Meu chefe descobriu Tamara por trás do terno
De dia, assinava como Tomás e ninguém suspeitava de nada. A pasta aberta por acidente no tablet do meu chefe ia romper, de uma só vez, dezoito meses de silêncio.
De dia, assinava como Tomás e ninguém suspeitava de nada. A pasta aberta por acidente no tablet do meu chefe ia romper, de uma só vez, dezoito meses de silêncio.
Ele tinha uma reunião e me deixou sozinha a tarde toda. Entediada, abri uma pasta no computador dele que não devia abrir… e não consegui parar de olhar.
Por baixo daquela roupa larga e discreta havia uma fêmea com o desejo intacto. Eu só precisava esperar que ela parasse de fingir diante do marido.
Nunca contei a ele sobre meus gostos. Bastou uma notificação do WhatsApp no sofá dele para aquela noite em sua casa mudar tudo entre nós.
O elevador parou no oitavo e ele entrou. Eu tinha os últimos pesos no bolso e a certeza de que aquela manhã algo ia acontecer entre nós.
Servi-lhe o café das quatro como sempre. Só que, desta vez, eu tinha acrescentado algo que não constava em nenhuma agenda.
Atravessei a doca, faminta e com um ódio fino pela humanidade, e então a vi cair no asfalto de um soco. Era minha chefe.
O legging branco ficava translúcido sob o moletom, e eu soube que naquela noite, na caminhonete vazia, o motorista ia me olhar de outro jeito.
Comecei com espelhos no chão e terminei descobrindo minha vizinha nua da minha varanda. Cada vislumbre fugaz virava droga.
Quando ela se sentou no meu sofá com o rímel borrado e a voz trêmula, eu soube que não resolveríamos aquilo com um uísque e duas palavras de consolo.
Achei que tinha colocado ela no lugar dela. Naquela tarde, ao sair do banheiro, ouvi um zíper sendo abaixado atrás da porta entreaberta da sala.
Adrián entrou naquele escritório como analista sênior e soube, pelo sorriso da diretora, que sairia de lá sendo outra coisa: algo bonito, dócil e sem nome próprio.
O abraço dele me subiu pelo corpo com um calor que eu não soube explicar. Só sabia que, assim que ficasse sozinha, teria de terminar o que ele tinha começado.
Tudo começou por uma foto no celular. Dez dias depois, eu não consigo acordar sem pensar no momento do dia em que vou me tocar de novo.
Guardei-o na bolsa às pressas, mas naquela tarde tirei-o por outro motivo: estava sozinha, entediada e excitada demais para me segurar.
Eu tinha terminado todo o trabalho, não havia ninguém no andar e o calor me deixava inquieta. Naquela tarde, decidi brincar com fogo sobre a mesa.
O vídeo chegou sem aviso: ele no carro, com o semáforo vermelho e uma mão fora do volante. Eu soube que não aguentaria até chegar em casa.
Nunca tinha se masturbado no trabalho. Mas naquela manhã, com o celular cheio de imagens da vizinha e a porta sem tranca, descobriu o quanto o risco a excitava.
Eu sabia que ninguém me via naquele depósito escuro. Só o manequim nu no canto testemunhou o que eu fazia pensando nela, a costureira da saia mais curta.
Naquela noite, desci ao escritório com a desculpa da fotocopiadora. Na pasta pessoal dela havia três arquivos que mudaram tudo o que eu achava saber sobre ela.