O que descobri vestida de mulher naquele hotel
Eu usava lingerie escondido havia anos. Numa semana longe de casa, resolvi descobrir como era fazer isso de verdade, na cama de um desconhecido.
Eu usava lingerie escondido havia anos. Numa semana longe de casa, resolvi descobrir como era fazer isso de verdade, na cama de um desconhecido.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
Marina desligou a televisão para dormir. Então começaram os sons sobre sua cabeça, e ela soube que naquela noite não ia pregar o olho por um motivo bem diferente do cansaço.
Apagar a luz teria sido o sensato. Mas naquela noite, no nono andar de um hotel vazio, a última coisa que eu queria era passar despercebida.
Esperei no ponto de ônibus com o coração acelerado, sabendo que assim que o carro dele aparecesse deixaríamos de ser mãe e filho para ser outra coisa.
Pensei que o pior da viagem seria dividir o quarto com meus pais em clima de lua de mel. Não imaginava que, no escuro, seria eu quem não conseguiria ficar quieto.
Pedimos dois quartos de solteiro e dividimos as camas sem pensar. Às onze, todos dormiam; no nosso, a mãe começou a fazer perguntas que nenhuma mãe deveria fazer.
Saí de casa com a calcinha vermelha e o coração disparado: meu tio jamais me chamava em dia de folga, e eu já sabia qual era a verdadeira intenção.
De pé diante deles, só com o conjunto de renda rosa, esperei a ordem. A sacola com o vestido pesava nas minhas mãos, e eu já tremia antes de tudo começar.
Eu disse que sim, mas ele teria que pagar minha saída da cantina e me dar alguma coisa. E lá fui eu, caminhando na frente do meu tio rumo ao hotel.
O anúncio dizia: travesti enrustida busca amigo maduro. Naquela mesma semana subi numa caminhonete de vidros escurecidos sem saber direito o que me esperava no fim da viagem.
A banheira estava pronta, eu fechei os olhos e, quando os abri, ela já estava nua no batente, oferecendo uma massagem que não acabou nos ombros.
Era o casamento da minha filha, mas foi a ele que procurei entre a multidão. Uma balada, a areia sob os pés, e de repente ele já não era só meu filho.
Reservei o lugar para nosso aniversário, mas ela se adiantou: a pousada era o quartel-general de um clube privado e, naquela noite, o botão vermelho ficava ao lado da cama.
Fiquei amarrado de barriga para cima, com as pernas abertas e sem saber o que ela tiraria em seguida daquela bolsa preta que deixou sobre a cama do hotel.
Quando o telefone fixo tocou naquela tarde, eu jamais imaginei que aquela ligação me levaria a um hotel no centro, a dois homens me desejando e a uma versão de mim que eu não conhecia.
Ele tomou minha mão sobre a mesa da cozinha, me olhou fixo e disse o que vinha pensando havia semanas. Eu só consegui me levantar e andar em círculos.
Eu fazia a mesma brincadeira com minha mulher na cama havia anos. O que eu não sabia é que ela tinha anotado cada palavra e que aquela viagem à costa tinha um plano.
Avisei pelo chat que sairia vestida de homem, mas que entraria no hotel feita toda uma mulher. O que não contei foi o quanto eu desejava aquela noite.
Chegamos ao motel como sempre, mas dessa vez ela tinha algo diferente no olhar e uma promessa guardada que eu nem imaginava que estivesse disposta a cumprir naquela tarde.