A massagem que despertou minha amiga grávida
Quando ela desabou no meu ombro e confessou que o marido não a tocava mais, eu soube que aquela massagem terminaria de um jeito bem diferente.
Quando ela desabou no meu ombro e confessou que o marido não a tocava mais, eu soube que aquela massagem terminaria de um jeito bem diferente.
Estávamos há um mês e meio nos escrevendo todas as manhãs e noites. Quando enfim a vi sentada naquela mesa, soube que nenhuma de nós dormiria sozinha.
Eu atravessava a rua todo mês para fazer a cera, sem imaginar que a moça de mãos suaves esperava o mesmo sinal que eu.
Cada vez que a garota entrava em sua casa, algo se acendia dentro dela. Naquela tarde, pela primeira vez, não havia mais ninguém para interrompê-las.
Há meses tomávamos café juntas depois de deixar as crianças. Naquela manhã, ela pareceu diferente, e o que me escreveu no celular mudou tudo entre nós.
Eu a detestei desde que entrou: alta, calada, insuportável. O que eu não esperava era passar a noite imaginando-a, nem o que viria depois no escritório vazio.
Fazia mais de dez anos que eu não a via. Encontrei-a diante da estante dos vibradores e, sem pensar, ofereci meu número.
Eu usava um vestido vermelho justo demais e tinha acabado de fazer quarenta e dois anos quando aquela loira apoiou a mão na minha cintura e me apertou contra ela.
Eu achava que o mais difícil do ano seria passar no exame de inglês. Enganei-me: o mais difícil foi disfarçar o quanto eu desejava a mulher que vinha me ensinar.
Quando o inverno me deixa tremendo e sozinha, fecho os olhos e imagino você entrando firme, pronta para me despir e finalmente me fazer completamente sua.
Ela aceitou a sessão em busca de fotos elegantes para o perfil. Não esperava que essa câmera antiga fosse despir muito mais do que o corpo.
Ela a cumprimentava na portaria há meses, contendo o desejo. Naquela tarde, as sacolas da compra caíram e, enfim, tive uma desculpa para subir.
Eu vinha imaginando aquela cena na sala dela havia meses, mas nunca pensei que seria ela a dar o primeiro passo, com a tranca fechada e o perfume invadindo tudo.
Desde os quinze anos, guardei em silêncio a vontade de beijá-la. Agora, sentada à minha frente com aquele sorriso de sempre, eu não pretendia deixar passar a chance outra vez.
Quando entrei no carro dela naquela sexta-feira, soube que já não íamos falar do meu futuro. Havia outra coisa entre nós, e as duas passávamos semanas fingindo que não.
Senti uma mão no quadril e uma boca no ouvido: «Você cheira incrível». Quando me virei, era ela, a garota com quem minha amiga tinha vindo flertar.
Eu a adorava em silêncio desde criança. Na noite antes de partir, ela me pediu que a ajudasse a se despir, e minhas mãos tremeram ao enfim roçar sua pele.
Marcamos as três na última quinta-feira de dezembro, com a desculpa de despedir o ano. Nenhuma disse em voz alta o que realmente íamos fazer.
Nunca confessei que gostava de mulheres nem que ela tirava meu sono. Mas naquela madrugada, sozinhas na piscina, fui eu quem teve coragem de dizer o que sentia.
Bastou que ela inclinasse a cabeça em direção à porta do fundo para que eu deixasse minha taça no balcão e a seguisse sem pensar duas vezes.