Sua primeira vez com um homem mais velho naquele hotel
Ela nunca tinha ficado com alguém quinze anos mais velho. Naquela noite, no quarto do hotel, descobriu que a inteligência também seduz.
Ela nunca tinha ficado com alguém quinze anos mais velho. Naquela noite, no quarto do hotel, descobriu que a inteligência também seduz.
A gaveta emperrava por causa de um caderno manuscrito. Dentro estavam as páginas mais íntimas de um desconhecido e de seu amante de oito anos.
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom a trouxe com um sorriso. No segundo dia, descobri que o serviço dele ia muito além do balcão.
Entrei no carro com o coração na boca e disse, quase sem pensar, que enfim entendia o que uma mulher sente a caminho de se entregar.
Eu me depilava por completo, usava meias e cinta-liga escondido. Nunca imaginei que um congresso da empresa acabaria comigo entregue a outro homem.
Nunca os vi. Só ouvi cada palavra, cada batida da cabeceira na parede, e de repente o prazer deles também virou o meu.
Aos cinquenta e um, depois de muitas mulheres, escrevi para um desconhecido num site gay sem saber que essa mensagem me obrigaria a aceitar o que sempre neguei.
Eu digitava o nome dela de vez em quando para ver se a encontrava. Nunca aparecia. Até aquela madrugada, quando o primeiro resultado foi ela, exata, sem dúvidas.
Eu passava anos usando lingerie às escondidas. Naquela semana, longe de casa, resolvi descobrir como era fazer isso de verdade, na cama de um desconhecido.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
Marina desligou a televisão para dormir. Então começaram os sons sobre sua cabeça, e ela soube que naquela noite não ia pregar o olho por um motivo bem diferente do cansaço.
Apagar a luz teria sido o sensato. Mas naquela noite, no nono andar de um hotel vazio, a última coisa que eu queria era passar despercebida.
Esperei no ponto de ônibus com o coração acelerado, sabendo que assim que o carro dele aparecesse deixaríamos de ser mãe e filho para ser outra coisa.
Achei que o pior da viagem seria dividir quarto com meus pais em clima de lua de mel. Não imaginava que, no escuro, seria eu quem não conseguiria ficar quieto.
Pedimos dois quartos de solteiro e dividimos as camas sem pensar. À noite, no nosso quarto, mamãe começou a fazer perguntas que nenhuma mãe deveria fazer.
Saí de casa com a calcinha vermelha e o coração disparado: meu tio jamais me chamava em dia de folga, e eu já sabia qual era a verdadeira intenção.
De pé diante deles, só com o conjunto de renda rosa, esperei a ordem. A sacola com o vestido pesava nas minhas mãos, e eu já tremia antes de tudo começar.
Eu disse que sim, mas ele teria que pagar minha saída da cantina e me dar alguma coisa. E lá fui eu, caminhando na frente do meu tio rumo ao hotel.
O anúncio dizia: travesti enrustida busca amigo maduro. Naquela mesma semana subi numa caminhonete de vidros escurecidos sem saber direito o que me esperava no fim da viagem.
A banheira estava pronta, eu fechei os olhos e, quando os abri, ela já estava nua no batente, oferecendo uma massagem que não acabou nos ombros.