Meu colega me desafiou a tomar banho pelado
Passei o verão inteiro desejando isso e nunca tive coragem. Naquela tarde, com a piscina em silêncio e ninguém por perto, Adrián pulou na água pelado e me chamou.
Passei o verão inteiro desejando isso e nunca tive coragem. Naquela tarde, com a piscina em silêncio e ninguém por perto, Adrián pulou na água pelado e me chamou.
A mão fria dele se fechou no meu braço como uma garra. Eu era noventa quilos de músculo e, ainda assim, diante dele me senti pequeno, examinado, comprado.
Tinha a caneta na mão e a dívida de uma vida inteira sobre a mesa. Tudo o que ele pedia em troca era deixar o orgulho na porta.
A ordem foi simples: ajoelhe-se. Meu corpo obedeceu antes que minha cabeça pudesse negar, e eu soube que naquela noite cruzaria uma linha sem volta.
A regra era simples: quando as portas do elevador se fechavam, eu deixava de ser uma pessoa e virava parte da mobília dele.
Naquela tarde, com o ventilador roncando e a casa vazia, meu primo me olhou de um jeito diferente e disse que tinha algo a me provar. Eu não imaginei até onde ele iria.
Escolheu o mictório ao lado sem pensar. Quando seus olhares se encontraram no espelho, soube que nenhum dos dois tinha entrado ali só para lavar as mãos.
Reconheci o sorriso de demônio encostado no balcão, com a toalha preta e o arnês vermelho, e soube que aquela noite a sauna inteira seria testemunha da nossa história.
Quando a porta se fechou e engoliu a última luz, só existiam as mãos, as bocas e a voz de Mateo dizendo que naquela noite eu era dele.
Quando entramos nus e pingando, os três caras que se ensaboavam se afastaram sem dizer nada e nos deixaram o centro, como se soubessem que a noite ainda não tinha acabado.
Iván ainda dormia nos meus braços quando um barulho no corredor me tirou da cama. Eu não imaginava que o último dia seria o mais quente de todos.
Ele tinha namorada e pagava de durão, mas naquela noite, trancados no cubículo do banheiro, foi ele quem me agarrou pela nuca e pediu que eu chupasse direito.
Andrés guardou o cartão por dois dias sem se atrever a escrever. Quando finalmente o fez, não imaginou que naquela mesma noite estaria nu contra a parede do próprio hall.
A cabeceira da sua cama batia na parede num ritmo constante, e eu, acordado no escuro, já não conseguia fingir que aquilo não me afetava.
Sentamos como dois amigos quaisquer, mas nós dois sabíamos a que tínhamos vindo. Ao fechar a porta, nenhum de nós ousava dar o primeiro passo.
Na primeira vez que o vi sem camisa na praia, fiquei sem ar. Era o homem da minha mãe, mas eu já não podia olhá-lo como um filho olha para um pai.
Eu o vi sozinho no balcão da cozinha, alheio ao grupo, grudado no celular. Só de olhar eu soube que aquela tarde não ia ser tão macho quanto ele imaginava.
Eram três da manhã quando senti sua boca me buscando na escuridão, e soube que desta vez seria eu quem o guiaria até o fim.
Entramos no apartamento sabendo que nos restavam duas horas, e ele se lançou sobre mim antes que eu pudesse deixar as chaves sobre a mesa.
Ele me desafiou a nadar o último sprint com uma condição que nenhum dos dois pensava cumprir. Mas naquela noite a piscina estava vazia e ninguém nos via.