O plugue que ele me ordenou levar no hotel
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
Aceitei acompanhá-lo na viagem sabendo que seria sua mulher por alguns dias. O que eu não sabia era que meu corpo já fazia parte da negociação.
Nunca tinha tocado uma barriga assim sem a luva e o avental no meio. Dessa vez era a de Marisol, sua cunhada, e ela não conseguiu fingir que só buscava os chutes dos gêmeos.
Passei anos imaginando isso em silêncio, sem contar a ninguém. Naquela noite, no bar de um hotel estranho, uma desconhecida decidiu por mim.
Entrei no quarto de olhos vendados, quase nua sob o casaco, sem saber quem me esperava do outro lado da música. Só a voz do meu marido me guiava.
Quando voltamos ao quarto, já não aguentávamos esperar. Então a porta tocou: o presente que eu tinha preparado acabava de chegar, e você não sabia de nada.
Quando abri a mochila que ele me entregou no lobby daquele hotel de quinta, entendi que a reunião não era o que eu imaginava. E já era tarde para voltar atrás.
Ele me deixou sentada no sofá com uma venda e as mãos suando. Quando uma mão subiu pela minha perna e a música começou, eu soube que não esqueceria aquela noite.
Sou tímida com quase todo mundo, menos com meu marido. Por isso me surpreendi tanto ao desejar aquela desconhecida que se sentou na minha frente, como se me esperasse havia meses.
«Sabia que você viria hoje», disse ela, e então ele entendeu que aquele reencontro casual não tinha nada de casual.
Sentado na poltrona, com a chave pendendo entre os seios dela, soube que naquela noite enfim a veria se entregar a outro homem enquanto eu permanecia enclausurado.
Cruzei o limiar sem calcinha, exatamente como ela tinha ordenado. O que eu não sabia era que, do outro lado da porta, me esperava um rosto que eu conhecia bem demais.
Não sei seu nome, mas sei o que te espera. Eu também achei que era amor antes de aprender a obedecer a cada uma das ordens dele.
Ela se repetia que era uma mulher decente, mas naquela noite, no quarto do hotel, descobriu o quanto desejava obedecer a cada uma das minhas ordens.
Abri os olhos e não reconheci o quarto: só o peso de umas mãos sobre minha pele e a certeza de que aquela manhã pertencia a outros.
Cheguei tremendo ao quarto, fechei as cortinas e tirei a roupa seguindo as instruções dele. Só queria ser uma boca utilizável. Não imaginava o que sairia dali.
Saí daquela loja tremendo de desejo, sem imaginar que naquela mesma semana terminaria de joelhos, implorando para me usarem sem um pingo de ternura.
Aceitei ir tomar um café com o namorado da minha amiga. Quando ele abriu a porta daquele quarto, entendi que não havia café algum me esperando.
Pensei que ele viria por um problema comum. Em vez disso, sentou-se diante de mim, abaixou o olhar e começou a me contar algo que escondia de todos havia anos.
Quando saiu do banho e o viu esperando por ela com a renda preta vestida, Bianca sorriu: sabia exatamente o que ia acontecer naquela noite.