A sessão de fotos que realizou minha maior fantasia
Quando entrei no café e o reconheci, soube que aquela sessão de fotos não ia ficar só nas fotos. O olhar dele já havia me despido antes mesmo de eu dizer uma palavra.
Quando entrei no café e o reconheci, soube que aquela sessão de fotos não ia ficar só nas fotos. O olhar dele já havia me despido antes mesmo de eu dizer uma palavra.
Deixei a camisola à vista no banheiro, calculei cada gesto e esperei para ver até onde o rapaz do quarto B se atreveria a ir.
Achei que fosse a recepcionista voltando por algo esquecido. Era ela, com aquele sorriso que nunca significava nada de inocente, e a fechadura girando atrás de si.
Eram duas da manhã, estávamos sozinhos no 25º andar e ela estava com as costas travadas. O que começou como um favor virou outra coisa.
Bastou que ele se aproximasse demais para que o calor que passávamos meses negando nos denunciasse aos dois. Naquela noite, já não havia como continuar disfarçando.
Naquela noite de bruxas ele não esperava companhia. Mas algo frio se materializou aos pés da cama e sussurrou seu nome como se o conhecesse de toda a morte.
Entrou sem ser convidada, com um sorriso que prometia prazer e escondia fome. Naquela noite, todo corpo que tocou deixou de ser seu para sempre.
Diego se tocava pensando em Nadia quando seu desejo abriu uma porta fechada havia mil e oitocentos anos. O que cruzou tinha fome, e a cidade seria seu banquete.
Se pedíssemos cerveja, iríamos embora. Se pedíssemos vinho, ficaríamos. Nunca imaginei até onde nos levaria a taça que ela escolheu sem hesitar.
Entramos no chuveiro só para tirar o cansaço do dia. Saímos de lá com uma ideia bem diferente na cabeça e um desafio que nenhum dos dois queria perder.
Tomás me presenteou com uma massagem, mas não me contou que aprenderia a fazê-la junto com a massagista. O que aconteceu naquela sala superou qualquer fantasia.
«Eu sabia que você viria hoje», disse ela, e então ele entendeu que aquele reencontro casual não tinha nada de casual.
Confessar quantas parceiras tivemos foi só o começo. O que ela propôs naquela noite, com meu gosto ainda na boca, não se parecia com nada dito antes.
Mandei uma foto de uma caixinha e quatro palavras: «esta noite vou brincar com você». Eu não sabia que o brinquedo novo não era para mim, e sim para ele.
Subi para me trancar acreditando que ninguém tinha me visto. Tinha os dedos entre as pernas e os olhos fechados quando senti a porta ceder lentamente atrás de mim.
Humilhavam-no todos os dias no colégio, até que um frasco sem rótulo lhe prometeu força. O que ele tomou naquela noite o transformou em alguém irreconhecível.
Uma mão desconhecida roçou minha cintura bem antes de eu sair do bar. Bastou uma pergunta ao pé do ouvido para eu esquecer minhas amigas e seguir aquele casal até a casa deles.
Nunca contei isso ao meu parceiro. Mas, quando fecho os olhos, não sou eu quem decide: alguém entra, me segura e meu corpo para de me obedecer.
Quando ele entrou e parou meio segundo a mais nos pés dela, soube que algo em mim tinha quebrado. E, para minha surpresa, não foi ciúme o primeiro sentimento.
Ninguém sabia por que eu sempre estacionava no mesmo trecho deserto. Naquela tarde, um corredor virou o rosto para minha janela e percebeu tudo.