O que descobrimos quando Camila abriu aquela porta
A gente se reunia há seis anos para a mesma coisa: conversar e nos tocar sem pudor. Numa noite, Camila prometeu uma surpresa e abriu a porta do quarto ao lado.
A gente se reunia há seis anos para a mesma coisa: conversar e nos tocar sem pudor. Numa noite, Camila prometeu uma surpresa e abriu a porta do quarto ao lado.
Ela releu a mensagem quatro vezes e o coração batia como aos vinte. Tinha cinquenta e nove anos e uma desconhecida acabara de despertar algo que ela acreditava perdido para sempre.
“Quero ver algo novo”, ele disse do sofá. E eu já sabia exatamente com o que iria surpreendê-lo, mesmo que isso significasse arrastar Vera comigo.
Quando abri o presente de Reis e vi um vale para uma massagem com Pilar, ri. Eu não sabia que minha mulher vinha planejando havia meses exatamente o que aconteceria.
Começou com brincadeiras a sós e terminou com capturas de tela que nenhum dos dois deveria ter mostrado ao outro. Ela gostava de meninas; eu, da ousadia dela.
Quando a sustive febril contra meu peito, lembrei das noites em que a boca dela conhecia a minha como se levasse anos me aprendendo.
A persiana estava meio abaixada e a chave girou duas vezes atrás de mim. Vim sem a aliança e com doze anos de silêncio na língua.
Vinte anos casados e cada um escondia seu próprio segredo: ele em banheiros alheios, eu ainda sem saber o que aquela mulher da ioga estava prestes a despertar em mim.
Minha sobrinha entrou na minha cama com uma proposta indecente, e eu não imaginei que meu filho estaria nos espionando da porta do corredor.
Quando ela disse que a cama era espaçosa e que tinha tudo pronto para mim, senti um arrepio. O olhar dela não era de chefe: era de alguém que calculava havia semanas.
Quando ela desligou o telefone, eu soube que no dia seguinte iria à casa dela. O marido estava fora. E minha filha nunca mais me olharia do mesmo jeito.
Bateu à minha porta à meia-noite com os olhos vermelhos e a voz embargada. Eu não esperava que a última noite da viagem terminasse com minha aluna na minha cama.
Ela saiu do banheiro de lingerie, posou na minha frente e perguntou de zero a dez quanto estava boa. Eu já sabia onde aquela noite ia terminar.
Sempre fantasiei em estar com outra mulher, mas nunca tinha feito isso. Numa noite no apartamento dela, tudo mudou.
Entrei no vestiário sem pensar e saí com as pernas tremendo, olhando para aquelas mulheres nuas como nunca havia olhado para ninguém na vida.
Cheguei pensando que tomaríamos cerveja e comemoraríamos sua promoção. Carla abriu a porta com uma saia minúscula e a blusa transparente. Damian ainda não tinha chegado.
Meu namorado roncava feito tronco no quarto do fundo quando ela se aproximou de mim. O sotaque sulista e aqueles olhos pretos me disseram tudo antes das mãos dela.
Eu tinha quarenta e quatro anos, duas filhas e um divórcio recente quando a garota da casa da frente me olhou de outro jeito e disse o que eu não ousava pensar.
Lorena vinha flertando com minha mulher em cada encontro da academia havia anos. Naquela noite, com o clima aceso, a brincadeira deixou de ser brincadeira enquanto eu via tudo da poltrona.
Sou casada. Sou hétero. Era isso que eu era quando entrei no banheiro do shopping. O que eu era quinze minutos depois, já não tenho tanta certeza.