O segredo do assistente no escritório do diretor
Ele usava o terno impecável e, por baixo, a renda que só ele podia ver. Quando a tranca do escritório fazia clique, Noa deixava de ser o assistente perfeito.
Ele usava o terno impecável e, por baixo, a renda que só ele podia ver. Quando a tranca do escritório fazia clique, Noa deixava de ser o assistente perfeito.
Estava duas semanas sem gozar e a imaginação me pregou uma peça no meio do turno. O que eu não esperava era que alguém percebesse antes de mim.
Não precisei ler o nome dele para saber que aquelas calças verdes que ele descrevia com tanto detalhe eram as minhas. E soube, naquele instante, que eu o faria implorar.
Eu só ia tocá-lo por um instante, por pena. Não imaginei que aquele velho de mãos enormes acabaria me dando ordens enquanto eu obedecia sem resistir.
Ele me ofereceu o dobro do salário de qualquer outro. O que não estava no contrato era tudo o que a mão dele apertando meu ombro estava me exigindo.
A loja ficou vazia de repente, e ao espiar os provadores Diego não imaginou que naquela tarde alguém o observaria enquanto ele olhava sem permissão.
Eu vinha cuidando daquele emprego como ouro. Naquela manhã, a sós com ele antes de abrir, descobri o quanto eu gostava que me dissessem o que fazer.
Ele me disse que aquela espera não se pagava com dinheiro. E eu, em vez de descer do táxi, fiquei para descobrir com o que ele queria que eu pagasse.
Nunca me atraiu, mas cada mensagem dele me deixava mais excitada que a anterior. E naquela noite, com meu marido a poucos metros, deixei de resistir.
Quando me deu as costas para tirar as fotocópias, a mão dele subiu pelas minhas meias como se tivesse o direito de fazer aquilo. E eu não disse não.
Quando me sentei diante dele com a lista na mão, já sabia que não tinha ido revisar materiais. Meu chefe me mandou para conseguir o desconto, e eu era a moeda.
Ele me deixou sozinha na sala, ainda trêmula, e saí de casa sem me despedir. Naquela mesma semana entendi que algo dentro de mim tinha se acendido e já não podia apagar.
Ninguém no escritório imaginava o que minhas botas escondiam naquela manhã de chuva, nem por que eu não quis tirá-las o dia inteiro.
Cheguei em casa, joguei os saltos pelo ar e deixei minha imaginação fazer o que eu jamais me atreveria a fazer no escritório.
Compartilhávamos corredor, elevador e cafeteira, mas nunca uma palavra de verdade. Só o que cada um imaginava quando o outro virava as costas.
Ela se levantou da mesa, virou-se e me olhou de um jeito que não deixava dúvidas. Fui atrás sem pensar, com o coração batendo forte no peito.
Achei que fosse a recepcionista voltando por algo esquecido. Era ela, com aquele sorriso que nunca significava nada de inocente, e a fechadura girando atrás de si.
Eram duas da manhã, estávamos sozinhos no 25º andar e ela estava com as costas travadas. O que começou como um favor virou outra coisa.
Com os olhos vendados e as pinças puxando meus seios, deixei de ser a diretora que não se ajoelha diante de ninguém. Lá em cima, eu era só um número entregue às suas mãos.
Ela a chamou de “gatinha” com a mesma voz de vinte anos atrás, e Helena soube que o cheque da demissão jamais sairia daquela gaveta. A dívida seria cobrada com seu corpo.