A sós em casa, descobri até onde vai o meu desejo
A caixa estava fechada havia meses no fundo do armário. Abri por curiosidade e, uma hora depois, tinha o celular gravando tudo o que meu corpo era capaz de sentir.
A caixa estava fechada havia meses no fundo do armário. Abri por curiosidade e, uma hora depois, tinha o celular gravando tudo o que meu corpo era capaz de sentir.
Prometi a mim mesma não desistir até conseguir. O que eu não sabia era quanto tempo meu corpo levaria para me dar o que eu tanto pedi naquela noite.
Deitei nua achando que só queria dormir. Três horas depois, eu ainda descobria o quanto de prazer era capaz de me dar sozinha.
Eram duas da manhã quando um vídeo me colocou a ideia na cabeça. Dias depois, eu andava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Fechei a porta do banheiro, abri o chuveiro e prometi que seria rápido. Mentira. Nessa noite descobri até onde eu estava disposta a ir comigo mesma.
Crescemos dormindo em quartos vizinhos, até que uma noite um som do outro lado da parede me fez entender que eu já não a via como irmã.
Nunca gostei de bichos de pelúcia como presente. Até o fim de semana em que fiquei sozinha em casa e entendi para que servia de verdade o que meu ex me deixou.
Fechei a porta e liguei o notebook para deixar a imaginação terminar o que um desconhecido tinha começado no meio da multidão da plataforma.
Só queria descansar um pouco na maca. Não imaginei que terminaria com a mão dentro da roupa, mordendo o lábio para ninguém no corredor me ouvir.
Fechei o notebook, entrei debaixo da água sem pensar em nada e, quando a esponja roçou meus seios, soube que aquele banho não seria como os outros.
Nunca tinha me tocado. Mas naquela noite, com a tela do celular iluminando meu rosto, meus dedos desceram sozinhos e eu não quis que parassem.
Sabia que estava sozinha no apartamento. Por isso, quando desceu a caixa preta que as amigas lhe deram, já não pensava nos apontamentos sobre a escrivaninha.
Naquela manhã ela acreditava estar sozinha. Tranquei o escritório, pedi que não me passassem ligações e abri o aplicativo justo quando ela entrou no quarto.
Ela abriu as pernas no chão da sala e me lançou um desafio que eu não soube recusar: me mostra, e se toca pra mim. A amiga dela continuava dormindo no sofá.
Chego em casa, fico nua no sofá e perco a conta. É minha rotina, meu segredo, a única coisa de que realmente preciso no fim do dia.
Baixei as persianas, desliguei o celular e, pela primeira vez, não parei para pensar no que era certo. Só segui o que meu corpo me pedia havia semanas.
Eu estava sozinho, o calor era insuportável e a água corria morna sobre a minha pele. Então me ocorreu algo que eu fantasiava havia meses e nunca tinha coragem de fazer.
Cheguei quarenta minutos adiantada, desliguei o motor no estacionamento subterrâneo e então o cheiro daquela madrugada voltou a mim como uma corrente.
Liguei o vibrador, abri o jogo de bingo e me prometi uma regra para cada bolinha. O que aconteceu depois levei semanas para contar a alguém.
Nunca pensei que ver uma desconhecida se tocar ao amanhecer acenderia em mim um desejo tão forte que, naquela mesma noite, eu acabaria num parque, perdendo toda a vergonha.