A noite que comparti cama com meu cunhado
Compartilhar a cama com o namorado da minha cunhada parecia inofensivo. Mas quando senti o corpo dele contra o meu no escuro, soube que a noite não acabaria bem.
Compartilhar a cama com o namorado da minha cunhada parecia inofensivo. Mas quando senti o corpo dele contra o meu no escuro, soube que a noite não acabaria bem.
Ela percebeu antes de mim. Segurou minha mão na pista e me olhou como se soubesse exatamente o que eu ainda não conseguia admitir para mim mesma.
Cruzei as pernas na aula dele e ele não conseguiu desviar os olhos. Soube que o jogo tinha começado — e que, desta vez, eu levaria vantagem.
Subimos para o quarto sem saber muito bem como começar. Fui eu quem deu o primeiro passo, e a partir daquele momento não houve mais volta.
Empurrei a porta da garagem e fiquei paralisado. Minha mãe e minha tia, topless, com as mãos enfaixadas, prontas para lutar.
Quinze anos de confiança construída aos poucos. E uma noite de verão na piscina para descobrir que já não podíamos chamar aquilo só de amizade.
Eu não conseguia dormir. O calor me consumia por dentro e nenhum orgasmo era suficiente. Eu precisava que alguém me visse fazer o que faço sozinha.
Resisti três dias antes de discar o número dele. Quando ouvi Marcos atender, soube que nenhuma promessa que fiz a mim mesma importava mais.
Eu o vi ao meio-dia na cafeteria da costa. Naquela noite ele estava na porta do clube com a chapa de segurança, e eu soube que não iria embora sem prová-lo.
Quando vi o nome dela na tela, soube o que estava por vir. O marido faria turno dobrado, as meninas ficariam com a amiga e ela estaria disponível o dia inteiro.
Passávamos dois anos frente a frente sem saber que guardávamos o mesmo segredo: uma vida paralela cheia de desejos que ninguém imaginaria.
Ele me perguntou como tinham sido os outros homens. O que não esperava era que cada resposta minha o levasse mais perto do limite — e a mim também.
O que aquele utilitário guardou depois da viagem não cabia numa conta de lavagem. Mas alguém teria de pagar, e não seria ele.
Sandra nunca tinha me surpreendido assim. Mas naquela tarde no pinhal, com Lucía e Marcos a poucos metros, ela decidiu que era a hora.
Cruzei as pernas para distraí-lo sem saber que dois dias depois eu estaria de joelhos entre os livros dele, enquanto os outros alunos saíam do colégio sem suspeitar de nada.
Eu o esperei por sete dias. Quando ele desceu do avião, meu corpo gritava algo que ele ainda não sabia: eu estava menstruada e, naquela noite, isso não me importava nem um pouco.
Eu dizia a mim mesma que só passava perto do campo pelo caminho mais curto. Mas quando os olhos dele me seguiram e a mão dele roçou minha cintura, não consegui mais mentir.
Sabia que estava errado, mas cada mensagem dele me deixava mais molhada. No sábado, quando meus pais saíram, abri a porta sem sutiã.
Estávamos no quarto dela com vinho quando ela soltou a gargalhada. «Nunca te contei tudo sobre Búzios.» Eu soube que o que vinha ia me abalar.
Quando entrei naquela tarde na sala vazia do clube, eu já sabia que não íamos falar de livros. O que eu não sabia era quanto tempo eu vinha esperando por isso, nem o quanto eu ia me perder.