O que aconteceu na área de descanso a caminho de Vitoria
Minha mulher sempre fantasiava com outro a tendo diante de mim. Naquela tarde, numa parada solitária da estrada, um estranho pediu fogo e tudo deixou de ser um jogo.
Minha mulher sempre fantasiava com outro a tendo diante de mim. Naquela tarde, numa parada solitária da estrada, um estranho pediu fogo e tudo deixou de ser um jogo.
Achei que era uma limpeza de rotina. Mas quando ele me chamou para ir à casa dele naquela noite, descobri que me esperava com uma surpresa sentada no sofá.
Trabalho sozinha no turno da noite e nunca acontece nada. Até que um esportivo vermelho parou na bomba e dele desceram as pernas mais longas que eu já tinha visto.
Cinco minutos presa entre a parede e um homem do trono que cheirava a alecrim e madeira. Eu não sabia o nome dele, mas sabia que naquela noite ia procurá-lo de novo.
Subi ao patamar dele de jeans marcando tudo e o coração na garganta. Ninguém abriu. Quando desisti, as portas do elevador se abriram e lá estava ele.
Passei anos me convencendo de que sabia o que queria de uma mulher. Numa noite num bar quase vazio, uma desconhecida me provou o contrário.
Atrás de cada um dos três buracos podia haver qualquer um. Eu não via nada. Só sentia mãos, bocas e um olhar conhecido me observando do outro lado.
Eu usava o vestido vermelho e nada por baixo. Ele caminhava atrás com o telefone ligado. Cada olhar que ficava em mim acabava arquivado na galeria dele.
Entreguei a nota dobrada e um preservativo sem dizer uma palavra. Ele leu, me olhou de cima a baixo e só disse: vem comigo. Não pensei com clareza por horas.
Mandei uma foto da minha boceta aberta do banheiro da cafeteria. O que aconteceu depois, diante daquela janela, ainda me faz tremer as pernas.
Durante vinte anos fingi que estava satisfeita. Na noite em que parei de fingir, descobri que uma mulher experiente assusta muito mais do que uma novinha.
Desci para a pista achando que controlava a situação. Três horas depois eu era só um observador de algo que já não me pertencia.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
Alguns me pedem fotos antes mesmo do oi. Outros me chamam de coisas que eu não autorizei. Aqui estão as pérolas que guardo na caixa de entrada, com nomes trocados.
Tinha vinte anos e um namorado me esperando em casa. Naquela tarde de calor, junto à piscina, descobri o quanto o corpo pode arder quando alguém decide se deixar levar.
Há semanas eu tinha uma única ideia fixa na cabeça, e naquele domingo, na arquibancada do campo de rúgbi, encontrei a forma de realizá-la.
Eu passava semanas me masturbando toda noite, imaginando o que ela vivia na pele. Até que numa quinta eu me pus diante do espelho e decidi parar de imaginar.
Naquela noite descemos vinte e dois degraus até o porão onde o saxofone tocava. O que aconteceu lá embaixo ainda não contei para ninguém.
Desci as escadas daquele porão com o coração na garganta e, antes de pensar duas vezes, já estava de joelhos na cabine do fundo.
Eu cobrava caro e escolhia com quem. O convite para o iate parecia mais um trabalho, até que na praia apareceu o único homem que me tratou diferente.