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Relatos Ardientes

A madura das redes que me marcou em um hotel

Desde que se separou, Vera descobriu que o desejo funcionava para ela como um motor novo. Não precisava de dinheiro nem da aprovação de ninguém, mas ficava excitada ao se sentir observada, provocar à distância, conduzir conversas que começavam com uma brincadeira e terminavam com a virilha pulsando. Nas redes, mostrava o suficiente: vestidos justos, decotes calculados, pernas cruzadas, um olhar para a câmera que prometia mais do que revelava. E isso bastava para deixar muitos homens loucos.

Com quase todos, brincava por um tempo e depois perdia o interesse. Com Darío foi diferente desde o começo. Ele não era o mais insistente nem o mais bajulador, e justamente por isso a conquistou mais. Sabia ouvir, sabia tensionar uma conversa e, quando o assunto virava sexo, não se escondia atrás de frases suaves. Falava claramente, com fome, e Vera sentia os mamilos endurecerem só de ler suas mensagens.

Conversaram durante semanas. Sobre livros, viagens, rotinas absurdas, divórcios mal resolvidos e as coisas que alguém se atreve a fazer somente depois de parar de fingir que é decente. Também falaram sobre corpos. Ele confessou que se masturbava imaginando-a obedecendo a ordens. Ela riu ao ler aquilo, mas naquela noite acabou com dois dedos dentro da boceta, ofegante em sua própria cama enquanto pensava na voz de um homem que ainda não tinha visto de frente.

Só fizeram uma videochamada. Vera apareceu com uma taça na mão e uma blusa aberta um botão a mais do que deveria. Darío não mostrou o rosto inteiro, apenas metade da boca, o maxilar e os olhos na sombra. Aquilo a deixou mais louca do que se ele tivesse se mostrado por completo. Havia mistério, havia controle, e quando ele lhe mostrou por um segundo o pau duro, grosso e cheio de veias, um gemido escapou de Vera antes que ela conseguisse disfarçá-lo.

A proposta chegou numa terça-feira à noite, simples e brutal. Um hotel no meio do caminho. Um quarto reservado. Um bilhete sobre a cama. Ela deveria entrar sozinha, obedecer ao que lesse e ligar para ele apenas quando estivesse pronta. Vera leu a mensagem três vezes. É uma loucura, pensou. Depois voltou a olhar a foto de perfil dele, ouviu o último áudio, em que ele dizia «quero ver você tremendo sem saber por onde vou começar», e soube que iria.

No dia combinado, maquiou-se sem exageros, como se quisesse esconder de si mesma que estava indo a um encontro planejado para transar. Escolheu um vestido simples, um casaco comprido e botas discretas. Na bolsa, levava apenas o indispensável. Não queria se sentir protegida por mais nada. Enquanto dirigia, o celular vibrou com uma única mensagem: «517».

Ficou um minuto dentro do carro, olhando para a entrada iluminada do hotel. Podia dar a partida e ir embora. Podia bloqueá-lo e esquecer tudo. Mas vinha imaginando aquele momento havia semanas: o corredor, a porta, a primeira ordem. Só de pensar, sentiu-se molhar entre as pernas. Desceu, respirou fundo e entrou.

O corredor do quinto andar estava silencioso. Quando encontrou o quarto, viu que a porta estava entreaberta. Ninguém a esperava do lado de fora. Empurrou-a com a mão e entrou. As cortinas estavam fechadas, a luz principal apagada, e várias velas pequenas banhavam o quarto com um brilho suave que o tornava quase irreal.

Sobre a cama havia uma máscara preta e um bilhete dobrado. Vera fechou a porta atrás de si, deixou a bolsa sobre uma cadeira e leu devagar.

—Tire a roupa, coloque a máscara e deite-se de barriga para cima. Não toque em nada. Hoje você vai fazer exatamente o que eu mandar. Quando estiver pronta, ligue para mim.

Sua boca secou. O pulso batia em seu pescoço. Sentiu aquela mistura suja e deliciosa de medo, tesão e excitação que a havia empurrado até ali. Tirou primeiro o casaco, depois o vestido pela cabeça, o sutiã, as meias, a calcinha. Ficou completamente nua no meio do quarto, com a pele arrepiada e a sensação de estar cometendo algo íntimo e perigoso.

Pegou a máscara. Antes de colocá-la, olhou ao redor uma última vez, como se assim pudesse conservar algum controle. Não havia ninguém. Cobriu os olhos e o mundo desapareceu. A vulnerabilidade apertou seu ventre imediatamente. Caminhou devagar até a cama, apalpou a borda e deitou-se de barriga para cima, com os braços ao lado do corpo e as pernas apenas entreabertas.

Sua voz tremeu quando falou.

—Estou pronta.

Houve alguns segundos de silêncio. Então ouviu uma porta se abrir dentro do quarto, provavelmente a do banheiro, e passos lentos se aproximando da cama. Vera prendeu a respiração. O colchão afundou de leve ao seu lado e a voz de Darío soou perto, grave, tranquila, exatamente como ela havia imaginado.

—Pessoalmente, você é ainda melhor —disse ele—. E está tremendo.

—Não brinque mais comigo —respondeu ela, engolindo em seco—. Faça o que veio fazer.

Ele soltou uma risada breve.

—Vou fazer você gostar. Mas você vai obedecer. Entendeu?

—Sim.

Primeiro sentiu o calor das mãos dele, depois um fio espesso e morno deslizando pela parte superior do peito.

—É óleo —murmurou ele—. Relaxe.

Duas palmas grandes começaram a espalhá-lo das clavículas até os seios. A pressão era firme, lenta, segura. Darío não se apressou. Cobriu os seios dela com as duas mãos e massageou-os desde a base, apertando o bastante para arrancar-lhe um gemido. Os polegares roçaram seus mamilos já duros e depois insistiram em círculos pequenos, cada vez mais lentos, como se quisesse que ela sentisse cada último nervo se acender.

Vera abriu um pouco mais as pernas sem pensar. Ele continuou descendo. Óleo morno no esterno, no ventre, nas laterais. As mãos dele deslizavam por seu corpo com uma calma que a deixava louca. Amassou-a devagar, acariciando a curva da cintura, a parte baixa do abdômen, o quadril. O contato era tão constante que cada pausa a desesperava.

—É assim que eu gosto de você —sussurrou ele—. Quieta e molhada antes mesmo de eu tocar onde você realmente quer.

Ela gemeu baixo, humilhada e excitada pela precisão da frase. Então sentiu outro jorro de óleo percorrer uma coxa, do quadril até o joelho. Depois a outra. As mãos de Darío desceram devagar, trabalhando cada perna com uma massagem paciente que não parecia ter pressa de chegar a lugar algum. Ele amassou suas coxas, panturrilhas e tornozelos. Quando segurou um de seus pés, Vera estremeceu.

—Eu não sabia que isso me deixava assim —murmurou, envergonhada.

—Agora sabe.

Ele massageou a sola de seu pé com o polegar, devagar no início e depois com mais firmeza, subindo em seguida com as duas mãos pela panturrilha e pela parte interna da coxa. Fez o mesmo na outra perna e, quando terminou, Vera já respirava pela boca. A boceta pulsava. Ela podia sentir a própria umidade se misturando ao óleo.

Então um fio morno caiu bem sobre sua vulva.

Vera se sacudiu inteira e fechou as pernas por reflexo.

—Não —disse ele calmamente, separando-as de novo—. Pernas abertas.

Ela obedeceu. Não enxergar o que ele fazia tornava tudo mais intenso. Primeiro sentiu a ponta de um dedo deslizar pelos lábios encharcados, de cima a baixo, sem entrar, apenas explorando. Depois dois dedos desenharam círculos ao redor do clitóris, contornando-o sem tocá-lo por completo, fazendo-a ofegar de frustração.

—Porra... —escapou dela.

—Diga direito. O que você quer?

—Que você me toque de uma vez.

Ele sorriu contra alguma parte de sua coxa; ela percebeu pela respiração.

—Eu já estou tocando. Você quer mais.

E finalmente colocou a ponta do dedo diretamente sobre o clitóris. Vera arqueou as costas. Darío começou com círculos lentos, precisos e úmidos, e depois acrescentou um segundo dedo, que desceu pela entrada de sua boceta, abrindo-a apenas um pouco e espalhando sua própria excitação. O contraste entre a pressão no clitóris e aquele dedo acariciando sua abertura deixou-a sem palavras.

—Sim... assim... não pare...

Ele não parou. Acelerou um pouco. Mudou o ritmo, mais firme, mais direto. Vera começou a mover os quadris contra a mão dele, buscando mais fricção, e Darío deu-lhe um tapa seco na coxa.

—Quieta.

A ordem atravessou-a. Ela ficou imóvel, mordendo o ar. Os dedos continuaram trabalhando o clitóris até a tensão subir por suas pernas e se concentrar brutalmente no ventre. Quando Darío enfiou um dedo dentro da boceta e o curvou para cima enquanto o polegar continuava esfregando seu clitóris, Vera gozou com um gemido rouco e longo, fechando as pernas ao redor da mão dele.

Ela tremeu inteira. Ele não retirou os dedos imediatamente. Acariciou devagar sua vulva sensível, deixou-a ofegar, deixou-a sentir cada espasmo. Depois levou os dedos à boca. Ela ouviu o som úmido e indecente de como ele os chupava.

—Você tem um gosto melhor do que eu imaginava —disse ele.

Antes que pudesse responder, ele a segurou pelos tornozelos e a puxou suavemente até a beirada da cama. O ar frio bateu em cheio na boceta. Vera tentou se erguer, mas uma mão firme em seu ventre a manteve quieta.

E então sentiu a boca dele.

A primeira lambida foi lenta, de baixo até o clitóris, com a língua inteira aberta, quente e úmida. Vera soltou um grito abafado. Darío repetiu o percurso, ainda mais devagar, parando para sugar de leve os lábios inchados antes de voltar ao clitóris. Ele a comia como se realmente estivesse faminto, sem pressa, desfrutando cada reação.

—Porra... Darío... —balbuciou ela.

Ele respondeu enfiando a língua entre seus lábios e retirando-a com um ruído molhado que a fez apertar os lençóis. Lambeu sua boceta repetidas vezes, alternando passadas longas com breves sucções no clitóris. Depois separou mais as pernas dela e enfiou a língua dentro, entrando e saindo com movimentos rápidos, quase obscenos, enquanto um dedo abria sua entrada para aprofundar melhor.

Vera se contorcia. Estava com a bunda apenas para fora do colchão, as coxas abertas, a máscara no rosto e a boca aberta em gemidos cada vez mais indecentes. Sentia a barba dele raspando na parte interna de suas coxas, a língua firme contra o clitóris, o dedo entrando e saindo devagar para depois se curvar dentro dela. Era demais. Era exatamente o que tinha ido buscar.

—Pare... —disse, sem convicção.

Ele parou por um segundo.

—Quer que eu pare?

—Não. Quero que você me foda.

—Peça como se realmente precisasse disso.

Vera engoliu em seco, ardendo de vergonha e desejo.

—Por favor, me foda. Preciso de você dentro de mim agora.

A resposta foi um beijo molhado sobre sua coxa.

—Assim está melhor.

Ele a virou com firmeza até deixá-la de bruços. Vera apoiou uma face no lençol, nua e respirando com dificuldade, enquanto ele colocava seus joelhos um pouco mais afastados. Uma mão subiu por suas costas e levou os dois pulsos dela para trás.

—Fique assim.

Não eram algemas, mas o modo como ele segurou seus pulsos foi suficiente para fazê-la se sentir completamente subjugada. Com a outra mão, abriu sua bunda e sua boceta, percorrendo-as com dois dedos molhados de óleo e umidade. Vera gemeu alto ao sentir o roçar no clitóris por trás e depois o peso contundente do pau se apoiando na entrada.

—Vou colocá-lo devagar no começo —avisou ele—. Depois não prometo nada.

A cabeça do pau empurrou, separando-a pouco a pouco. Vera cerrou os dentes. Era grosso. Muito grosso. Ele avançou devagar, centímetro a centímetro, deixando-a sentir a pressão abrasadora de como a abria. Quando metade já havia entrado, ela ofegava contra o lençol.

—Porra... que grande...

—E ainda não entrou inteiro.

Ele soltou os pulsos dela apenas para agarrá-la pelos quadris com as duas mãos. Depois empurrou de uma vez só até o fundo. Vera gritou. Sentiu o pau inteiro dentro dela, duro, quente, preenchendo-a até um ponto que doeu gostoso, selvagem, impossível de ignorar. Ele ficou cravado por alguns segundos, imóvel, deixando-a se acostumar àquele tamanho.

—Assim —disse ele, respirando pesadamente—. Eu queria sentir você engolindo meu pau inteiro.

A primeira investida para fora foi lenta. A seguinte já não. Darío começou a fodê-la com um ritmo firme e profundo, golpeando com os quadris exatamente naquele ponto que a fazia praguejar. Cada vez que o pau entrava até o fundo, Vera sentia o colchão se mover sob seu peito e a boceta se apertar ao redor daquele pau enorme.

—Sim... assim... assim, seu filho da puta...

Aquilo o excitou ainda mais. Ele deu um tapa seco em uma nádega, depois outro. Não forte o bastante para machucá-la, mas o suficiente para deixar sua pele ardendo e a boceta ainda mais molhada. Continuou penetrando-a sem perder o ritmo, alternando séries rápidas com investidas lentas e profundas até o fundo, como se quisesse que ela sentisse não apenas a velocidade, mas também a grossura, a profundidade e o domínio.

—Olhe como você me aperta —rosnou ele—. Está louca por este pau.

Vera gemeu sem negar nada. Era verdade. Cada vez que ele quase saía e voltava a cravar-se inteiro nela, arrancava-lhe um gemido mais forte. Ele segurou um de seus pulsos outra vez e o imobilizou às costas, usando a outra mão para prender sua cintura enquanto a penetrava com violência controlada. O som úmido dos corpos se chocando encheu o quarto.

—Não pare... por favor, não pare...

—Agora você já sabe pedir.

Ele passou a mão livre por baixo do ventre dela até encontrar o clitóris e começou a esfregá-lo no mesmo ritmo das investidas. Vera perdeu o ar. Tinha o pau perfurando sua boceta por trás e aqueles dedos firmes trabalhando exatamente onde estava mais sensível. O orgasmo subiu rápido demais.

—Eu vou gozar... porra... eu vou gozar...

—Goze.

Darío não diminuiu o ritmo. Pelo contrário: fodeu-a com mais força e mais rapidez, chocando-se contra ela repetidamente enquanto apertava seu clitóris com movimentos curtos e brutais. Vera gozou gritando contra o lençol, o corpo tremendo e a boceta se contraindo ao redor do pau dele. Sentiu aquilo de modo claro e intenso, quase doloroso de tão forte.

Ele praguejou entre os dentes ao senti-la apertá-lo daquele jeito, mas não saiu. Continuou fodendo-a enquanto ela ainda tremia, aproveitando a sensibilidade do orgasmo para levá-la a outra borda, mais crua. Ergueu um pouco seus quadris e mudou o ângulo. Aquela nova profundidade arrancou de Vera um gemido desesperado.

—Aí... aí, porra... você está acabando comigo...

—E você adora.

—Sim.

A confissão saiu sem dignidade alguma, com a voz quebrada. Darío rosnou e começou a investir como se finalmente tivesse decidido perder o controle. Já não media tanto o ritmo. Enfiava o pau até o fundo, saía quase inteiro e voltava a cravá-lo com uma força que fazia suas coxas baterem contra a cama. Vera sentia a boceta ardendo, aberta, felizmente castigada.

Um novo tapa acendeu sua nádega. Depois uma mão em seus cabelos, sem puxar com força, apenas o suficiente para erguer sua cabeça e obrigá-la a oferecer mais a bunda.

—Quero ouvir você dizer por que veio.

Ela ofegou, embriagada de prazer.

—Vim para você me foder.

—Mais claro.

—Vim para você arrebentar minha boceta na pica.

A resposta dele foi um gemido rouco e uma série de investidas tão rápidas que Vera já não conseguiu fazer outra coisa além de se deixar sacudir. Cada golpe a fazia apertar os lençóis. Cada entrada a preenchia completamente. O quarto cheirava a óleo, velas e sexo. Ela já não pensava em mais nada.

Darío soltou seus cabelos e passou a mão por baixo outra vez para beliscar seu clitóris entre dois dedos enquanto continuava enterrando o pau nela. Vera soltou um grito e gozou novamente, de modo menos limpo e mais selvagem que da vez anterior, em pequenas contrações repetidas que deixaram suas pernas bambas.

Ele a segurou pelos quadris para que não desabasse.

—Assim, aguente. Quero gozar dentro.

Essas palavras terminaram de acender seu cérebro. Vera jogou os quadris para trás, buscando-o mais fundo, aceitando cada centímetro daquele pau grosso com um desespero que já não queria esconder.

—Faça isso —disse ela—. Goze dentro de mim.

Darío soltou um grunhido abafado. Deu mais quatro investidas, duras, profundas e completas, e na última ficou enterrado até o fundo. Vera sentiu o pau pulsando dentro dela, espasmando com força, e depois o gozo quente enchendo-a em descargas espessas que pareciam não terminar. Ele continuou imóvel, apertando-a contra si enquanto se esvaziava dentro de sua boceta.

O orgasmo dele provocou outro estremecimento nela. Não foi um gozo limpo, mas um longo espasmo úmido e exausto, enquanto sentia como ele a preenchia e como a respiração de ambos se partia na penumbra.

Durante vários segundos, ninguém falou. Darío saiu devagar, e Vera sentiu parte do gozo começar a escorrer entre suas coxas. Ficou deitada de lado, ainda usando a máscara, tentando recuperar o fôlego enquanto o corpo inteiro pulsava.

Ele acariciou suas costas com uma suavidade inesperada. Depois beijou sua face.

—Ainda não tire a máscara.

Vera sorriu, cansada, ainda aberta e sensível.

—Você vai embora sem deixar que eu veja você?

—Quero que você se lembre de mim assim.

Ela ouviu os passos dele se afastando, depois a água do banheiro durante alguns minutos. Vera continuava deitada, sentindo o óleo seco na pele, a boceta cheia e dolorida da melhor maneira, a cabeça girando. Quando ouviu seus passos novamente, ele se inclinou ao lado dela uma última vez.

—Deixei uma coisa no armário. Você vai gostar.

Beijou sua face outra vez. Depois a porta se fechou.

Vera esperou alguns segundos, apenas para prolongar o tremor. Então tirou a máscara. O quarto continuava iluminado pelas velas, revolvido pelo sexo, com os lençóis marcados por óleo e umidade. Levantou-se devagar, nua, e caminhou até o armário.

Dentro dele, pendido com cuidado, havia um espartilho preto de cetim, elegante, caro, exatamente do seu tamanho. Abaixo, um pequeno bilhete.

—Para a próxima vez, se você decidir que isto não foi suficiente.

Vera segurou o espartilho entre as mãos e sentiu a boceta se molhar outra vez. Sorriu sozinha, com as pernas ainda tremendo. Não sabia se voltariam a se ver, nem se queria saber muito mais sobre ele fora daquele quarto. Mas sabia de uma coisa: desde aquela noite, sempre que se olhasse no espelho usando aquele espartilho, lembraria da porta entreaberta, do bilhete sobre a cama e da maneira como um desconhecido a fizera obedecer até gozar duas vezes gritando o nome dele.

E essa lembrança, por si só, já valia outro encontro.

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