Como me deixou sem palavras naquela tarde em casa
Eu estava com o cursor piscando e ele apareceu na porta com aquela pergunta que eu nunca sei negar. Aquela tarde não foi uma rapidinha.
Eu estava com o cursor piscando e ele apareceu na porta com aquela pergunta que eu nunca sei negar. Aquela tarde não foi uma rapidinha.
Elas dividiam o apartamento numa boa. Mas quando Camila propôs dividir também o namorado, nenhuma calculou aonde o experimento levaria.
A fila da casa cheirava a maconha e suor. Minha colega apertava minha mão sem saber bem o que estava fazendo ali. Eu só pensava em encontrá-lo de novo.
Eu tinha quinze anos quando abri a gaveta da minha mãe. O que encontrei lá dentro não era só lingerie: era a primeira pista de quem eu era de verdade.
A voz dele me derreteu antes mesmo de as mãos me tocarem. Nunca achei que um desconhecido num spa me faria me sentir tão exposta e tão livre ao mesmo tempo.
Desci para ajudá-lo vestida com o que eu tinha. Não calculei o que aconteceria quando me sentei ao lado dele naquele quarto.
Passei uma semana inteira contando as horas. Quando o vi atravessar as portas do aeroporto, soube que aquela noite não seria como as outras.
Duas taças de vinho, a pergunta inesperada dele e eu contando minha primeira vez com outro homem enquanto ele me ouvia com uma atenção que logo virou outra coisa.
Chegou com a mochila no ombro e se trancou no banheiro. Quando saiu, o sorriso já prometia que aquela noite ia bagunçar minha vida inteira.
Sete da manhã e o desejo já estava ali. Ao longo do dia ele se infiltrou no banho, no supermercado, no sofá com ele. Um fogo que eu tentava apagar e que sempre voltava.
Ela tomou outro gole de vinho, me olhou com aquele sorriso que anuncia confissão, e começou a me contar o que realmente aconteceu naquela noite na casa alugada.
Cruzei as pernas, desabotoei três botões e sustentei o olhar dele no retrovisor. Faltava meia hora de caminho, e eu já sabia que não chegaríamos direito ao hotel.
Havia alguma coisa naquele homem que dormia debaixo da ponte que me deixava pensando havia semanas. Voltei naquela noite sem saber bem o que esperava encontrar.
Três ativos, um cubículo e eu deitado de costas com as pernas erguidas. A melhor noite da minha vida na sauna.
Quando entrei naquela garagem sem avisar, encontrei duas mulheres com as mãos enfaixadas, os seios à mostra e a raiva de anos acumulada entre elas.
A mensagem chegou na noite anterior: “Amanhã você será minha professora. Traga uniforme”. Fiquei com o celular na mão, sem conseguir dormir.
Precisava de dinheiro, e ele tinha uma proposta. Demorei menos do que imaginava para dizer sim e muito mais para entender o que aquele sim significava.
Naquela noite eu entrei na sala com o coração disparado. Eu sabia o que queria e sabia que ele também queria. Só faltava dar o primeiro passo.
Ela não sabe que, quando saio “para ver um amigo”, volto cheirando a outro. Estou assim há três meses e não sei quanto tempo mais consigo aguentar.
Quando ela gritou meu nome na frente de todo mundo pedindo que eu a levasse para casa, eu soube que o domingo não terminaria com um simples adeus no estacionamento.