O fim de semana em que trocamos de casal
Não abri os olhos de imediato: deixei que aquelas duas línguas continuassem seu jogo sobre mim, sabendo que era só o começo de um dia em que ninguém ia pedir permissão.
Não abri os olhos de imediato: deixei que aquelas duas línguas continuassem seu jogo sobre mim, sabendo que era só o começo de um dia em que ninguém ia pedir permissão.
Eles chegaram às seis em ponto, me beijaram um por um assim que entraram e eu soube que, naquela noite, não seria eu quem mandaria.
Bruno trouxe croissants e a notícia de que a ovelha negra da família passaria o fim de semana com a gente. Eu não imaginei até onde aquela tarde iria chegar.
Baixei a guarda com uma pergunta boba sobre sexo em grupo, e Antonella sorriu como se estivesse há meses esperando que alguém a fizesse.
Disse não três vezes. Na quarta eu já estava boiando nua enquanto várias mãos decidiam por mim o que aconteceria naquela noite sob as luzes.
Quando as quatro entraram na água sem a parte de cima do biquíni, eu soube que aquela tarde ninguém voltaria pra casa sendo o mesmo de antes.
Damián se afastou da porta com o pulso acelerado: o que acabara de ver entre seus amigos nunca sairia de sua memória.
Meu marido nem me olhou quando saí com a saia justinha naquela noite. Ele não sabia que eu ia a um hotel para ver, de uma poltrona, o que eu desejava havia anos.
Quando Renata desceu descalça até a cozinha ao amanhecer, não imaginou que o marido a observaria da porta, nem que aquela manhã mudaria tudo entre os quatro.
Quando cruzamos a porta daquele local em penumbra, soube que naquela noite compartilharíamos algo que nenhum de nós dois jamais esqueceria.
Saí do banheiro envolta só numa toalha e atravessei a sala devagar, sabendo que os olhares dos dois homens me seguiriam até o quarto.
Quando perguntei o que realmente a excitava, ela se sentou sobre mim e começou a contar uma noite que nunca tinha confessado a ninguém.
Cheguei àquele apartamento pensando em uma taça de vinho e uma conversa. Não imaginei que naquela tarde eu me entregaria a três homens ao mesmo tempo.
Passei anos querendo algo mais forte que um único homem. Naquele fim de semana, na minha casa na serra, trinta deles me esperavam na piscina.
Quando ele me vendou no portão, o único que eu sentia era uma gota descendo devagar entre minhas coxas e o coração quase saindo pela boca.
Desci as escadas nua, sorri para eles e só impus uma regra: subir sem roupa. Eram onze, suados e necessitados; eu já estava viúva havia tempo demais.
Eu só ia de acompanhante, juro. Mas quando os dois entraram na terraço, idênticos e sorrindo igual, eu soube que aquela noite eu não ia me comportar.
Ela veio comprar meu livro e sentou no meu colo de costas para mim. “Lê devagar, em voz alta”, pedi, enquanto meus dedos começavam a descer por seu ventre.
Uma só olhada no supermercado bastou para que eu largasse as sacolas e a seguisse escada acima. Eu não sabia o nome dela, mas já a desejava.
Toda vez que Noa desviava o olhar, Marina a observava em silêncio, convencendo-se de que olhar para as pernas da melhor amiga não significava nada.