O que aconteceu quando a decana trancou a porta
Renata entrou no gabinete esperando uma suspensão. A decana trancou a porta, mandou que ela se levantasse e disse que o castigo seria bem diferente.
Renata entrou no gabinete esperando uma suspensão. A decana trancou a porta, mandou que ela se levantasse e disse que o castigo seria bem diferente.
Nenhum homem me fez gozar. Descobri isso tarde, depois de anos de mãos alheias e orgasmos fingidos: o único corpo que sabia exatamente o que o meu queria era o meu próprio.
No elevador, ele roçou meu braço como se nada fosse e cheirava a perfume caro. Naquela mesma noite, enquanto eu me vestia no escuro, ele já planejava me tirar de Tomás.
Cheguei à casa dele só para ver o jogo. Quando o apito final soou, uma mão afundou nas minhas nádegas e entendi que o verdadeiro plano começava naquele momento.
Ficamos sozinhas no escritório às sete. Às dez, Camila estava encostada numa estante do arquivo, e eu já não conseguia pensar no cliente.
Marina achava que seria um ménage clássico, ela no centro. Até ver seus dois amigos héteros se olhando de um jeito que mudou tudo.
Três gin-tônicas, dois colegas que eu mal conhecia e um sofá. O que começou como uma conversa de escritório virou a noite mais inesperada da minha vida.
Dirigi até o barranco decidido a acabar com tudo. O que encontrei na água gelada da lagoa me devolveu a vontade de viver — e algo que jamais imaginei.
Às quatro da madrugada, enquanto me fazia amor, meu marido sussurrou o nome do meu colega de trabalho. E eu, no escuro, sorri.
Bastou um olhar de Renata para eu entender: ela tinha visto tudo na tarde anterior e agora queria a sua parte, sem chance de recusa.
Entreguei a ela uma blusa um tamanho menor sem dizer por quê. Quando ouvi seu grito abafado vindo do provador, soube que ia entrar e não sairia igual.
Da sala de monitores, vi quando ela abriu o blazer achando que ninguém a observava. Eu não fazia ideia de que seu novo vigilante já a estava encarando a manhã inteira.
Minha amiga me empurrou de leve com um sorriso cúmplice. “Vai”, me disse, “ele não vai tirar os olhos de você a noite inteira”. E ela tinha razão.
Tranquei o vestiário, abri a maleta e deixei de ser Tomás. Nessa noite, no clube, eu não imaginava que meu próprio chefe ia abrir a porta.
Quando ele voltou correndo ao carro, eu ainda pensava em deixá-lo na estação. Às três da manhã, ele estava colado nas minhas costas, me procurando sob o lençol.
Quando o último colega fechou a porta, soube que naquela noite eu não voltaria para casa sendo a mesma mulher. Ele me olhou e eu já estava tremendo.
Pensei que tudo tinha acabado quando o diretor me pagou e me dispensou. Eu não imaginava que a verdadeira dona do meu corpo era ela, a mulher da mesa ao lado.
Quando ela me puxou para o beco escuro e me beijou contra a parede, soube que a viagem que ganhei no trabalho não seria nada do que eu imaginava.
Quando os trovões começaram a sacudir o prédio, eu soube que ela bateria na minha porta. O que eu não imaginava era que aquela noite terminaria na minha cama.
Eu nunca tinha ficado nua diante de ninguém. Naquela tarde, no sofá de couro, um homem com o dobro da minha idade pediu que eu tirasse o blazer atrás do qual me escondia havia anos.