A senhora que cedeu ao garoto da vizinhança
O garoto da vizinhança me olhava sem vergonha, de cima a baixo, enquanto eu tentava manter a voz firme. Tinha quarenta e seis anos e um filho para salvar.
O garoto da vizinhança me olhava sem vergonha, de cima a baixo, enquanto eu tentava manter a voz firme. Tinha quarenta e seis anos e um filho para salvar.
Toda sexta-feira, Marcos cruzava nossa porta sabendo que não voltaria a ser ele mesmo até o domingo. A coleira, a jaula e o vestido o esperavam.
Queriam humilhá-las na frente dos filhos. Não contavam com Beatriz e seu cinturão preto, nem com a corda que Silvia sempre levava na bolsa.
Sentei em cima dele e comecei a contar minha fantasia mais suja. A cada detalhe que eu acrescentava, via-o se desmanchar um pouco mais.
O celular do marido estava na mesinha. Ela sabia que não devia abrir. Abriu mesmo assim. E o que encontrou a destruiu de duas maneiras.
Eu estava amarrada à mesa quando ele se ajoelhou na minha frente. Não era a primeira vez que eu pedia algo assim, mas três homens era outro nível.
Era só um exercício de reabilitação, mas quando Sofía apoiou os quadris nas minhas pernas e puxou meus braços, eu soube que algo ia dar errado.
Quando a convidei para o meu apartamento, achei que eu teria o controle. O olhar dela mudou assim que fechei a porta, e soube que estava errado.
Subi convencida de que tinha o controle. Quarenta minutos depois, entendi que o único que mandava naquela estrada era ele.
Valentina vestiu o vestido preto à meia-noite. Dois desconhecidos tocaram a campainha. Marcos sabia o que ia acontecer e, ainda assim, abriu a porta.
Abri a porta esperando um. Eram dois. E traziam uma mochila com tudo o que precisavam para me transformar no brinquedo deles por horas.
Experimentei um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era controle puro.
Me prometeram uma transformação. O que encontrei foi um inferno de submissão, castigo e humilhação onde meu corpo deixou de ser meu.
Eu sabia antes de sair o que ia fazer. Subi no primeiro caminhão que parou e entendi que aquele dia não ia acabar cedo.
Apresentaram-na à casa como a mais uma, mas quando a porta do quarto do Amo se fechou atrás dela, Elena soube que nada a havia preparado para aquilo.
Eu já tinha aceitado os jogos de dominação dele antes. Mas o que ele me pediu naquela noite pelo telefone era diferente de tudo o que havia acontecido antes. E, mesmo assim, eu não desliguei.
Não me limpei. Saí do hotel com o leite dele entre os dedos e percorri a cidade inteira assim, sentindo que era dele a cada passo.
Quando desliguei o telefone, minhas mãos tremiam. Uma clínica de disciplina extrema. Um ano presa, sem saída. E eu tinha dito sim.
Há anos eu era a fera na cama. Os homens me temiam ou me agradavam. Ninguém tinha me amarrado. Ninguém até eu dar meu e-mail àquele desconhecido do chat.
Eu sabia que haveria consequências por chegar tarde. O que eu não sabia era que Marcos tinha planejado algo muito pior do que um castigo.