As piores noites que vivi como escort masculino
Durante três anos vendi meu corpo por dinheiro. O que vou contar nem meus amigos mais próximos sabem. Alguns clientes não eram clientes: eram predadores.
Durante três anos vendi meu corpo por dinheiro. O que vou contar nem meus amigos mais próximos sabem. Alguns clientes não eram clientes: eram predadores.
Li a carta no camarim com as mãos trêmulas. A oferta era indecente, a quantia obscena. Mostrei-a ao meu marido esperando sua fúria; ele sorriu e disse que eu aceitasse.
Há três anos aceitei a solicitação de um desconhecido que escreve poesia erótica. Desde então, todas as noites, leio suas palavras no escuro e nunca lhe escrevi.
Tinham passado três dias desde a primeira vez. Três dias imaginando, sentindo ardor toda vez que fechava os olhos. Naquela tarde, o clube estaria vazio.
Quando as duas nos ajoelhamos sobre o tapete, já não era pela aposta. Foi a primeira vez que soube o que queria fazer com o meu corpo.
Quando o vi entrar com os outros dois, soube que não me conteria naquela noite. Meus saltos vermelhos e o olhar dele bastaram para mudar tudo em minutos.
Entrei naquele bar do calçadão procurando frutos do mar e acabei fechando quinze dias com uma desconhecida. Três anos depois, ainda não contei isso a ninguém.
Nunca imaginei que meu colega guardasse os mesmos segredos que eu. Descobrimos isso naquela noite, com o bar quase vazio e vinho demais nas taças.
Quando ele chegou à minha porta achando que vinha ajudar, eu já tinha tudo planejado. Ele tinha vinte anos e a ingenuidade de quem não sabe o que o espera.
Eu estava sozinha com meu filho havia dois anos quando o banco enviou a carta. O gerente tinha uma proposta. Eu aceitei. O que não esperava era o que descobriria sobre mim mesma.
Eu tinha 18 anos e era tímido a ponto de nunca ter tocado numa mulher. O que começou como aulas de reforço acabou sendo minha verdadeira iniciação.
O corredor estava escuro quando decidi empurrar a porta dele. Eu sabia o que significava entrar. E entrei mesmo assim.
Quando a mão dela roçou a minha ao me passar o copo, ela não a retirou. Me olhou por cima dos óculos, mordeu o lábio e eu soube que estávamos esperando há tempo demais.
Não fiz por dinheiro. Fiz porque tudo me dava igual. Vê-la feliz com outro naquele bar foi o estopim de uma fase que eu não deveria ter vivido.
Quando paramos ao lado deles, a garota já mexia os quadris ao som de uma música. Mateo usava as unhas pintadas. Aquela viagem não ia acabar como tínhamos planejado.
Eu sabia que ele era o pai da minha amiga. Sabia que era loucura. Mesmo assim, meus pés me levaram até a porta dele, quilômetro após quilômetro.
O cartaz prometia resultados garantidos. Não dizia que incluiriam amarras, descargas e um ano trancada sem poder sair. Mesmo assim, assinei.
Eu estava ali, com o balde de champanhe nas mãos, ouvindo cada gemido, cada rangido da cama. E não fui capaz de me afastar.
Sabia o que ele faria se achasse que estávamos sozinhos. O que eu não podia prever era que meu marido estava vendo tudo do outro lado do vidro.
Quando Bruno puxou as cartas sobre a mesa de centro, eu não imaginava que aquela partida ia terminar com nós quatro largados no tapete da sala.