A noite em que aprendi a gostar de sexo anal
Eu já tinha tentado antes e só sentira dor. Numa noite de hotel com um desconhecido, descobri o quanto eu estava enganada.
Eu já tinha tentado antes e só sentira dor. Numa noite de hotel com um desconhecido, descobri o quanto eu estava enganada.
Deitei nu na maca de propósito, sem me cobrir, só para ver o que ele faria quando entrasse com o óleo quente.
Sou uma travesti de armário. Passei meses obedecendo aos seus e-mails quando ele me escreveu que viria à minha cidade, e eu soube que naquela tarde ele faria comigo tudo o que me tinha ordenado.
Essa madrugada eu vesti a tanga vermelha, as meias arrastão e a peruca diante do espelho do hotel, e pela primeira vez não reconheci o garoto de sempre.
Éramos novatos e estávamos nervosos, mas aquele casal sentado ao fundo do local nos olhava como se soubesse exatamente o que viemos procurar.
Ele vinha treinando há anos uma expressão que não revelava nada. Mas naquela tarde, no saguão do hotel, os olhos o denunciaram com o único sentimento que não deveria ter por ela.
Ela sabia exatamente o que queria naquela noite: um homem que a olhasse como se fosse sua e não lhe desse trégua. Só precisava atravessar a porta daquele quarto.
Bateu à minha porta à meia-noite com os olhos vermelhos e a voz embargada. Eu não esperava que a última noite da viagem terminasse com minha aluna na minha cama.
Quando o whisky caiu no meu vestido rosa, soube que aquele casamento não terminaria como eu imaginava. Nem que o tio da noiva me encontraria no corredor mais escuro.
Três dias na praia, cinco amigas e um celular que nunca desligou. Eu achava que estava entre risadas inocentes; outros viam um espetáculo.
Quando cheguei ao restaurante com meu vestido preto e meu conjunto de renda por baixo, eu já sabia que não sairia de lá sendo a esposa fiel que fingia ser.
Mal dei alguns passos, meu celular começou a vibrar sem parar. Era ela, e não ia deixar eu ir embora tão fácil naquela noite.
Quando o celular vibra às quatro da madrugada, eu sei que é ele, que ninguém mais quis ele esta noite e que ele vai pagar o que for para eu aparecer.
Quero colocar a peruca, me maquiar e me entregar a um desconhecido que tenha lido minhas histórias. Uma única noite, sem compromissos, antes que seja tarde.
Quando levantei o olhar do sofá, Bruno e Damián estavam à minha frente com os paus de fora. Não consegui chegar até a porta.
Desceu para o restaurante sem calcinha e sem sutiã. Dizia que não sabia o que estava acontecendo com ela, mas eu começava a entender: naquele dia, iria cruzar todos os limites.
Quando o juiz apitou o fim da partida, eu soube que não havia volta: teria de cumprir a aposta diante da minha amiga, no balcão do bar.
Eu passava dois dias fechando as cortinas para esconder o que fazia. Naquela última manhã, resolvi deixá-las abertas, e a mulher do uniforme ficou parada do outro lado do pátio.
Tínhamos jurado que no playroom seria só sexo oral. Não contávamos com o olhar do homem da cama ao lado, nem com as mãos da mulher dele nas minhas costas.
Juro que, quando entrei no avião, só pensava em fechar o negócio. Não imaginei que naquela noite eu fosse me perder a mim mesma e a nós.