitei por dois segundos. Disse que sim.
A comida chegou em vinte minutos. Salada com carne. Ele me serviu água fria num copo comprido e eu a bebi de um gole, com sede de verdade. Um pouquinho escapou pelo canto da boca e precisei passar a mão. Ele estava do outro lado da escrivaninha de vidro, olhando disfarçadamente para a barra da minha saia. Quando precisei cortar a carne, usei as duas mãos, e o olhar dele foi direto para o espaço entre minhas coxas. Cruzei as pernas devagar. Não me importei que ele visse a calcinha esticada contra a boceta. Olhei para a calça e notei o volume, duro, puxando o tecido, marcando o formato do pau contra a coxa. Senti um calor subir dos pés, pelas panturrilhas, pelas coxas, e terminar de encharcar minha calcinha.
—Está gostosa, não está? —disse ele e, sem pausa, perguntou—: Quantos namorados você tem?
Engasguei. Ele se levantou rindo e me serviu mais água. Dessa vez, a água caiu na minha saia e um pouco na coxa. Sem esperar, pegou um pano da escrivaninha, ajoelhou-se ao meu lado e começou a me secar. O pano tinha um pouco de graxa e deixou uma mancha escura acima do joelho. Ele bufou, pediu desculpas e limpou a mancha com os dedos, devagar, subindo aos poucos pela parte interna da minha coxa, cada toque mais perto do elástico da calcinha. Senti a pele arder. Empurrei a bunda mais para dentro da cadeira e arqueei as costas sem perceber, oferecendo os seios sob a regata.
—Foi só uma pergunta —disse ele, voltando para o lado dele da escrivaninha.
—Não tenho namorado.
Ele ergueu as sobrancelhas sem dizer nada. O olhar escapou outra vez para o triângulo. O silêncio ficou denso.
—Vou lhe dar o dinheiro —disse, para quebrá-lo.
—Tá bom, como quiser.
Fui até o sofá. Abaixei-me para abrir a mochila.
—Ah, não —disse ele, com voz satisfeita—. Fique sempre assim, para sempre.
A saia havia subido e eu lhe oferecia a visão do começo da bunda, com a calcinha branca enfiada entre as nádegas. Não me mexi. Em vez de levantar a bolsa, abri-a apoiada no sofá e, de costas, tirei o envelope devagar. Ouvi os passos e depois a voz junto ao meu ouvido.
—É muito dinheiro. Que perfume gostoso você tem.
Virei-me. Ficamos cara a cara, com o envelope esmagado entre ele e meus seios. Ele o pegou sem pressa, e os nós dos dedos roçaram de leve meus mamilos através da regata. Eles endureceram na hora, marcando o algodão como dois botões. Mordi o lábio sem pensar. Ele riu, deixou-se cair no sofá e abriu o envelope. Tirou o maço, pesou-o nos dedos e pediu que eu lhe passasse um papel da escrivaninha. Percebi que queria me ver de costas. Fui até lá, peguei-o, mostrei de longe e ele assentiu. Caminhei até o sofá com o papel e o deixei na mão dele.
—Ele me mandou a metade —disse, olhando para mim.
Um tremor de verdade começou nos meus joelhos.
—Você pode começar mesmo assim, não pode? —gaguejei.
—Não. Não posso.
—Ligo para o meu pai e nós trazemos o resto.
—Esquece. Daqui a uma hora o rapaz chega com a peça e não vai me deixar sem o dinheiro completo. Do jeito que está o país, todo mundo quer receber na hora. Começamos outra semana.
—Não. Meu pai precisa disso de qualquer jeito. Ele vai para Salta amanhã.
—E daí? Que ele não vá.
—Você não tem o suficiente para adiantar? Amanhã eu trago o resto, juro.
—Não sei. Acho que não.
Comecei a implorar. Não sei se foi o calor do escritório, a comida, a água fria, os olhos dele. Fiquei de joelhos sem pensar. Andei dois passos de joelhos e apoiei os cotovelos nas coxas dele. Olhei para o zíper. O tecido estava esticado, marcando o pau inteiro, grosso e pulsante sob o jeans. Olhei-o nos olhos. Deslizei as mãos pelas pernas dele, muito devagar, subindo até roçar de leve a pica por cima da calça. Ele pigarreou e se ajeitou no sofá, abrindo mais as pernas para mim.
—Talvez eu tenha algum dinheiro aqui —disse, com a voz mais rouca.
—É?
Inclinei a cabeça, apoiei a bochecha no joelho dele e o encarei com os olhos bem abertos. Levei a mão esquerda até o tecido inchado e a deixei a um milímetro, sem tocá-lo. Apenas os calores se tocavam. Ele bufou. Com a mão, baixou a minha, apertando-a contra o pau duro. Com a outra, abriu meus lábios; senti o polegar nos dentes e os separei como uma porta que desliza sozinha. Recebi o dedo com a ponta da língua, em forma de lança, e comecei a chupá-lo como se já fosse o pau. Fechei os olhos e suguei devagar até a junta, encovando as bochechas, tirando e engolindo saliva. Quando o retirei, um fio comprido ficou pendurado do meu lábio até a ponta do dedo.
—Puta que pariu —murmurou.
As respirações mudaram, mas em ritmos diferentes. Ele se apressou para desabotoar a calça. Eu lhe detive a mão. Balancei a cabeça. Abri as pernas dele, entrei inteira no espaço entre elas e fui eu que desabotoei o botão, sem parar de encará-lo. Baixei o zíper dente por dente, ouvindo-o. Enfiei a mão na cueca. Um choque de calores: eu morna, ele ardendo, a pele do pau fervendo. Tirei-o, forçando o tecido, ajudando com a outra mão a libertar também as bolas. Vi-o inteiro pela primeira vez: grosso, cheio de veias, com a cabeça roxa apontando para o meu rosto e uma gota de líquido brilhando na ponta. Cabia exatamente entre minhas duas mãos, e ainda sobrava um pedaço acima. Comecei a massageá-lo de cima a baixo, devagar, sentindo a pele se mover sobre o mastro duro. Com a outra mão, massageei as bolas, pesando-as na palma. Deixei a saliva cair de cima, num fio comprido, aproximei o rosto, tirei a língua e mostrei como a saliva caía bem na cabeça e escorria pelas laterais até a base. Ele jogou a cabeça para trás por um segundo, gemendo baixo. Dei beijos, primeiro na glande; depois baixei a pele com a mão e lambi o prepúcio com a ponta da língua. Em seguida, lambi devagar, em círculos, ao redor da cabeça; depois, de cima a baixo por todo o comprimento, marcando cada veia com a língua. Desci até as bolas e chupei-as uma por uma, colocando-as inteiras na boca e girando a língua. Ele se contorcia no sofá. Voltei a subir pela veia de baixo, lentamente, até a ponta. Depois fui colocando-o na boca, aos poucos, olhando-o nos olhos. A cabeça encheu minha boca. Empurrei mais, até bater no fundo da garganta e meus olhos lacrimejarem. Ele segurou meu cabelo. Tirei sua mão sem soltá-lo da boca, negando com a cabeça sem parar de chupá-lo. Eu mandava.
Comecei a subir e descer, ensopando o pau inteiro de saliva, chupando-o com vontade, fazendo barulho. A baba escorria pelo queixo, pelo pescoço, entre os seios, até manchar a regata. Quando o tirava inteiro da boca, cuspia de cima e voltava a enfiá-lo, deslizando facilmente. Apertava a base com a mão enquanto sugava a ponta, fazendo vácuo. Depois o tirava, punha a língua para fora e batia de leve com o pau na minha bochecha, nos lábios, na língua, rindo sem deixar de olhá-lo.
—Você não pode ser tão puta —disse, com a voz quebrada.
—Viu? —respondi, com a boca meio cheia e um sorriso enviesado.
Coloquei-o de novo na boca, inteiro, e enfiei-o até o fundo. Meus olhos lacrimejaram e arqueei a garganta para trás. Mantive-o ali por alguns segundos, sentindo-o se mover no palato, engolindo a saliva ao redor do pau. Segurei-o até ele bufar e acariciar minha cabeça, e só então o soltei com um ruído obsceno, ainda unidos por fios de baba. Lambi a ponta mais uma vez, chupando o líquido que saía.
Ele se levantou e me ergueu do chão, segurando-me pelas axilas. Virou-me, segurou minha cintura e começou a beijar meu pescoço, mordiscando a pele sob a orelha. A outra mão entrou por baixo da saia e puxou minha calcinha para o lado. Os dedos percorreram meus lábios, encontrando-os encharcados, escorregadios. De vez em quando acertava o clitóris e o esfregava em círculos rápidos; depois descia e enfiava dois dedos de uma vez, até as juntas. Meus joelhos bateram. Gemi pela primeira vez em voz alta, obscenamente.
—Você está toda molhada, croatinha —sussurrou no meu ouvido enquanto tirava os dedos e os colocava na minha boca para que eu provasse meu gosto—. Está desesperada por um pau.
—Sim. Sim, estou desesperada. Enfia.
Ele me empurrou, beijando meu pescoço, até a escrivaninha. Apoiei as mãos no vidro. Empinei a bunda, arqueando-me como meu corpo pedia sozinho. Ele puxou minha regata até a cintura, e os seios ficaram meio caídos, pesados, os mamilos duros batendo no vidro frio. Levantou minha saia até a cintura, afastou a calcinha e se agachou atrás de mim. Lambi-me desde a cavidade das costas até as nádegas; então abriu-as com as mãos e enfiou a língua entre os lábios da boceta por trás. Senti a língua dele bater na umidade que já estava ali, chupando-me de baixo para cima, excitando-se, engolindo meu suco. Enfiou a língua dentro, entrando e saindo; depois chupou meu clitóris com os lábios, puxando de leve, e tornou a enfiar a língua. Os dedos entraram enquanto ele me chupava, dois, curvados para cima, procurando meu ponto. Contraí toda a pelve. Um gemido mais forte escapou, ricocheteando contra o vidro.
—Me fode logo —implorei—. Enfia, por favor, não aguento mais.
Ele se levantou. Ergueu-me, virou-me e nos beijamos, com as línguas inteiras. Mordeu meu lábio inferior. Senti meu próprio gosto na boca dele, misturado ao dele. Não disse nada claramente, mas murmurou algo brutal no meu ouvido, algo como «vou arrebentar sua boceta, puta». Respondi que sim com os olhos. Ele tirou minha regata de vez, passou-a pela minha cabeça e fiquei nua da cintura para cima. Encostou minha testa no vidro frio da escrivaninha e empurrou minhas costas para que eu as arqueasse bem, deixando a bunda empinada. Ouvi um rasgo seco quando ele arrancou minha calcinha de vez, partindo o elástico em dois.
—Ai, sim —rezei.
De quatro, com a bunda empinada, senti o pau passar primeiro por uma nádega, depois pela outra, e então começar a abrir os lábios da boceta. Ele o passou de cima a baixo pela fenda, molhando-o com minha umidade, batendo no clitóris a cada passagem. Fez-me esperar. Empurrei a bunda para trás, procurando-o, desesperada. Quando finalmente apoiou a cabeça na entrada, empurrou de uma vez e enfiou-o inteiro. Tive de jogar a cabeça para trás e gemer longamente, de boca aberta, porque ele me expandiu inteira de uma só vez. Senti cada centímetro abrindo caminho dentro de mim, o pau enchendo minha boceta até o fundo. Ele segurou meu cabelo com uma mão, meu ombro com a outra, e puxou-me para trás para enfiá-lo ainda mais fundo.
—Que boceta quente você tem, croatinha —disse entre os dentes—. Está engolindo meu pau inteiro.
A cintura dele começou a marcar um ritmo cada vez mais rápido. Eu o ouvia entrando e saindo com um ruído molhado, chapinhando, chapa-chapa contra minha bunda. Os gemidos saíam agudos, sem controle, sincronizados com as pancadas. Uma gota de saliva caiu da minha boca no vidro e ele, sincronizado, limpou-a com o polegar e enfiou o mesmo polegar na minha boca. Chupei-o como uma cadela. Ele baixou minha calcinha rasgada até os joelhos, e eu o ajudei levantando os pés para tirá-la de vez. Abriu mais minhas pernas com um chutinho nos tornozelos. Enfiou o pau com mais força, martelando-me sem piedade. A escrivaninha de vidro começou a bater na parede a cada investida. Meus seios se arrastavam contra o vidro, deixando marcas de suor e saliva. Gritei que ele me desse mais, que não parasse. Ele me agarrou pelos quadris com as duas mãos e enterrou o pau até o fundo, até eu sentir as bolas baterem no clitóris. Cada estocada provocava um ruído novo na minha garganta.
Ele me levantou, virou-me e me sentou sobre a escrivaninha, sem tirá-lo de mim. Bem, tirou-o por um segundo para me acomodar e tornou a enfiá-lo assim que me apoiei. O frio do vidro alcançou minha bunda nua. Ele cuspiu no pau quando o tirou e eu espalhei a saliva com a mão, sentindo-o pulsar duro entre meus dedos. Cuspiu na minha mão e passou-a na boceta, misturando a saliva com minha umidade, esfregando meu clitóris no mesmo movimento. Beijamo-nos, com as línguas brigando. Os pelos do peito, quando abri a camisa dele, rasparam meus mamilos empinados. O gosto era de metal e sexo, da minha boceta e do suor dele. Quando tornou a enfiá-lo, ele me expandiu de uma vez outra vez, já com mais facilidade. Cruzei os braços em volta do pescoço dele e encontramos um ritmo constante. Ele tocava meu clitóris com o polegar enquanto me enterrava o pau. Carregou-me, com o pau dentro, sem sair; abracei sua cintura com as pernas e não quis soltá-lo. Levou-me assim, empalada nele, até a cadeira da escrivaninha e sentou-se, deixando-me montada por cima.
Comecei a pular. Apoiei os joelhos nas laterais da cadeira e montei no pau com todo o meu peso, cavalgando-o, sentindo-o bem fundo. Ele chupava meus seios, enchia a boca com eles, mordia meus mamilos, fazendo-me pular mais. Pôs a mão na minha boca; chupei o dedo inteiro. Deu-me um tapa leve na bochecha, quase como um aviso.
—Mais —disse sem pensar—. Mais forte, não tenha medo de mim.
Ele bateu de novo, um pouco mais forte, e o ardor na bochecha me fez apertar toda a boceta ao redor do pau. Segurou meu cabelo com uma mão, puxando-me para trás, e com a outra continuou batendo no meu rosto, suavemente, alternando as bochechas, enquanto eu pulava sem parar. Tudo era água, suor, saliva, minha boceta escorrendo pelas bolas dele até a cadeira. Ouvi as bolas fazerem um ruído molhado toda vez que eu caía sobre ele com a bunda. Comecei a gritar um pouco porque um formigamento nascia na pelve, subia pelo ventre e penetrava dentro de mim. Percebi que gozaria a qualquer momento.
—Eu vou gozar, vou gozar —disse, com a voz trêmula, agarrando os ombros dele com as unhas.
—Goza, puta, goza em cima do meu pau —respondeu, apertando minhas nádegas com as duas mãos e ajudando-me a pular mais rápido, empurrando-me por baixo—. Cavalga-me, vamos, goza em cima de mim.
Gozei gritando, com o rosto colado ao pescoço dele, contraindo-me inteira. Minha boceta pulsou ao redor do pau em ondas, tantas que perdi a conta. Mordi o ombro dele para não gritar mais alto e não ser ouvida lá embaixo. O orgasmo sacudiu meus quadris sozinhos, sem controle, contra a pelve dele. Quando comecei a descer, ele me tirou de cima com os braços, quase me jogando, ainda com o pau duro, brilhante do meu gozo. Empurrou a cadeira para trás com as pernas. Pôs-me de pé de um puxão, virou-me e apoiou-me outra vez contra a escrivaninha, agora com os seios esmagados contra o vidro frio, suados.
—Não, espera —disse, ainda tremendo do orgasmo.
—Cala a boca.
Ele se ajoelhou, abriu minhas nádegas com as duas mãos e lambeu minha bunda. Violento, molhado, necessário. A língua entrou um pouco no meu ânus, movendo-se em círculos, ensopando meu cuzinho inteiro de saliva. Minhas pernas tremeram e quase caí da escrivaninha. Ele cuspiu na mão e molhou minha boceta com dois dedos, enfiando-os e tirando-os rapidamente para me fazer relaxar; entrou de novo com o pau pela boceta, forte, sem aviso. Enterrou-o até o fundo duas, três, quatro vezes, até me deixar ofegante, com a bochecha apertada contra o vidro. Depois o tirou de repente e cuspiu sobre minhas costas; o jato desceu pela fenda da bunda. Levou a saliva mais para baixo com os dedos e começou a contornar meu ânus, molhando-o bem, depois enfiando um dedo até a primeira falange. Tentei tirar sua mão, apertando a bunda por reflexo, mas ele a segurou e levou-a para a frente, obrigando-me a agarrar a borda da escrivaninha com as duas mãos.
—Fica quieta, puta —disse devagar junto ao meu ouvido—. Você pediu. Relaxa.
O dedo entrou inteiro. Doía, mas eu gostava. Depois ele enfiou dois. Abria-me por dentro, fazendo uma tesoura. É agora ou nunca, pensei sem motivo, apertando os olhos e relaxando a bunda o melhor que podia. Depois veio o pau. Senti-o apoiar-se no cuzinho, molhado da minha própria boceta e da saliva. Primeiro devagar, muito devagar. A cabeça passou e senti uma ardência que me queimou por dentro. Tive de juntar os joelhos por causa da dor. Gritei contra o vidro, cobrindo a boca com a mão. Ele continuou empurrando, milímetro a milímetro, sem pressa, até estar inteiro dentro, até as bolas, e fiquei sem ar.
—Relaxa, croatinha —murmurou, imóvel, deixando-me me acostumar—. Relaxa, respira, agora vai passar.
Respirei. Relaxei a bunda ao redor do pau. Acostumei-me à grossura. Ele começou a se mover muito suavemente, entrando e saindo apenas os primeiros centímetros. A dor se misturou ao calor e tornou-se natural, depois boa, depois necessária. Comecei a mover a bunda também, procurando-o, empurrando-me para trás para que ele o enfiasse mais fundo. Ele entendeu e aumentou o ritmo. O golpe seco da pelve dele contra minha bunda marcava o compasso, tapas molhados a cada estocada. Agarrou meus cabelos e puxou minha cabeça para trás até me arquear inteira.
—Olha como você gosta que eu enfie no seu cu —dizia ao meu ouvido, ofegante—. Você é uma puta, croatinha. Uma puta linda. Com o cu apertado, olha como meu pau chupa você.
Disse que sim a tudo, sem voz. A mão dele chegou pela frente e começou a esfregar meu clitóris enquanto me fodia no cu. Dois orgasmos subiam ao mesmo tempo, um de cada lado. Meu corpo inteiro tremia da cintura para baixo. Apoiei a bochecha no vidro, babando descontroladamente. Ouvi que ele se aproximava do fim, a respiração acelerada, os gemidos cada vez mais curtos, as estocadas mais brutas. Tirou o pau do meu cu de repente, puxou meu cabelo para trás e eu entendi na hora. Arrastou-me para que eu me virasse, e fiquei de joelhos diante da cadeira, com a boca aberta e a língua para fora, esperando. Ele se masturbou diante do meu rosto, rapidamente, com a mão cheia da minha saliva e do meu suco. A ponta ficou mais roxa, as veias do tronco incharam. Gemeu uma vez, longamente, e terminou me pintando. O primeiro jato acertou minha bochecha e minha sobrancelha, quente e espesso. O segundo caiu na minha boca, sobre a língua, enchendo meu palato de leite morno e salgado. O terceiro, mais fraco, escorreu pelo queixo até o pescoço e desceu entre os seios. Ele continuou apertando a base e tirou as últimas gotas, que caíram na minha língua. Olhei para ele com os olhos cheios, a boca ainda aberta, e sorri mostrando a língua coberta pelo gozo. Engoli tudo de uma vez, fechando a boca devagar, e depois lambi a ponta do pau, chupando até a última gota.
***
Abraçamo-nos por um segundo, carinhosamente. Ele me passou uma toalha de mão. Limpei o rosto devagar, as bochechas, o queixo, o pescoço.
—Dessa vez fui eu que pintei —disse.
Só então ouvi que o barulho da oficina havia voltado lá embaixo. Metal contra metal, rádio ligada, vozes.
—Estão todos lá? —perguntei.
—Sim. Estão comendo no escritório de baixo.
Fechei os olhos. Morria de vergonha. Procurei a calcinha no chão, vi que estava rasgada e guardei-a na mochila, feita uma trouxa. Passei a mão na boceta e senti que ainda estava escorrendo. Baixei a saia, que grudou úmida nas minhas coxas.
—Vou embora. Amanhã trago o dinheiro.
—Não. Fica tranquila. Eu lhe dou de presente, para a viagem de fim de curso. Volte quando quiser.
Dei-lhe um beijo rápido nos lábios. Peguei o celular para ver a hora e percebi que o envelope do meu pai continuava na mochila, com o elástico rompido lá dentro.
—Não tenho coragem de descer —disse.
—Eles não ouviram nada. Fica tranquila.
Ele se sentou para olhar um caderno, como se nada tivesse acontecido. Respirei fundo e abri a porta. Quando pus um pé na escada, os quatro mecânicos levantaram a cabeça ao mesmo tempo. Um deu uma cotovelada no que estava ao lado e murmurou alguma coisa. Desci olhando para os losangos de metal e, entre as grades, vi um deles me encarando lá de baixo, quase sem piscar, procurando-me entre as pernas. Sem calcinha, eu sabia que ele estava vendo tudo. Pensei em cobrir a saia com a mão. Não fiz isso. Sorri de leve e continuei descendo. Minhas pernas tremiam, cansadas e doloridas, com a bunda ainda ardendo por dentro, irradiando um calor que não passava.
Coloquei os óculos escuros antes de sair ao sol. O sol da sesta bateu no meu rosto. Caminhei de volta para casa com o envelope intacto na mochila e um sorriso que não consegui apagar até a noite.

